“Cada pessoa tem a sua historia. - Cada pessoa tem uma familia. - Cada familia tem origems. - Você não é apenas o que você imagina que é!"


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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Santo Frei Galvão - parente dos meus antepassados

attualizado em Maio 2019 por Tiffany




Um pouco de parentesco com Frei Galvão


- Frei Galvão foi neto-sobrinho de  Beatriz de Barros, Beatriz era heptavó de Tiffany), Beatriz foi irmã da avó materna de Frei Galvâo.

- Frei Galvão foi neto-sobrinho de Angela Ribeiro (hexavó de Tiffany). Angela Ribeiro foi filha de Francisco Leite Ribeiro, que era irmão do avô materno de Frei Galvão.
- Frei Galvâo foi neto-sobrinho tambem de Fernão Paes de Barros (hexavô de Tiffany) casado com Angela Ribeiro supra.

Antônio de Sant'Ana Galvão, mais conhecido como Frei Galvão, ou São Frei Galvão foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 11 de maio de 2007, tornando-se o primeiro Santo nascido no Brasil.

Nasceu em Guaratinguetà em 1738 e faleceu em São Paulo em 23 de dezembro 1822. 
Ele foi filho de Isabel Leite de Barros e do Capitão-Mor Antonio Galvão de França. Antonio Galvão de França era natural da cidade de Faro, em Portugal, e filho de Manuel de França e de Águeda Maria Galvão.
Isabel Leite de Barros foi batizada em 11/07/1717, na Capela do Rosário, no bairro do Tetequera em Pindamonhangaba. T
inha como irmãos o Capitão Inácio Corrêa Leite e o Padre José Corrêa Leite entre outros e foram filhos de
Gaspar Corrêa Leite e Maria Leite Pedroso, casados em  São Paulo, em 1705.

Esta avó materna de Frei Galvão, a Maria Leite Pedroso foi irmã de Beatriz de Barros (casada com Manoel Correa Penteado)  Por isso : Beatriz de Barros foi a tia-avõ do Frei Galvão)

Os bisavós paternos de Frei Galvão eram
o Capitão Pascoal Leite de Miranda e Ana Ribeiro e

os bisavós maternos eram
Pedro Vaz de Barros "o moço" e Maria Leite de Mesquita 

Izabel Leite de Barros,  ( mãe de Frei Galvão) , foi tambem uma prima de Angela Ribeiro pelo lado paterno, sendo Gaspar Correa Leite = o pai de Isabel  o irmão do pai de Angela Ribeiro.

Izabel Leite de Barros foi tambem prima de Fernão Paes de Barros, o esposo de Angela Ribeiro supra, sendo Fernão filho de Beatriz de Barros, a irmã de Maria Leite Pedroso, mãe de Izabel. 

Leia mais sobre Manoel Correa e Beatriz de Barros aqui : Manoel Correa e Beatriz de Barros


os triavós maternos do Frei Galvâo 

os bisavós eram  : Antonio Pedroso de Barros e Maria Pires de Medeiros. 

Antonio Pedroso de Barros era filho do Capitão-Mor Pedro Vaz de Barros, de Algarves (Portugal) e de Luzia Leme. Luzia Lema= irmã de Pedro Dias Paes Leme e tia de Fernão Dias Paes Lemes, o Governador das Esmeraldas.
Maria Pires de Medeiros  era filha do Capitão Salvador Pires de Medeiros e de Inês Monteiro de Alvarenga.

Antonio Pedroso de Barros e Maria Pires de Medeiros sâos octavós de Tiffany.

os outros bisavós maternos do Frei Galvão foram :
Domingos Rodrigues de Mesquita de Torre de Moncorvo, Bragança (Portugal), e Maria Dias (ou Leite),  que era filha do bandeirante Pedro Dias Paes Leme. Pedro Dias Paes Leme era irmão de Luzia Leme (= esposa do Pedro Vaz de Barros, leia supra)  e ambos foram filhos de Fernão Dias Paes e de Lucrécia Leme. 

Lucrécia, por sua vez, era tia dos Capitães Braz Esteves Leme e Mateus Leme do Prado (donos de sesmarias em Aparecida). Lucrecia era irmã de Pedro Leme (casado com Helena do Prado), e filha de Braz Teves e Leonor Leme, vindos da Ilha da Madeira, Portugal.

Finalizando :  pelo lado materno, Frei Galvão teve ascendência nas famílias: Corrêa Leite,  Penteado, Prado,  Pedroso ou Vaz de Barros, Leme,   Mesquita, Pires, Medeiros, Alvarenga,e mais outros .




jazigo de Frei Galvão , Mosteiro da Luz São Paulo


Tem uma "lenda" referindo-se ao antepassado dos meus parentes Paes de Barros do ramo do José de Barros Penteado :

Escreve Fr. Adalberto Ortmann :

……. Possuía Frei Galvão um dom todo especial para pacificar desavenças e restituir a paz a inimigos pessoais. Por vezes, sua simples presença era suficiente para restabelecer a paz em lares nos quais reinava a discórdia.
Um fato desses ocorreu em Itu, na residência do tenente e ouvidor Fernando Paes de Barros, que não se entendia bem com sua esposa Dª Maria Jorge de Almeida.
O casal recebeu Frei Galvão na mesma casa em que, mais tarde, hospedou o Imperador D. Pedro II. Reservaram para o religioso um quarto, mas curiosamente este o recusou, dizendo que desejava passar a noite em outro aposento. E apontou para o quarto do casal.
Surpreendidos por aquela atitude insólita, os donos da casa lhe fizeram a vontade.
Na manhã seguinte, encontraram a cama intacta, pois o religioso não a usara. Mas desde esse momento, sem que soubessem explicar o porquê, cessaram completamente as desavenças entre os cônjuges….“ 
 (fonte:  Frei Antonio de Sant´Anna o filho de Guaratinguetá, nas tradições de famílias paulistas“, in “Revista do Arquivo Municipal”, São Paulo, vol. LXXXIV, 1942, pp. 75-76 ).

nota por Tiffany: o tenente Fernando Paes de Barros foi um sobrinho-neto de Frei Galvão. O tenente Fernando era filho de José de Barros Penteado ( = neto de Manoel Correa e Beatriz de Barros) e Maria Dias Leite. 
José de Barros Penteado era irmão de Antonio de Barros Penteado (meu pentavô) e ambos (José e Antonio) foram  filhos de Fernão Paes de Barros, casado com Angela Ribeiro Leite  


Uma "bela salada" de parentesco e consanguinidade com Frei Galvâo entre varias linhas dos antepassados dos "Paes de Barros de Itu e Sorocaba" 

Leia mais sobre José de Barros Penteado e os seus descendentes aqui: Jose de Barros Penteado

Manoel Correa Penteado e Beatriz de Barros - onde os Penteado se unem aos "Barros"

... e onde o sobrenome não indica um unica  "linhagem" familiar - historia colonial

texto atualizado em abril 2026 por Tiffany

Todas as famílias hoje e entâo descendem necessariamente de outras, sendo que o início de cada uma se tem de fazer no momento em que se autonomizam com um nome e uma identidade "simbólica" própria.
Uma "familia" tem muitissimos (!!) antepassados e muitissimas familias que contam a origem de nós,

A genealogia biologica conta e foca no "INDIVIDUO"e na PESSOA no seu contexto historico no seu proprio tempo e NAO no SOBRENOME ou na genealogia simbolica que é somente politica de hoje .

Uma unica origem, e uma narrativa simbolica que conta de um unico casal de patriarcas que inclui todos os "Paes de Barros" de hoje no Brasil não existe !

