Uma "familia" tem muitissimos (!!) antepassados e muitissimas familias que contam a origem de nós,
A genealogia biologica conta e foca no "INDIVIDUO"e na PESSOA no seu contexto historico no seu proprio tempo e NAO no SOBRENOME ou na genealogia simbolica que é somente politica de hoje .
Uma unica origem, e uma narrativa simbolica que conta de um unico casal de patriarcas que inclui todos os "Paes de Barros" de hoje no Brasil não existe !
Nâo existiram regras pelos sobrenomes no Brasil. (Leia mais sobre sobrenomes clique aqui sobrenome e confusão )
Tambem é importante saber que na epoca, no seculo 17 a vida era organizada em maneira PATRIARCAL.. A posse, a religião foram fundamento da vida, nao o sobrenome, ou o clã come se quer ver hoje. Nao existitu uma "nobreza" como no Portugal, mas sim os donos de imensas sesmarias e terras. Foi um mundo feudal com hierarquias bem definidas.
Aqui no grafico pode-se ver a reconstruçâo da ascendencia patrilinear e as origens em Araçariguama SP colonial do meu ramo dos "Paes de Barros" , famoso depois na era imperial em Sao Paulo, vindo de Itu e Sorocaba.
Linha Patrilinear, porque ?
Embora a patrilinearidade e o patriarcado (o sistema de poder) sejam conceitos diferentes, eles estão profundamente interligados na genealogia porque um funciona como a ferramenta prática e o outro como a ideologia de poder.
Enquanto o patriarcado estabelece que o homem deve deter a autoridade, a patrilinearidade fornece as regras para que essa autoridade seja transmitida e mantida ao longo das gerações.
A patrilinearidade - tambem para as mulheres- é o caminho que liga o seu pai aos antepassados masculinos porque o poder e a hierarquia era patriarcal.O pertencimento à família no Brasil colonial (1500-1822) era o pilar fundamental da estrutura social, definindo não apenas a identidade individual, mas também o acesso à terra, poder, herança e status jurídico e social ! A organização familiar era caracterizada por um patriarcalismo forte, onde o chefe de família (pai ou proprietário) exercia autoridade total sobre a esposa, filhos, agregados e escravizados
Nao inclui o sobrenome !! O sobrenome funcionava como uma "marca" que indicava a posse de terras, cargos na administração colonial ou pureza de sangue.Um filho poderia adotar o sobrenome da mãe ou da avó materna etc (como jà menzionado antes) se a família dela fosse mais influente ou rica que a do pai.
Essa foi precisamente a minha motivação para elaborar o gráfico supra. Porque os antepassados viveram em um mundo patriarcal. O grafico evidencie a patrilinearidade e ao mesmo tempo indica a diversidade de sobre nomes.
Efeitivamente encontrei nos descendentes de Manoel e Beatriz o maior numéro de pessoas que tem o sobrenome Paes de Barros (sempre segundo as obras de Taques e Silva Leme).
Ele porém por pai não descendeva de uma familia "Barros", ele descendia em linha patrilinear dos "Penteado"
.
Os dois primeiros "Paes de Barros" que encontrei entre os varios antepassados com o sobrenome Paes de Barros foram Fernão e Sebastiao Paes de Barros (clique o nome para saber mais sobre ele)
que foram os tio-bisavós maternos do Fernao Paes de Barros, filho de Manoel Correa Penteado e de Beatrizs de Barros. Como se pode ver o sobrenome de Fernao nao era Penteado, mas Paes de Barros, mesmo que o pai era com sobrenome "Correa Penteado".
Explicação dos antepassados no grafico.
1) FRANCISCO RODRIGUES PENTEADO (falecido em 1673)
Ele era o mais antigo do lado paterno na minha familia "Paes de Barros".
Atençao ao sobrenome !
Francisco Rodrigues Penteado era natural de Pernambuco onde seu pai - Manoel Correa - havia vindo da Lisboa.
Este seu pai devia ter havido um certo apreço pela instrução dos filhos, já que ele fez estudar seu filho Francisco Rodrigues Penteado as chamadas "artes liberais" - o que era um luxo na epoca e significa que era pessoa de presitigio e aparentemente abastado.