Os meus antepassados  "Paes de Barros"  tem ascendencia em muitas  familias como os Penteados, os Leme, Leite, Prado, Barros, Mesquita .etc etc  colocados assim em certas "linhagens" por Pedro Taques e Gonzaga Silva Leme nas respetivas obras de genealogia . 

Para entender quem foram os meus verdadeiros antepassado biologicos, necessitei além de entender as varias politicas de historiografia brasileira (!) - , tambem entender o sistema dos sobrenomes em Brasil que na epcoa era bem diverso do que hoje.
Nâo existiram regras pelos sobrenomes no Brasil.  (Leia mais sobre sobrenomes clique aqui sobrenome e confusão )


 
Entende o conceito dos sobrenomes. 
Em epoca colonial em Brasil era bem diferente do que hoje.
Nâo existiam regras de sobrenome no mundo luso e espanhol como na Europa do Norte. 
Muitas vezes os filhos não usaram o sobrenome do pai ou dos avós paternos, mas usaram o próprio patronímico, outras vezes tomam o mesmo patronímico dos avós maternos  ou paternos, ou mesmo dos bisavós (maternos ou paternos que tiveram todos sobrenomes diferentes). Outras vezes de um padrinho e mesmo de um primo ou um tio dos proprios antepassados como em caso de Fernao casado com Angela mais adiante.
Era para ligar se à "fama" dos familiares o que significou espor o proprio "Status social" herdado.

Tambem é importante saber que na epoca, no seculo 17 a vida era organizada em maneira PATRIARCAL.. A posse, a religião foram fundamento da vida, nao o sobrenome, ou o clã come se quer ver hoje.  Nao existitu uma "nobreza" como no Portugal, mas sim os donos de imensas sesmarias e terras. Foi um mundo feudal com hierarquias bem definidas.

"A familia"  era uma unidade de produção e política que era tambem a religião.. 
O patriarca exercia domínio absoluto sobre a esposa, filhos, agregados e escravizados. O prestígio vinha da rede de dependência que ele sustentava. O catolicismo não era apenas fé, mas a base jurídica e moral. O batismo e o casamento religioso eram o que conferiam legitimidade social e garantiam o direito à herança, muito mais do que um sobrenome pomposo.


Aqui no grafico pode-se ver a reconstruçâo da ascendencia patrilinear e as origens em Araçariguama SP colonial do meu ramo dos "Paes de Barros" , famoso depois na era imperial em Sao Paulo, vindo de Itu e Sorocaba.

 


Linha Patrilinear, porque ?

Indicar a linha patrilinear é, em grande parte, uma forma de documentar e explicar como o poder e a autoridade eram estruturados historicamente através do patriarcado.
Embora a patrilinearidade e o patriarcado (o sistema de poder) sejam conceitos diferentes, eles estão profundamente interligados na genealogia porque um funciona como a ferramenta prática e o outro como a ideologia de poder.
Enquanto o patriarcado estabelece que o homem deve deter a autoridade, a patrilinearidade fornece as regras para que essa autoridade seja transmitida e mantida ao longo das gerações.
A patrilinearidade - tambem para as mulheres- é o caminho que liga o seu pai aos antepassados masculinos porque o poder e a hierarquia era patriarcal.O pertencimento à família no Brasil colonial (1500-1822) era o pilar fundamental da estrutura social, definindo não apenas a identidade individual, mas também o acesso à terra, poder, herança e status jurídico e social ! A organização familiar era caracterizada por um patriarcalismo forte, onde o chefe de família (pai ou proprietário) exercia autoridade total sobre a esposa, filhos, agregados e escravizados

Nao inclui o sobrenome !! O sobrenome funcionava como uma "marca" que indicava a posse de terras, cargos na administração colonial ou pureza de sangue.Um filho poderia adotar o sobrenome da mãe ou da avó materna etc (como jà menzionado antes) se a família dela fosse mais influente ou rica que a do pai.

Essa foi precisamente a minha motivação para elaborar o gráfico supra. Porque os antepassados viveram em um mundo patriarcal. O grafico evidencie a patrilinearidade e ao mesmo tempo indica a diversidade de sobre nomes.


Nota:
O primeiro de sobrenome "Paes de Barros"  na linha patrilinear no meu ramo Paes de Barros e de Aguiar se pode encontrar com o capitão Fernão Paes de Barros nascido ca. 1700 e falecido em 1755. Era filho de Manoel Correa Penteado e de Beatriz de Barros.
Ele era casado com sua prima: Angela Ribeiro Leite (de Cerqueira).
Efeitivamente encontrei nos descendentes de Manoel e Beatriz  o maior numéro de pessoas que tem o sobrenome Paes de Barros (sempre segundo as obras de Taques e Silva Leme).
Ele porém por pai não descendeva de uma familia "Barros", ele descendia em linha patrilinear dos "Penteado"

Fernâo "Paes de Barros"  era filho de Manoel Correa Penteado e de Beatriz de Barros, meus heptavós. Note o sobrenome ! Mas sabe que até o seu casamento em 1731 ele use o sobrenome "Paes Penteado", nao Paes de Barros. Somente apos o nascimento da sua primeira filha em 1732 ele adotou o sobrenome "Paes de Barros". 
Muito provavelmente Fernao Paes Penteado adotou o sobrenome famoso, vivendo em Sao Roque onde sua mâe Beatriz teve seus tio-bisavós famosos que foram Pedro Vaz Guassu e Fernao Paes de Barros.  

Os dois primeiros "Paes de Barros" que encontrei entre os varios antepassados com o sobrenome Paes de Barros foram Fernão e Sebastiao Paes de Barros  (clique o nome para saber mais sobre ele)
que foram os tio-bisavós maternos do Fernao Paes de Barros,  filho de Manoel Correa Penteado e de Beatrizs de Barros.  Como se pode ver o sobrenome de Fernao nao era Penteado, mas Paes de Barros, mesmo que o pai era com sobrenome "Correa Penteado".


Explicação dos antepassados no grafico.



1) FRANCISCO RODRIGUES PENTEADO (falecido em 1673)
Ele era o mais antigo do lado paterno na minha familia "Paes de Barros".
Atençao ao sobrenome !

Francisco Rodrigues Penteado era natural de Pernambuco onde seu pai - Manoel Correa - havia vindo da Lisboa.
Este seu pai devia ter havido um certo apreço pela instrução dos filhos, já que ele fez estudar seu filho Francisco Rodrigues Penteado as chamadas "artes liberais" - o que era um luxo na epoca e significa que era pessoa de presitigio e aparentemente abastado.
Francisco foi enviado à Lisboa não apenas para passear, mas para exercer uma função jurídica e econômica: receber uma herança. Mas Francisco em vez de tratar dos negócios da herança, ele só quis saber de gastar todo o capital que o pai lhe tinha dado ou que ele tinha acabado de receber. A "honra" do filho estava ligada à sua capacidade de obedecer ao pai e gerir o patrimônio da família. Como ele falhou e "estragou o cabedal", ele perdeu o direito de voltar para casa com dignidade. Por isso, ele fuge para o Rio de Janeiro em vez de voltar para Pernambuco. Como ele não tinha mais dinheiro, ele usou seus talentos sociais para sobreviver. Ele se tornou um agregado de luxo de Salvador Corrêa de Sá (um dos homens mais poderosos do Império Português). Ele trocou seu conhecimento musical pela proteção e pelo sustento, ensinando os filhos do general que era homem muito importante e foi proprio ele que o recomenda para poder casar com Clara de Miranda.
Assim Francisco, "homem bom" e istruido , mas sem dinheiro entra em uma familia poderosa onde a instrução era importante.
Francisco Rodrigues Penteado (I) casou em Sao Paulo com Clara de Miranda, nascida em 1621 e falecida em 1682..

Clara era bisneta de Joao do Prado,um Juiz Ordinario de Sao Vicente e socio do Engenho de Sao Jorge. Era neta materna de Isabel do Prado, membro da "elite" e de Paschoal Leite, açoriano e rico proprietario.,Era filha de Antonio Rodrigues de Miranda, avaliador da vila de São Paulo  Como Avaliador da Vila, ele ocupava um cargo burocrático de altíssima confiança. Para ser avaliador, era obrigatório ser um "Homem Bom", ter propriedades e conhecer profundamente o valor das terras e escravos da regiãoEsta ascendencia ligava Clara na posiçao da "elite", o que significa que Francisco e Clara foram do mesmo status social, o que era muito importante na epoca. Nao casaram por amor, mas por interesses.Mesmo que o pai de Clara parece ter sido de pouco bens (testamento), ele como status social era em posiçao importante. Clara era tambem prima do "caçado dos esmeraldas", Fernao Dias Paes Leme. Entrando em este clã de familia, muito provavlemente significava portas abertas para concessâo de terras.
Depois de casado Francisco Rodrigues Penteado estabeleceu-se com fazenda de cultura em Santana de Parnaiba.

Em 1653 Francisco Rodrigues Penteado fundou a capela da Nossa Senhora da Piedade em Araçariguama e foi considerado na epoca o fundador de Araçariguama onde ele havia grande posse e foi uma pessoa que se definia "homem bom" ou "de qualidade".
A capela original situava-se a cerca de dois quilômetros da vila, na estrada de Pirapora, Sua construção é atribuída a Francisco Rodrigues Penteado e ao padre Guilherme Pompeu de Almeida, marcando o início da constituição da freguesia de Araçariguama, que na época pertencia à Vila de Parnaíba.
É importante não confundir esta capela que hoje não existe (!) com a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha, que fica no centro da cidade e é a padroeira atual do município). Como dono de terras ele teve a obrigaçao de povoar, de produzir e de promulgar a fé catolica. Dois dos seus filhos foram clerigos.

Interessante é que Francisco Rodrigues Penteado, em 1652-1656 era curador do orfão Pedro Vaz de Barros. Este ultimo em 1652 com 6 anos. Era filho de Antonio Pedroso de Barros e de Maria Pires de Medeiro. Este Pedro era herdeiro de grande posse do seu falecido pai. Mais tarde Pedro casa com Maria Leite de Mesquita, uma prima de Clara (a esposa de Francisco Rodrigues Penteado). O fato de Francisco ser curador do órfão Pedro Vaz de Barros (um dos futuros grandes fazendeieros de São Paulo com o sitio "Cataúna)) confirma que ele havia posiçao alta e honra social. No sistema patriarcal, ninguém entregaria a gestão da fortuna de um órfão a alguém que não fosse considerado um "Homem de Qualidade" e de extrema confiança.

atençao
Embora fosse filho do português Manoel Corrêa, Francisco não adotou o sobrenome paterno ao se estabelecer em São Paulo. A escolha pelo nome Penteado ou Rodrigues Penteado— possivelmente de um ramo materno ou de uma linhagem de maior status em Portugal para ele — serviu talvez para consolidar sua nova identidade.

Francisco Rodrigues Penteado faleceu em 1673 em Santana de Parnaiba.
Dois dos seus filhos foram clerigos.
Vale observar que os clerigos na epoca foram parte da "elite". Foram homens de letras ou letrados., interpretaram leis e textos sagrados. Dominaram o latim e a retorica. Foram pessoas de capacidade o que poderia significar hàver o preparo mental e técnico para "governar".  Foram uma especie de "elite de saber" e "guardião da ordem colonial". Os homens bons, ricos, obrigados de povoar e trabalhar as terras, costruiram capelas onde nasceram as vilas. Por isso era importante costruir capelas como referido acima.



2)  MANOEL CORREA PENTEADO 
era filho de Francisco Rodrigues Penteado e de Clara de Miranda, nascido em Sao Paulo e falecido em 1745. 
Observe o sobrenome que é completamente diferento do do pai.
Ele era explorador de ouro em Minas Gerais e soube reinvestir este capital em terras. Foi propriedario de grande fazenda em Araçariguama.
Casou em 1689 com Beatriz de Barros, filha de Pedro Vaz de Barros, o moço, e de Maria Leite de Mesquita.
Ela era sua prima MATERNA em 4° grau . Os avós em comum foram Isabel do Prado e Paschoal Leite. - (fonte: documentaçao sobre o parentesco nos livros da igreja catolica, dispensas matrimoniais).

Foi descrito como pessoa de "autoridade e veneração", detendo as rédeas do governo local na região.
Para ocupar as "rédeas do governo" (a Câmara Municipal), a lei exigia que o indivíduo fosse um "Homem Bom".Significava que era das famílias de "primeira linha", os descendentes dos primeiros povoadores e grandes proprietários de terras e escravizados. O termo juridico da epoca  "homem bom". na pratica significava :
Não ter "defeito de mecânica" (não trabalhar com as mãos).
Ter "limpeza de sangue" (ser cristão-velho).
Ter posses e escravos.

O que revela isso sobre a historia colonial é que o poder era baesado no parentesco e na porpriedade (terras e escravos). O poder de fato era porque tinha as armas, o ouro e as terras. As "rédeas do governo" era usada para porteger os interesses da propria familia e de seus aliados ou agregados. (clientelismo). As armas principialmente foram os agregados "Pedroso Barros", sertanistas, gente rude, as vezes muito violentes. Em vez o alto status social dos homens de qualidade, de letrados que incluí tambem os clerigos  viera do lado dos Penteado que muito provavelmente aos origens tiveram menos terras, mas status mais alto. Unendo as 2 familias tambem por parentesco entre as mulheres fortificou o status social.das familias Penteado e "enobrezeu" o dos "rudes sertanistas" Pedrosos Barros. 
Deve-se lembrar que as terras foram do rei. O reino foi obrigado de promulgar a fé catolica e povoar as terras no Brasil.Para cultivar as terras necessitaram de mão de obra, porque os homens bons nao podiam ter defeito de mécanica, etc etc etc.

Manoel faleceu em 1745 em Santana de Parnaiba. Teve 7 filhos.


3) Seu filho era  FERNAO PAES PENTEADO
Ele somente em 1732 mudou seu sobrenome e diventou  FERNAO PAES DE BARROS.

Ele era natural de Araçariguama e nasceu emtorno de 1700.
Casou em 1731 com Angela Ribeiro Leite, sua prima, e depois casado chamou-se Fernão "Paes de Barros" (fontes : livro de casamento de igerja catolica de Araçariguama em 1731 Fernao Paes Penteado e o livro de batismo de sua primeira filha em 1732 Fernao Paes de Barros).
Angela, sua esposa, era parente de Fernao sendo descendente de Paschoal Leite de Miranda, irmão de Clara de Miranda, avó do Fernao. Como vémos teve endogamia entre na familia MATERNA e uma rede familiar que mantive o "status".
Fernao faleceu em 1755, parece totalmente aruinado.

4) do Fernão Paes de Barros descende ANTONIO DE BARROS PENTEADO, nascido em 1740, batizado em Sao Roque e falecido 1822 em Itu SP. Foi as minas com seu irmão José quando orfão de pai em 1755. Encontrou muito ouro e apos a volta casa com sua prima, Maria Paula Machado em 1778 em Itu.SP onde havia adquirido terras e foi dono de mais de 100 escravos o que na epoca significava "muito abastado".