Francisco foi enviado à Lisboa não apenas para passear, mas para exercer uma função jurídica e econômica: receber uma herança. Mas Francisco em vez de tratar dos negócios da herança, ele só quis saber de gastar todo o capital que o pai lhe tinha dado ou que ele tinha acabado de receber. A "honra" do filho estava ligada à sua capacidade de obedecer ao pai e gerir o patrimônio da família. Como ele falhou e "estragou o cabedal", ele perdeu o direito de voltar para casa com dignidade. Por isso, ele fuge para o Rio de Janeiro em vez de voltar para Pernambuco. Como ele não tinha mais dinheiro, ele usou seus talentos sociais para sobreviver. Ele se tornou um agregado de luxo de Salvador Corrêa de Sá (um dos homens mais poderosos do Império Português). Ele trocou seu conhecimento musical pela proteção e pelo sustento, ensinando os filhos do general que era homem muito importante e foi proprio ele que o recomenda para poder casar com Clara de Miranda.
Assim Francisco, "homem bom" e istruido , mas sem dinheiro entra em uma familia poderosa onde a instrução era importante.Francisco Rodrigues Penteado (I) casou em Sao Paulo com Clara de Miranda, nascida em 1621 e falecida em 1682..
Depois de casado Francisco Rodrigues Penteado estabeleceu-se com fazenda de cultura em Santana de Parnaiba.
A capela original situava-se a cerca de dois quilômetros da vila, na estrada de Pirapora, Sua construção é atribuída a Francisco Rodrigues Penteado e ao padre Guilherme Pompeu de Almeida, marcando o início da constituição da freguesia de Araçariguama, que na época pertencia à Vila de Parnaíba.
É importante não confundir esta capela que hoje não existe (!) com a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha, que fica no centro da cidade e é a padroeira atual do município). Como dono de terras ele teve a obrigaçao de povoar, de produzir e de promulgar a fé catolica. Dois dos seus filhos foram clerigos.
Interessante é que Francisco Rodrigues Penteado, em 1652-1656 era curador do orfão Pedro Vaz de Barros. Este ultimo em 1652 com 6 anos. Era filho de Antonio Pedroso de Barros e de Maria Pires de Medeiro. Este Pedro era herdeiro de grande posse do seu falecido pai. Mais tarde Pedro casa com Maria Leite de Mesquita, uma prima de Clara (a esposa de Francisco Rodrigues Penteado). O fato de Francisco ser curador do órfão Pedro Vaz de Barros (um dos futuros grandes fazendeieros de São Paulo com o sitio "Cataúna)) confirma que ele havia posiçao alta e honra social. No sistema patriarcal, ninguém entregaria a gestão da fortuna de um órfão a alguém que não fosse considerado um "Homem de Qualidade" e de extrema confiança.
atençao
Embora fosse filho do português Manoel Corrêa, Francisco não adotou o sobrenome paterno ao se estabelecer em São Paulo. A escolha pelo nome Penteado ou Rodrigues Penteado— possivelmente de um ramo materno ou de uma linhagem de maior status em Portugal para ele — serviu talvez para consolidar sua nova identidade.
Francisco Rodrigues Penteado faleceu em 1673 em Santana de Parnaiba.
2) MANOEL CORREA PENTEADO
era filho de Francisco Rodrigues Penteado e de Clara de Miranda, nascido em Sao Paulo e falecido em 1745.
Casou em 1689 com Beatriz de Barros, filha de Pedro Vaz de Barros, o moço, e de Maria Leite de Mesquita.
Ela era sua prima MATERNA em 4° grau . Os avós em comum foram Isabel do Prado e Paschoal Leite. - (fonte: documentaçao sobre o parentesco nos livros da igreja catolica, dispensas matrimoniais).
Foi descrito como pessoa de "autoridade e veneração", detendo as rédeas do governo local na região.
Não ter "defeito de mecânica" (não trabalhar com as mãos).
Ter "limpeza de sangue" (ser cristão-velho).