Voltando à Manoel e Beatriz :
Eles sendo descendentes dos mesmos antepassados maternos como Isabel do Prado e Paschoal Leite  significava que eles pertenciam ao mesmo status social. Assim a herança não se dispersava. Mesmo que todos os filhos herdaram na era colonial no Brasil, foi um sistema patriarcal o que significa que a "posse" da mulher foi adminstrado pelo marido e depois dos filhos machos.
Nao era o sobrenome a coisa mais importante, mas a posse, status social e como donos de terras tambem a religiao. 
O status social de um dono de terras foi a responsabilidade ao rei, dono das terras e com ele à religiao catolica. Nao teve distinçao entre religiao e politica como hoje. O status social vinha da posse, e não era somente um privilegio. Era tambem obriçaçao verso à coroa. A permanência "no topo" dependia do "chefe" da familia poderosa e ser um provedor, um defensor e um fiel católico com a "limpeza de sangue". Casar com um primo significava garantia.  A igreja na epoca aceitava e justificativa casamentos de primos porque as pequenas vilas de São Paulo foram um "lugar estreito" com poucas famílias de igual status social. . Isso era a motivaçao. A igreja o permitiu tambem para evitar que essas mulheres casassem com homens de classe inferior ou ficassem solteiras (o que era visto como um risco social e um risco da fé catolica que era obrigatorio no mundo colonial do reino).

Manoel Correa Penteado faleceu em 1745 e teve com Beatriz 7 filhos.  
e
Note bem : todos os 7 filhos com sobrenomes diferentes: 

  • 1-1 Padre José de Barros Penteado
  • 1-2 Capitão Fernão Paes de Barros  e hexavô de Tiffany
  •      (Attenção: não confunde com outro Fernão Paes de Barros (ver supra) . Nao descende de este. . Ele tirou o mesmo nome e sobrenome do tio-bisavô materno de Sao Roque. Fazendeiro potentado e rico e irmâo de Pedro Vaz de Barros, o moço, avõ de Fernao aqui..)
  • 1-3 Manoel Corrêa de Barros
  • 1-4 Anna Pires
  • 1-5 Maria Leite da Escada
  • 1-6 Maria Dias de Barros
  • 1-7 Luzia Leme Penteado


Manoel Correa e Beatriz de Barros  primos, ambos pelo lado das respetivas mães. Tiveram como antepassados em comum :Izabel do Prado ,(filha de Joao do Prado e Filippa Vicente) e  casada com Paschoal Leite  como se pode entender na dispensação matrimonial dos seus descendentes que segue :

dispensaçãoes matrimoniais:



Transcrição dispensação matrimonial de Manoel Correa Penteado/Beatriz de Barros e irmães/irmãos.

1º registro:
Reverendo Senhor Vigario da Vara

Expoemse acui por parte dos humildes oradores Manoel Correa
Penteado, e Beatris de Barros; Pascoal Leite Penteado e Luzia [Leme];
João Correa Penteado, e Izabel Paes; Joseph Correa Penteado e
Lucrecia Lemme, elles oradores irmãos legítimos e ellas oradoras tambem irmans (irmãs) legitimas e todos naturais e moradores nesta villa de São Paulo q (que) estão contratados p.a (para) se Receberem na forma do sag. conc.Trid. (Sagrado Concílio Tridentino) oq. (o que)
não podem fazer por serem parentes no terceiro p.a o quarto grao (grau) de consanguinidade como se ve da exposição seguinte: De sua ascenden(cia) Potencia Leite e Maria Leite foram irmans legitimas, de Potencia Leite
nasceo (nasceu) Clara de Miranda mae delles dittos oradores [ a traduzir]Maria
Leite foi mae de Maria Dias, da qual foi filha Maria Leite mae
dellas dittas oradoras. A cauza q (que) allegam p.a a dispensa he saberem ser oriundos de neophitis, posto q (que) em grao remotissimo, serem ellas oradoras
das pessoas principais desta villa e destes não se achar facilm.te huns
q (que) não sejam seus parentes, por se achar de prezente e família de [seos] progenitores muito estendida. E na fe de ser facil, e justa petição a dispensa 
há largo tempo q (que) recolheo o pae dellas oradoras aos dittos [oradores em] sua casa, de q (que) poderá resultar algum escandalo, posto q(que) [ilegível] se não tiver effeito esse contrato; demais q (que) elles oradores tem agencia 
e industria p.a sostentarem a ellas oradoras por meios licitos q (que) como elles agora tem mostrado, sem o encargo de irem ao sertão, calidade (qualidade) q.  (que) não achará nos mais [ilegível].

                                                                  Pello q (que)
P. P. Assim seia servido admittir a sua petição
e feitas as diligencias necessarias, remetter ao Illustrissimo
Snõr Bispo p.a q. Seja servido dispensar  com[ ilegível]
dittos oradores no impedim.to acima referido.

Justifique perante [ilegível]
SP. 3 de Outubro de 689 (1689)


O que conta este documento ? 

o Impedimento (3º para 4º grau)
Eles explicam que o parentesco vem de duas irmãs: Potência Leite e Maria Leite (as filhas de Paschoal Leite e Izabel do Prado)
De Potência nasceu Clara de Miranda, mãe dos noivos (os Penteado).
De Maria Leite nasceu Maria Dias, que foi mãe de Maria Leite, que é a mãe das noivas.
Conclusão: Eles são primos em um grau que a Igreja proíbe, por isso precisam da dispensa do Bispo.

Eles reforçam que as noivas são das "pessoas principais desta vila" (elite) e que a família é tão grande e estendida que é quase impossível achar alguém do mesmo nível social que não seja parente deles. Ou seja: ou casam entre primos, ou não casam com ninguém à altura.

O documento revela que o pai das moças  já "recolheu os ditos oradores em sua casa" há muito tempo.Jä que o pai dos noivos, Francisco Rodrigues Penteado, havia falecido em 1673. Isso é um argumento de pressão: eles já vivem sob o mesmo teto. Se o casamento não sair, o "escândalo" (suspeita de que já tiveram relações) destruirá a honra das moças, da familia e com isso da coroa.
O pai das "moças" era Pedro Vaz de Barros, nascido ca. em 1646 e filho de Antonio Pedroso de Barros e de  Maria Pires de Medeiros. Este Pedro Vaz de Barros o moço (neto do governador do mesmo nome e de Luzia Leme) era muito rico, tambem membro da então "elite".  Era dono de um latifundiu gigantesco - Cataúna-   o que se pode entender da descriçao do Taques na genealogia paulistana, com 600 "almas" e teve capela privada o que era  importante na epoca colonial.
Além disso se entende que os 4 irmãos Penteado viveram no sitio "Cataúna" do Pedro Vaz de Barros, o moço e da parente deles que era Maria Leite de Mesquita, prima da mãe dos irmãos "Penteados". Mesmo Manoel Correa Penteado teve posiçao importante em Araçariguama 
Este Pedro Vaz de Barros o moço era filho de Antonio Pedroso de Barros e de Maria Pires de Medeiros e se haiva unido com o "topo" da hierarquia social da epoca.Havia se unido a riqueza nova dos "Barros" com a antiguidade dos primeiros povoadores que lutavam pelo poder politico (Pires, Ines a matrona etc) . Pode-se dizer que teve uma especie de ascesa social  de um lado dos Barros.
Mentre os 
 "famosos" e ricos irmãos Pedro Vaz Guassu e Fernao Paes de Barros em Sao Roque foram ricos sertanistas,  Antonio se havia unido com os importantes Pires.

O termo "neófitos" na petição faz na minha opiniao mais sentido como estratégia jurídica da epoca. Nao significa cristao-novo em 1686 como as vezes hoje vem interpretado. Eles e a igreja, na epoca,  teriam usado o termo "cristao-novo" nao neofito.
Pode fazer sim riferimento à mestiçagem, mas muito provavelmente na petiçao eles entenderam a "antiguidade" da familia e da fé catolica em Brasil  (como escrito supra) que teve raizes até entre os primeiros povoadores como os dos Leme ou Pires e Izabel do Prado e Pascoal Leite, etc.e assim reforçando um "linhagem" puro, fiel e catolico e assim fiel à coroa. 
Era a esposa de este Pedro Vaz de Barros, Maria Leite de Mesquita, a parente da mãe dos Penteados e como  eles era descendente de Isabel do Prado e Pascoal Leite. Muito provavelemente a riqueza do Pedro Vaz de Barros o moço havia vindo da familia dela. 

"Sem ir ao sertão" foi o aspecto economico e moral. 
Os noivos Penteados referem que haviam bastante meios para sustentar as esposas sem ir no sertao. Parece que para a igreja - lembre que ela era tambem jurisdiçao e moral no mundo colonial-  um noivo que não ia ao sertão era um "bom partido" porque o casamento é um sacramento que visa a constituição de uma família cristã. Alguém que "vai ao sertão" nas bandeiras podia ficar ausente por 2, 5 ou até 10 anos, ou simplesmente morrer e nunca mais dar notícias.
Muitas mulheres ficavam em uma situação jurídica e moral complicada, sem saber se eram viúvas ou casadas.
A solução: Se os Penteados ficavam em casa ("sem o encargo de ir ao sertão" porque isso era a ativadade dos parentes "Pedroso Barros" ), a Igreja tinha a garantia de que o lar seria estável, os filhos seriam criados na fé e o sacramento não seria abandonado.O sertão era visto pela Igreja como um lugar de perdição moral. Longe das vilas e dos padres, os bandeirantes frequentemente viviam em concubinato com indígenas ou cometiam violências.Um noivo que permanecia em Quitaúna ou em una vila era um homem "sob a vigilância" do clero e da família. Além disso dois dos primos de Manoel Correa Penteado foram clerigos e tambem um tio. Ainda esta observaçao tem a ver com "homem de qualidade".Deve-se lembrar que as terras foram do rei. O reino foi brigado de promulgar a fé catolica e povoar as terras no Brasil.
Ao casarem esses jovens que "já viviam na mesma casa", a Igreja evitava o pecado do sexo pré-matrimonial e garantia que eles vivessem "em face da Igreja", seguindo os preceitos do Concílio de Trento.
Sicuramente eles pagaram bem para esta dipensaçao.
Sem ir no sertao significava tambem que foram ricos e "homens bons", senhores de terras e escravos, de negocio, nao militares.

*Grafico parentesco Beatriz de Barros e Manoel Correa Penteado


Grafico parentesco de Manoel, Joao, Paschoal e José Correa Penteado e
de Beatriz, Izabel Paes de Barros e  Lucrecia e Lucia Leme de Barros


Avós/ tronco comum: 
Izabel do Prado (filha do Joao do Prado e Filippa Vicente), casada com Paschoal Furtado Leite)

1° grau: as filhas que são irmâes: 
1. Potencia Leite, 
2. Maria Leite

1. Potencia Leite c/c com Antonio Rodrigues de Miranda, pais de 
1.1. Clara de Miranda

2. Maria Leite c/c com Pedro Dias Paes Leme, pais de 
2.1.Maria Leite (Dias)

2° grau: Neto/a: (e primas entre si)
1.1.   Clara de Miranda c/c com Francisco Rodrigues Penteado, pais de 1.1.1.
2.1.   Maria Leite (Dias) c/c com Domingos Rodrigues de Mesquita, pais de 2.1.1.

3° grau: bisnetos e bisneta (primos em 2.grau)
1.1.1.    a) Manoel, b) Joao,  c) Joseph (José), d) Paschoal, (filhos de Clara de Miranda)
2.1.1.     Maria Leite de Mesquita, (filha de Maria Leite (Dias)

4° grau: trinetas (primas de 1.1.1. a-d): 

Beatriz, Isabel, Luzia, Lucrecia, (filhas de 2.1.1.)


Sobre parentesco e consanguinidade

1. Parentesco
Parentesco é a relação que une duas ou mais pessoas por vínculos de sangue (descendência /ascendência) ou sociais (sobretudo pelo casamento).

O parentesco estabelecido mediante um ancestral em comum é chamado parentesco consanguíneo, enquanto que o criado pelo casamento e outras relações sociais recebe o nome de parentesco por afinidade. 
Parentesco é tambem o vinculo de sangue existente entre duas ou mais pessoas com um ascendente comum. 
O ascendente comum chama-se TRONCO, e os laços que o ligam a cada um dos seus descendentes chamam-se LINHAS

Chama-se de parentesco em linha reta quando as pessoas descendem umas das outras diretamente (filho, neto, bisneto, trineto, tataraneto, etc), e parentesco colateral quando as pessoas não descendem uma das outras, mas possuem um ancestral em comum (tios, primos, etc)


2. consanguinidade
Consanguinidade - é a afinidade por laços de sangue.

É o grau de parentesco entre indivíduos com ascendência comum. Pode-se medir o quanto um determinado indivíduo é consanguíneo com outro através da medida chamada "grau de consanguinidade".

O Direito Civil e o Direito Canónico não são sempre coincidentes na contagem dos graus de parentesco. Os grau canónicos de parentesco, sâo diferentes. Aqui, conta-se um grau por geração, a partir do tronco comum.

Assim, os irmãos são parentes do 1º grau de consanguinidade,

os primos-direitos do 2º grau,

os primos segundos do 3º grau e assim sucessivamente.

No caso de haver diferença de geração, diz-se que são parentes dentro do grau sénior. Assim, por exemplo, tio e sobrinho são parentes dentro do 1º grau.


Os 7 filhos de Beatriz de Barros e Manoel Correa Penteado 


1. Padre José de Barros Penteado faleceu nas minas de Mato Grosso deixando grande fortuna que repartiu em legados pios deixando 4.000 cruzados a cada um de seus sobrinhos.  Como jà explicado acima, clerigos faziam parte da "elite" e foram guardiões da ordem colonial. Mesmo este padre foi para as minas de Cuiabà onde encontrou muito ouro e teve terras. Na rede familiar forneceu o ouro e muito provavelmente tambem indios ou escravos que foram depois fornecidos pelo resto da familia. Indios e escravos significaram terras e posse que era necessario para ser "homens de qualidade" no reino..  Deve-se lembrar que as terras foram do rei. Os reinados foram obrigados de promulgar a fé catolica e povoar as terras no Brasil. 

2. Fernão Paes Penteado, depois Paes de Barros (meu hexavô). 
Nasceu em Araçariguama, Município de S. Roque (SP). Em 03 de Outoubre 1731 casou na Freguesia da Sé, S. Paulo (SP) com 
Ângela Ribeiro Leite (ou de Cerqueira), filha de Francisco Leite Ribeiro e Maria Cerqueira Paes.
Note : o pai de Francisco Leite Ribeiro era primo de Manoel e tambem de Beatriz, ! O pai de Francisco (mesmo nome e sobrenome) era como Manoel descendente de 1. Potencia Leite c/c com Antonio Rodrigues de Miranda [ver grafico supra], sendo seu avó paterno  Pascoal Leite de Miranda, irmão de Clara de Miranda.e assim primo de ambos os pais de Fernão que foram Manoel e Beatriz ).