O que revela isso sobre a historia colonial é que o poder era baesado no parentesco e na porpriedade (terras e escravos). O poder de fato era porque tinha as armas, o ouro e as terras. As "rédeas do governo" era usada para porteger os interesses da propria familia e de seus aliados ou agregados. (clientelismo). As armas principialmente foram os agregados "Pedroso Barros", sertanistas, gente rude, as vezes muito violentes. Em vez o alto status social dos homens de qualidade, de letrados que incluí tambem os clerigos viera do lado dos Penteado que muito provavelmente aos origens tiveram menos terras, mas status mais alto. Unendo as 2 familias tambem por parentesco entre as mulheres fortificou o status social.das familias Penteado e "enobrezeu" o dos "rudes sertanistas" Pedrosos Barros. Deve-se lembrar que as terras foram do rei. O reino foi obrigado de promulgar a fé catolica e povoar as terras no Brasil.Para cultivar as terras necessitaram de mão de obra, porque os homens bons nao podiam ter defeito de mécanica, etc etc etc.
Manoel faleceu em 1745 em Santana de Parnaiba. Teve 7 filhos.
3) Seu filho era FERNAO PAES PENTEADO
Ele somente em 1732 mudou seu sobrenome e diventou FERNAO PAES DE BARROS.
Ele era natural de Araçariguama e nasceu emtorno de 1700.
Casou em 1731 com Angela Ribeiro Leite, sua prima, e depois casado chamou-se Fernão "Paes de Barros" (fontes : livro de casamento de igerja catolica de Araçariguama em 1731 Fernao Paes Penteado e o livro de batismo de sua primeira filha em 1732 Fernao Paes de Barros).
Angela, sua esposa, era parente de Fernao sendo descendente de Paschoal Leite de Miranda, irmão de Clara de Miranda, avó do Fernao. Como vémos teve endogamia entre na familia MATERNA e uma rede familiar que mantive o "status".
Fernao faleceu em 1755, parece totalmente aruinado.
Eles sendo descendentes dos mesmos antepassados maternos como Isabel do Prado e Paschoal Leite significava que eles pertenciam ao mesmo status social. Assim a herança não se dispersava. Mesmo que todos os filhos herdaram na era colonial no Brasil, foi um sistema patriarcal o que significa que a "posse" da mulher foi adminstrado pelo marido e depois dos filhos machos.
Nao era o sobrenome a coisa mais importante, mas a posse, status social e como donos de terras tambem a religiao.
- 1-1 Padre José de Barros Penteado
- 1-2 Capitão Fernão Paes de Barros e hexavô de Tiffany,
- (Attenção: não confunde com outro Fernão Paes de Barros (ver supra) . Nao descende de este. . Ele tirou o mesmo nome e sobrenome do tio-bisavô materno de Sao Roque. Fazendeiro potentado e rico e irmâo de Pedro Vaz de Barros, o moço, avõ de Fernao aqui..)
- 1-3 Manoel Corrêa de Barros
- 1-4 Anna Pires
- 1-5 Maria Leite da Escada
- 1-6 Maria Dias de Barros
- 1-7 Luzia Leme Penteado
dispensaçãoes matrimoniais:
o Impedimento (3º para 4º grau)
Eles explicam que o parentesco vem de duas irmãs: Potência Leite e Maria Leite (as filhas de Paschoal Leite e Izabel do Prado)
De Maria Leite nasceu Maria Dias, que foi mãe de Maria Leite, que é a mãe das noivas.
Conclusão: Eles são primos em um grau que a Igreja proíbe, por isso precisam da dispensa do Bispo.
Eles reforçam que as noivas são das "pessoas principais desta vila" (elite) e que a família é tão grande e estendida que é quase impossível achar alguém do mesmo nível social que não seja parente deles. Ou seja: ou casam entre primos, ou não casam com ninguém à altura.
Este Pedro Vaz de Barros o moço era filho de Antonio Pedroso de Barros e de Maria Pires de Medeiros e se haiva unido com o "topo" da hierarquia social da epoca.Havia se unido a riqueza nova dos "Barros" com a antiguidade dos primeiros povoadores que lutavam pelo poder politico (Pires, Ines a matrona etc) . Pode-se dizer que teve uma especie de ascesa social de um lado dos Barros.