Fernão e Angela foram pais de: 

2.1. Maria de Cerqueira Paes ; 
2.2. Ana Matilde (religiosa congregada),
2.3. Francisco de Barros Penteado; 
2.4. Custodia Celia de Cerqueira;
2.5. Capitão José de Barros Penteado; ele foi para as minas com seu irmão Antonio.
2.6. Capitão Antônio de Barros Penteado (5° avó de Tiffany), o patriarca dos "Paes de Barros" na cidade de Sao Paulo, na era imperial  bastante importantes, era pai do barâo de Itu, barão de Piracicaba, Genebra de Barros Leite para citar os mais famosos dos seus filhos..;  
2.7. Manoela Perpétua de Cerqueira;
2.8. Potência Leite;
2.9. Inácio de Barros Penteado e
2.10. Maria Rosa de Cerqueira Câmara.

note: ninguem dos filhos de Fernao Paes de Barros com o sobrenome "Paes de Barros". Isso somente desde 1860 foi usado com a nova moda de usar sobrenomes.

Fernão Paes de Barros alias Paes Penteado faleceu em 1755 em Santana do Parnaíba (SP).completamente aruinado como refere Silva Leme: 


" E tradição, refere-nos Silva Leme, que o capitão Fernâo Paes de Barros tendo sido fiador de um hespanhol que, tentando desviar o rio Tieté num lugar denominado Rasgão, abaixo de Pirapora, perdeu todo seu trabalho, compromettendo ao mesmo tempo os haveres do fiador, deixando-o em condições precarias de fortuna. Entretanto, seus filhos se dirigiram as minas e adquiriram novo cabedal em ouro.
O Rasgão é uma prova do grande esforço dos parnahybanos em busca do ouro. Queriam desviar o curso do Tieté, numa grande volta que elle faz, para exploração da areia em secco. Não conseguiram finalizar a obra gigantesca por difficuldades em rochas durissimas. Estas eram arrebentadas pelo processo primitivo: aqueciam-nas com o calor de enormes fogueiras, que as envolviam em todas as dimensões e, com repetidos jactos de agua, ellas se partiam. Depois, com alavancas ou picaretas, extrahiam os pedaços. As pedras mais compactas não cederam à exhaustiva operação e o trabalho ficou parado tambem por difficuldades financeiras.
O Rasgão fica a sete kilometros de Pirapora e, segundo a tradição, é todo aurifero. Attribuem a direcção do primeiro córte, uns aos moradores de Araçariguama, naquelle tempo do termo de Parnahyba, e outros a Fernão Paes de Barros, cujas finanças se arruinaram por completo, pela fiança a um emprestimo de seu amigo hespanhol.
(fonte: http://www.rootsweb.ancestry.com/~brawgw/parnaiba/sph44.html )




3. Manoel Corrêa de Barros,nascido em 1695  casou-se em 1742 em Itu com sua prima Maria de Campos f.ª de Manoel Ferraz de Campos e de Anna Ribeiro. 
Manoel Corrêa de Barros faleceu em 1779 em Parnaíba com 82 anos de idade.

Manoel e Maria tiveram entre outros Francisco Xavier Paes de Barros que casou com Anna Joaquina de Morais.
Estes ultimo eram os pais do primeiro barão de Campinas, Bento Manoel de Barros, nascido em 1791 em Araçariguama Ele està sepultado na Capela-mor da Igreja de Nossa Senhora de Boa Morte em Limeira.





4 Anna Pires casou-se com Antonio Dias da Silva  "o papudo" f.º do capitão João Dias da Silva e de Izabel da Silva.. Antonio "o papudo" 
ocupou  "os honrosos cargos, para a Vila Boa de Goiás, onde foi o 1.º juiz ordinário depois de aclamada vila" 



5 Maria Leite da Escada casou-se com o capitão André de S. Paio Botelho, de quem foi a 1.ª mulher. Faleceu Maria da Escada em 1727 em Parnaíba (lesa do juízo o que significa
que era  fora de seu juízo", ou seja, em estado de alienação mental, demência ou loucura.).



6 Maria Dias de Barros casou-se com o português o capitão Francisco Gonçalves de Oliveira, natural de Viana do Minho, Portugal. Era 
Capitão de Ordenanças de Parnaiba.

 

7 Luzia Leme Penteado,  tirou dispensa em 1719 para casar-se com seu tio materno Manoel Pedroso de Barros filho de Pedro Vaz de Barros e de Maria Leite de Mesquita e irmão de BEATRIZ DE BARROS a mae de Luzia... Não sabemos se chegou a efetuar o casamento, ou se teve geração.  
"Manuel, nascido por 1690. Em 1719 (e não em 1712 como está na GP do Silva Leme) entrou com pedido de dispensa para casar com sua sobrinha Luzia Leme, alegando que
por desgraça deflorou o orador a oradora” e “pelo brio de seus irmãos e mais parentes” corriam ambos risco de vida, só sanável pelo casamento. "

QUE TEMPOS DE VIOLENCIA....! 

O "brio" significava que:

Se Manoel não casasse com Luzia, os irmãos Barros (um deles era padre) e parentes Penteado (entre eles tive primos que foram clerigos jesuitas o mataram. Lembre o status social e que foram "guardiões da ordem colonial) poderiam matá-lo legalmente para "lavar a honra" da família "com sangue" para não perder o status.
Teve pressão social: O escândalo de um tio com uma sobrinha era incestuoso perante a Igreja e degradante perante a Vila.
A dispensa era a única forma de transformar um crime/pecado num "contrato de família".

A Igreja proibia casamentos até o 4.º grau de consanguinidade (primos segundos).  Efeitivamente relutou a igreja a dar a dispensa por ser o parentesco muito proximo, resultando em um longo processo, onde foram ouvidas  inúmeras testemunhas !!. (ACMSP, Dispensas Matrimoniais, 1718-1720, cod. 8-4-2)"

nâo sei se casaram efeitivamente e tenho duvida que tiveram filhos.
O fato de o crime ter sido transformado em um processo de dispensa matrimonial é uma forma de violência burocrática. A vítima (Luzia) é forçada a casar com seu agressor/tio para que o crime desapareça dos registros criminais e se torne um "pecado remediado".
O sistema jurídico (os letrados e clérigos da família) trabalhava para legitimar o abuso em nome da estabilidade patrimonial.
No caso de Manuel e Luzia, o "longo processo" com "inúmeras testemunhas" não buscava a justiça para a moça, mas a honra das duas familia e um "armistizio". Manoel era um "Barros" que atacou uma "Penteado/Barros" dentro de casa. O brio era a pressão de todos os lados para que aquele corpo "estragado" (Luzia) fosse legalmente ligado ao agressor, selando o escândalo num contrato jurídico. O "defloramento" tirava dela a condição de "virgem", que era um requisito inegociável para casamentos de alto nível. Ela deixava de ser uma "moeda de troca" valiosa para o brio da família.o agressor tinha apenas duas saídas legais: "dotar ou casar". Como Manuel era o tio e não tinha como "dotar" a sobrinha para que outro casasse com ela (ninguém de "qualidade" aceitaria), o casamento era a única forma de evitar que o crime se tornasse uma sentença de morte ou de degredo para ele.