Mentre os "famosos" e ricos irmãos Pedro Vaz Guassu e Fernao Paes de Barros em Sao Roque foram ricos sertanistas, Antonio se havia unido com os importantes Pires.
Pode fazer sim riferimento à mestiçagem, mas muito provavelmente na petiçao eles entenderam a "antiguidade" da familia e da fé catolica em Brasil (como escrito supra) que teve raizes até entre os primeiros povoadores como os dos Leme ou Pires e Izabel do Prado e Pascoal Leite, etc.e assim reforçando um "linhagem" puro, fiel e catolico e assim fiel à coroa.
Muitas mulheres ficavam em uma situação jurídica e moral complicada, sem saber se eram viúvas ou casadas.
A solução: Se os Penteados ficavam em casa ("sem o encargo de ir ao sertão" porque isso era a ativadade dos parentes "Pedroso Barros" ), a Igreja tinha a garantia de que o lar seria estável, os filhos seriam criados na fé e o sacramento não seria abandonado.O sertão era visto pela Igreja como um lugar de perdição moral. Longe das vilas e dos padres, os bandeirantes frequentemente viviam em concubinato com indígenas ou cometiam violências.Um noivo que permanecia em Quitaúna ou em una vila era um homem "sob a vigilância" do clero e da família. Além disso dois dos primos de Manoel Correa Penteado foram clerigos e tambem um tio. Ainda esta observaçao tem a ver com "homem de qualidade".Deve-se lembrar que as terras foram do rei. O reino foi brigado de promulgar a fé catolica e povoar as terras no Brasil.
Ao casarem esses jovens que "já viviam na mesma casa", a Igreja evitava o pecado do sexo pré-matrimonial e garantia que eles vivessem "em face da Igreja", seguindo os preceitos do Concílio de Trento.
Sicuramente eles pagaram bem para esta dipensaçao.
Sem ir no sertao significava tambem que foram ricos e "homens bons", senhores de terras e escravos, de negocio, nao militares.
*Grafico parentesco Beatriz de Barros e Manoel Correa Penteado
| Grafico parentesco de Manoel, Joao, Paschoal e José Correa Penteado e de Beatriz, Izabel Paes de Barros e Lucrecia e Lucia Leme de Barros |
Avós/ tronco comum:
1° grau: as filhas que são irmâes:
1. Potencia Leite c/c com Antonio Rodrigues de Miranda, pais de
2. Maria Leite c/c com Pedro Dias Paes Leme, pais de
2° grau: Neto/a: (e primas entre si)
1.1. Clara de Miranda c/c com Francisco Rodrigues Penteado, pais de 1.1.1.
2.1. Maria Leite (Dias) c/c com Domingos Rodrigues de Mesquita, pais de 2.1.1.
3° grau: bisnetos e bisneta (primos em 2.grau)
1.1.1. a) Manoel, b) Joao, c) Joseph (José), d) Paschoal, (filhos de Clara de Miranda)
2.1.1. Maria Leite de Mesquita, (filha de Maria Leite (Dias)
4° grau: trinetas (primas de 1.1.1. a-d):
Beatriz, Isabel, Luzia, Lucrecia, (filhas de 2.1.1.)
Sobre parentesco e consanguinidade
1. ParentescoParentesco é a relação que une duas ou mais pessoas por vínculos de sangue (descendência /ascendência) ou sociais (sobretudo pelo casamento).
O parentesco estabelecido mediante um ancestral em comum é chamado parentesco consanguíneo, enquanto que o criado pelo casamento e outras relações sociais recebe o nome de parentesco por afinidade.
Chama-se de parentesco em linha reta quando as pessoas descendem umas das outras diretamente (filho, neto, bisneto, trineto, tataraneto, etc), e parentesco colateral quando as pessoas não descendem uma das outras, mas possuem um ancestral em comum (tios, primos, etc)
É o grau de parentesco entre indivíduos com ascendência comum. Pode-se medir o quanto um determinado indivíduo é consanguíneo com outro através da medida chamada "grau de consanguinidade".