Concluindo

......   e referindo-me à genealogia histórica vs. genealogia simbólica mencionada ao início deste texto, posso constatar que os antepassados do meu ramo "Paes de Barros" não foram simplesmente sertanistas ou "heróis" romantizados de uma "nação" — como alguns "lobbies" de genealogistas e políticos os descrevem ao classificá-los como criptojudeus por parte dos Pedroso Barros (Beatriz de Barros).
Para sobreviver neste mundo colonial, era importante respeitar as leis do Rei junto às da Igreja para não arriscar o confisco dos muitos bens que possuíam e não perder o status social, que equivalia ao poder. Em Portugal, o Rei estava "perto"; no Brasil, a lei era o que o "poderoso" dizia. Se você perdesse o apoio dos seus pares ou da Igreja, não tinha a quem recorrer. O isolamento geográfico tornava o confisco e a ruína social um abismo muito próximo. No Brasil colonial, a linha que separava o "Senhor" do "Escravizado" era a honra. Perder o status não era apenas ficar pobre; era correr o risco de ser nivelado àqueles que faziam o "trabalho vil". Se o status caísse, os inimigos avançavam sobre as terras e os processos judiciais se multiplicavam.
O medo de perder tudo era, certamente, uma constante diária. As origens de cristãos-novos (se verdadeiras), por parte da trisavó de Beatriz, nesta época já eram distantes. A vida era cheia de perigos, de litígios, de violência e de fome. A pura sobrevivência, o poder e a união com outros do mesmo status eram mais importantes do que viver uma crença em segredo. A sobrevivência à fome (que assolava as vilas quando as safras falhavam) e à violência dependia inteiramente de quantos parentes "de peso" você tinha para te defender.
Além disso, lembre-se de que cada um dos antepassados tem 2 pais, 4 avós, 8 bisavós, e assim por diante, tal como nós mesmos. A progressão dos antepassados no Brasil colonial formava uma malha de proteção. Se um primo era padre, outro era juiz na Câmara e o sogro era um grande minerador, a família tornava-se um "Estado dentro do Estado". Foram muitas famílias, etnias, histórias, dores, dificuldades e lutas para sobreviver que chegam até nós; a história de cada um deles forma toda a nossa história.
Não há genealogia simbólica que simplesmente atribua a mesma história construída e romantizada a todos aqueles com o mesmo sobrenome para criar um grupo de pertencimento mítico. A violência era sempre presente; a vida era bruta demais para crenças secretas ou heroísmos românticos. O que existia era uma "elite de pés descalços", que falava tupi e usava a lei da Igreja e do Rei apenas como ferramentas para validar o poder que já exerciam, de fato, no isolamento do planalto.


Sobre judeus sefarditas e Pedro Vaz de Barros leia Pedro Vaz de Barros polemicas até hoje

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Barão de Tatuí, Francisco Xavier Paes de Barros, palacete Rua Florêncio de Abreu

Attualizado 14.4.2019 por Tiffany


Francisco Xavier Paes de Barros, (triavô de Tiffany), conhecido como "barao de Tatui" nasceu 26 de maio 1831 em Sorocaba, onde foi baptizado em 23.6.1831. Era filho do Capitao Francisco Xavier Paes de Barros e da 1a esposa Rosa de Aguiar deste . Rosa erai irmã do Brigadeiro Raphael Tobias de Aguiar de Sorocaba, era assim descendente do Francisco Antonio de Aguiar casada com Gertrudes Eufrozina Ayres, naturais de Sorocaba SP.
Descende do lado dos "Barros" do ramo do Antonio de Barros Penteado casado com Maria Paula Machado de Itu SP.
(Mais sobre os pais do barao de Tatui aqui : https://ospaesdebarrossaopaolo.blogspot.com/2013/04/capitao-francisco-xavier-paes-de-barros.html  )

Francisco Xavier casou em 1854 a 1 vez com sua prima-irmâ Gertrudes de Aguiar Barros, filha do 1° Barão de Itu, Bento Paes de Barros, e Leonarda de Aguiar que foram irmão resp. irmã do pai e da mãe de Francisco. (Bento irmâo mais velho do Cap. Francisco e Leonarda irmã de Rosa de Aguiar).

Foi bachelor em direito na Academia de Sao Paulo em 1853 e havia estudado tambem em Olinda . 
Foi depois deputado em varias legislaturas pela provinica de Sao Paulo. Jä nos anos 1870 foi presidente da companhia Ituana (estrada de ferro) Em 1875 inaugurou a estação de Capivari SP tambem como presidente da companhia. Em esta ocasião foi doado um quadro dele que para muito tempo foi na estaçao de Capivari., hoje é desaparecido. Em estes anos Francisco Xavier mudou pela cidade de Sao Paulo com a familia em ca. em 1876 com os seus primos e o tio ( o barao de Piracicaba, um outro irmâo do seu pai e do pai de sua esposa) de Itu.
Sua esposa Gertrudes morreu em 1878 em Sao Paulo.

Em 19 de agosto 1879, jà viuvo de sua esposa e prima, Gertrudes de Aguiar, recebe o título de "barão de Tatuí". Tive como seu tio e sogro (1° barao de Itu), e outro tio ((barao de Piracicaba) como tambem alguns dos seus primos (Marques de Itu, e 2nd barao de Piracicaba) que haviam titulo de nobreza, o brasão dos Barros, registrado em 16.2.1795. (5. Livro do Registro dos Brasões de Armas da Nobreza de Portugal - Cartorio de Nobreza, Fol. 36.).

2a vez casou Xavier Paes de Barros em 1881 com a viuva do Barâo de Itapetininga, Cerina de Sousa e Castro, sem geração com ela.

O barão de Tatui foi  entre os fundadores da Companhia Paulista de Estradas de Ferro .
Em 1886 foi entre os fundadores de Sociedade Promotoria de Immigração de São Paulo, que trazí muitos imigrantes italianos, alemâos e austriacos no Brasil.

Com o advento da República em 1889, aos 58 anos, abandonou a política, recolhendo-se à vida privada.

Fundou assim em ca. 1889 o Banco de São Paulo com o Marques de Três Rios (genro do falecido barâo de itapetininga e da primeira mulher dele. O Marques de Três Rios era esposo de Hypolita, nascida em 1830 e falecida em 1893, sem filhos. Era meia irmâ da futura Condessa de Prates, este ultima filha de Cerina a 2nda esposa dele. ) e com o barão do Rio Claro e outros parentes. 

Na cidade de Sao Paulo conta-se somente a historia do seu casarâo que em verdade era da sua 2nda esposa que a havia herdada do seu primeiro esposo, o barão de Itapetininga. Os interessados podem ler o processo de então, conservado no Tribunal de Justiça em Sao Paulo onde é descrito o que aconteceu veramente.

Entâo o antigo casarâo foi demolido em 1892 para a construção do Viaduto do Chà. O lado nao demolido foi renovado resp foi costruido um bel palacete que a sua vez foi demolido em 1911 apos a morte da Cerina de Souza e Castros para ampliar a rua e a construçao da futura praça do Patriarca.
As antigas terras do barao de Itapateininga e depois de Cerina de Souza e Castro, baroneza de Tatui, foram herdadas pela unica filha de Cerina, Antonia dos Santos Silva - fruto do seu casamento com o 1° marido, o barao de Itapetininga- e que jà em 1886 havia casado com o Condé Prates que depois costruí os famosos palacetes Prates, e guidou da herdade de sua esposa. -
O barâo de Tatui a sua vez guidou das suas propriedades na Avenida Tiradentes e na Rua Florencio de Abreu e das fazendas no interior de Sao Paulo.
Entre 1890-1900 o barão de Tatui foi provedor da Santa Casa de São Paulo e como dito supra diventou banqueiro. (Banco de Sao Paulo sendo ainda o presidente no ano do seu falecimento)
Foi também membro e acionista da companhia Leiteria Ararense em Araras SP (café com leite) desde 1909 onde ele além ser acionista formava o Conselho Fiscal deste empresa.

Francisco Xaiver Paes de Barros, barâo de Tatui e Gertrudes de Aguiar casaram em dia 25.12.1854 em Itu SP, onde Gertrudes havia nascida. na casa do falecido comendador Joaquim Viera de Moraes na cidade de Itu SP,

Gertrudes e Francisco Xavier foram pais de:

- Leonarda, * 1857 falecida criança.

- do meu bisavô, Dr. em medicina Bento Paes de Barros. * 1859 e falecido bem idoso com 85 anos em 1945. Era medico legista em Sao Paulo, havia estudado em Viena, Austria, casado 2 vezes. 1. Emma von Körmendy de Viena Austria, 2. Anna Maria Luiza Dauer, natural de Brusque, Brasil.

- Dr. Francisco Xavier Paes de Barros * 1860 e falecido com 60 anos em 1920. Era formado em direito, deputato em varias legisalturas, politico e vereador., casado com Francisca Paes de Barros, sua prima, neta de Rafael de Aguiar de Barros, primo e cunhado do barao de Tatui.

- Anna Rosa, * 1862 e falecida criança.

- Fernão Paes de Barros * 1864, falecido em 1897 solteiro na idade de 33 anos de uma moléstia cardiaca. Em 1883 ele e seu irmão Antonio seguiarm para Europa. Foi em Paris na "école Monge" até 1886. Em 1886 se escreve em cursos de jurisprudencia na Universidade em Viena Austria onde seu irmão Bento Xavier (bisavô de Tiffany) desde 1885 estudou medicina forensica.

- Antonio Paes de Barros * 1868 falecido solteiro em 1899 com 31 anos. Foi tambem para Europa em 1883 , junto ao seu irmão Fernão supra. [ Nao era em Mato Grosso e nao tem nada a ver com o Toto Paes em Cuiaba como contam alguns pesquisadores erroneamente, nao conhecendo a genalogia, jà que ele faleceu em 1899 em Sao Paulo]

- Octavio Xavier Paes de Barros * 1876, medico, casado com Maria do Carmo Mesquita Sampaio e falecido com 45 anos em 1921..

Francisco Xavier Paes de Barros, barâo de Tatui, pai de 7 filhos perdeu 2 filhos na idade maior e 2 filhas ainda crianças. Somente tres dos 7 viram com ele o novo seculo XX e as mudanças na primeira Republica.
Leia mais sobre ele em Chiquinho de Barros e a historia em Barao de Tatui e o viaduto do Chà. 

Francisco Xavier Paes de Barros, barao de Tatui, faleceu na sua residencia Rua Florencio de Abreu 139, Sao Paulo em 6 dicembre 1914 .

Os seus irmãos foram :

  • Maria Candida de Aguiar c/c Tenente Coronel Joaquim José de Oliveira 
  • Raphael Aguiar de Barros c/c Anna Leopoldina de Oliveira Lopes 
  • Antonio Francisco de Aguiar Barros c/c Genebra de Souza Quieroz 
  • João Aguiar de Barros c/c Amelia Lopes de Oliveira 
  • Gertrudes Brasilica Aguiar de Barros c/c Pedro Vaz de Almeida 
  • Bento de Aguiar Barros c/c Francisca de Sousa Barros (ela filha do Comendador Luis Antonio de Sousa, primo do barão de Tatui. O comendador foi filho de Genebra de Barros Leite, (ela tia do barão de Tatuí) e Ilidia Malfalda de Sousa, filha dos marqueses de Valença ) 
  • Francisca Aguiar de Barros c/c Antonio Augusto de Padua Fleury (avós de escritora Maria José Dupré)

Os meio-irmãos do Barão de Tatui, filhos 
do Capitâo Chico com a segunda esposa, Andreza Euphrasia de Oliveira (ou Lopes de Oliveira): 
  • Carlos Paes de Barros c/c Alice de Sousa Queiroz. Alice foi filha do Barão de Limeira, Vicente de Souza Queiroz (filho de tia paterna do barão de Tatuí), Genebra de Barros Leite)
  • Brasilico Lopes de Barros c/c Izabel Sousa Mesquita,
    (Izabel,filha de Luis de Mesquita Barros e Clara de Paula Sousa. Clara foi filha de Francisco Paula de Sousa e Mello e Maria de Barros Leite, (tia paterna do Barão de Tatui). - Luis de Mesquita Barros foi filho de José Manoel de Mesquita e Angela Ribeiro de Cerqueira, (outra tia paterna do Barão de Tatui) 
  • Fernâo ou Fernando Paes de Barros 
  • Maria Paula de Barros c/c Dr. Manoel Lopes Monteiro de Oliveira


Nécrologo com data e lugar de falecimento do 6 dezembro 1914, Rua Florencio de Abreu em São Paulo:

No Correio Paulistano, segunda-feira, 7 de dezembro de 1914.




Barao de Tatui, Francisco Xavier Paes de Barros


 



Leia  aqui (clique)  sobre o Jazigo da familia barao de Tatui


Rua Florencio de Abreu

Não existe nenhuma fotografia do palacete do barão de Tatui na Rua Florencio de Abreu em São Paulo. Se sabe que estava localizado em frente do palacete do seu primo, o engenheiro Paula Souza e dos Barros Souza (existentes hoje), Na Rua Florencio de Abreu outros membros de familia tivem  historia e residencias.




RUA FLORÊNCIO DE ABREU


No final do século XIX, bondes puxados a burros trafegam na rua Florêncio de Abreu, numa fotografia tomada em direção à Luz. À esquerda, a antiga chácara em que o Barão de Tatuí morava antes de se casar com a viúva do Barão de Itapetininga. (16/07/2009 Publicada por Sra. Eli Mendes em Saudade Sampa )
Hoje o palacete do Barão nunca existe... 

Com o ajudo de uma antiga foto de Guilherme Gaensly e um artigo de Eudes Campos sobre os Paes de Barros em Sao Paolo fiz um passeio com google street-map...
mudaram muitas coisas desde 1900...os trilhos de bonde tem desaparecidos - nenhum arvore.... e onde estava a casa dos Tatui......um parque de estacionamento e muito betão.
Ainda existem algumas  casas antigas - testemunhos silenciosos. Quem sabe quantas coisas elas viram.
...

"Figura 23 Aspecto da Rua Florêncio de Abreu. A esquerda da foto, em primeiro plano, vê se a casa do engenheiro Antonio Francisco de Paula Sousa (assinatura em vermelho); do mesmo lado, ao fundo, a casa de Fernando Paes de Barros, cunhado de Paula Sousa e genro de Maria Rafaela de Paula Sousa, filha do Barao de Piracicaba (assinatura azul). Ao lado direito, gradil da antiga casa do Barao de Tatui, (assinatura em verde), mais um membro da extensa familia Barros, que aí morava desde 1882.

As duas primeiras residencias ainda existem no cruzamento com a Rua Paula Sousa." (Fotografia antiga de Guilherme Gaensly, 1900 Acervo da Divisâo Iconografia e museus, Sao Paolo).


Arvore "genealogico" de Rua Florencio de Abreu com os moradores de familia, descendentes de Antonio de Barros Penteado e Maria Paula Machado, na Rua Florencio de Abreu, encontrado no artigo por Eudes Campos.: 









Muito obrigada aos primos 
Felipe de Barros Marquezini e Victor Leonardi
e ao Dr. Eudes Campos 
pelas explicações e esclarecimentos  !


Fontes pesquisados:
- Correio Paulistano


Tive o barão de Tatui outras propriedades, não longe  da Rua Florencio de Abreu na Avenida Tiradentes. Um deles era na então "Praça Roberto Penteado N° 51, (hoje Praça Armênia) como referem artigos nos antigos jornais :  

em 1897 faltou ainda um passeio em frente do casarão...



e em 1909 tive fogo no predio anti-hygienico .....



Artigo em "o Commercio de São Paulo em 14.08.1909





O prédio não foi residencia do barão, mas um das suas muitas propriedades de aluguel na Avenida Tiradentes que como descrito parece bem rústico pela época de 1909!  Esta Praça Roberto Penteado ficou na região da Avenida Tiradentes com a Estação Cantareira perto. Foi renomeada e hoje é a Praça Armênia.

Obrigada pelas pesquisas aos amigos internautas:
Maria Paula Cosme 
e Gilberto Calixto Rios (em memoriam)