O Direito Civil e o Direito Canónico não são sempre coincidentes na contagem dos graus de parentesco. Os grau canónicos de parentesco, sâo diferentes. Aqui, conta-se um grau por geração, a partir do tronco comum.
Assim, os irmãos são parentes do 1º grau de consanguinidade,
os primos-direitos do 2º grau,
os primos segundos do 3º grau e assim sucessivamente.
No caso de haver diferença de geração, diz-se que são parentes dentro do grau sénior. Assim, por exemplo, tio e sobrinho são parentes dentro do 1º grau.
Os 7 filhos de Beatriz de Barros e Manoel Correa Penteado
2. Fernão Paes Penteado, depois Paes de Barros (meu hexavô).
Nasceu em Araçariguama, Município de S. Roque (SP). Em 03 de Outoubre 1731 casou na Freguesia da Sé, S. Paulo (SP) com Ângela Ribeiro Leite (ou de Cerqueira), filha de Francisco Leite Ribeiro e Maria Cerqueira Paes.
Note : o pai de Francisco Leite Ribeiro era primo de Manoel e tambem de Beatriz, ! O pai de Francisco (mesmo nome e sobrenome) era como Manoel descendente de 1. Potencia Leite c/c com Antonio Rodrigues de Miranda [ver grafico supra], sendo seu avó paterno Pascoal Leite de Miranda, irmão de Clara de Miranda.e assim primo de ambos os pais de Fernão que foram Manoel e Beatriz ).
Fernão e Angela foram pais de:2.1. Maria de Cerqueira Paes ;2.2. Ana Matilde (religiosa congregada),2.3. Francisco de Barros Penteado;2.4. Custodia Celia de Cerqueira;2.5. Capitão José de Barros Penteado; ele foi para as minas com seu irmão Antonio.2.6. Capitão Antônio de Barros Penteado (5° avó de Tiffany), o patriarca dos "Paes de Barros" na cidade de Sao Paulo, na era imperial bastante importantes, era pai do barâo de Itu, barão de Piracicaba, Genebra de Barros Leite para citar os mais famosos dos seus filhos..;2.7. Manoela Perpétua de Cerqueira;2.8. Potência Leite;2.9. Inácio de Barros Penteado e2.10. Maria Rosa de Cerqueira Câmara.note: ninguem dos filhos de Fernao Paes de Barros com o sobrenome "Paes de Barros". Isso somente desde 1860 foi usado com a nova moda de usar sobrenomes.
Fernão Paes de Barros alias Paes Penteado faleceu em 1755 em Santana do Parnaíba (SP).completamente aruinado como refere Silva Leme:
" E tradição, refere-nos Silva Leme, que o capitão Fernâo Paes de Barros tendo sido fiador de um hespanhol que, tentando desviar o rio Tieté num lugar denominado Rasgão, abaixo de Pirapora, perdeu todo seu trabalho, compromettendo ao mesmo tempo os haveres do fiador, deixando-o em condições precarias de fortuna. Entretanto, seus filhos se dirigiram as minas e adquiriram novo cabedal em ouro.O Rasgão é uma prova do grande esforço dos parnahybanos em busca do ouro. Queriam desviar o curso do Tieté, numa grande volta que elle faz, para exploração da areia em secco. Não conseguiram finalizar a obra gigantesca por difficuldades em rochas durissimas. Estas eram arrebentadas pelo processo primitivo: aqueciam-nas com o calor de enormes fogueiras, que as envolviam em todas as dimensões e, com repetidos jactos de agua, ellas se partiam. Depois, com alavancas ou picaretas, extrahiam os pedaços. As pedras mais compactas não cederam à exhaustiva operação e o trabalho ficou parado tambem por difficuldades financeiras.O Rasgão fica a sete kilometros de Pirapora e, segundo a tradição, é todo aurifero. Attribuem a direcção do primeiro córte, uns aos moradores de Araçariguama, naquelle tempo do termo de Parnahyba, e outros a Fernão Paes de Barros, cujas finanças se arruinaram por completo, pela fiança a um emprestimo de seu amigo hespanhol."
Manoel e Maria tiveram entre outros Francisco Xavier Paes de Barros que casou com Anna Joaquina de Morais.

4 Anna Pires casou-se com Antonio Dias da Silva "o papudo" f.º do capitão João Dias da Silva e de Izabel da Silva.. Antonio "o papudo" ocupou "os honrosos cargos, para a Vila Boa de Goiás, onde foi o 1.º juiz ordinário depois de aclamada vila"
5 Maria Leite da Escada casou-se com o capitão André de S. Paio Botelho, de quem foi a 1.ª mulher. Faleceu Maria da Escada em 1727 em Parnaíba (lesa do juízo o que significa
6 Maria Dias de Barros casou-se com o português o capitão Francisco Gonçalves de Oliveira, natural de Viana do Minho, Portugal. Era Capitão de Ordenanças de Parnaiba.
7 Luzia Leme Penteado, tirou dispensa em 1719 para casar-se com seu tio materno Manoel Pedroso de Barros filho de Pedro Vaz de Barros e de Maria Leite de Mesquita e irmão de BEATRIZ DE BARROS a mae de Luzia... Não sabemos se chegou a efetuar o casamento, ou se teve geração.
"Manuel, nascido por 1690. Em 1719 (e não em 1712 como está na GP do Silva Leme) entrou com pedido de dispensa para casar com sua sobrinha Luzia Leme, alegando que
“por desgraça deflorou o orador a oradora” e “pelo brio de seus irmãos e mais parentes” corriam ambos risco de vida, só sanável pelo casamento. "
QUE TEMPOS DE VIOLENCIA....!
O "brio" significava que:
Se Manoel não casasse com Luzia, os irmãos Barros (um deles era padre) e parentes Penteado (entre eles tive primos que foram clerigos jesuitas o mataram. Lembre o status social e que foram "guardiões da ordem colonial) poderiam matá-lo legalmente para "lavar a honra" da família "com sangue" para não perder o status.Teve pressão social: O escândalo de um tio com uma sobrinha era incestuoso perante a Igreja e degradante perante a Vila.
A dispensa era a única forma de transformar um crime/pecado num "contrato de família".
A Igreja proibia casamentos até o 4.º grau de consanguinidade (primos segundos). Efeitivamente relutou a igreja a dar a dispensa por ser o parentesco muito proximo, resultando em um longo processo, onde foram ouvidas inúmeras testemunhas !!. (ACMSP, Dispensas Matrimoniais, 1718-1720, cod. 8-4-2)"
O sistema jurídico (os letrados e clérigos da família) trabalhava para legitimar o abuso em nome da estabilidade patrimonial.
No caso de Manuel e Luzia, o "longo processo" com "inúmeras testemunhas" não buscava a justiça para a moça, mas a honra das duas familia e um "armistizio". Manoel era um "Barros" que atacou uma "Penteado/Barros" dentro de casa. O brio era a pressão de todos os lados para que aquele corpo "estragado" (Luzia) fosse legalmente ligado ao agressor, selando o escândalo num contrato jurídico. O "defloramento" tirava dela a condição de "virgem", que era um requisito inegociável para casamentos de alto nível. Ela deixava de ser uma "moeda de troca" valiosa para o brio da família.o agressor tinha apenas duas saídas legais: "dotar ou casar". Como Manuel era o tio e não tinha como "dotar" a sobrinha para que outro casasse com ela (ninguém de "qualidade" aceitaria), o casamento era a única forma de evitar que o crime se tornasse uma sentença de morte ou de degredo para ele.
Concluindo
...... e referindo-me à genealogia histórica vs. genealogia simbólica mencionada ao início deste texto, posso constatar que os antepassados do meu ramo "Paes de Barros" não foram simplesmente sertanistas ou "heróis" romantizados de uma "nação" — como alguns "lobbies" de genealogistas e políticos os descrevem ao classificá-los como criptojudeus por parte dos Pedroso Barros (Beatriz de Barros).Sobre judeus sefarditas e Pedro Vaz de Barros leia Pedro Vaz de Barros polemicas até hoje
