“Cada pessoa tem a sua historia. - Cada pessoa tem uma familia. - Cada familia tem origems. - Você não é apenas o que você imagina que é!"


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Artur e Fernando Paes de Barros fundaram Mato Grosso

Dois irmâos sorocabanos fundaram Mato Grosso.
Foram eles Fernando e Artur Paes de Barros. 
Foram sobrinhos de Fernão Paes de Barros que foi filho do Pedro Vaz de Barros e Luzia Leme, nossos antepassados. 
Fernão Paes de Barros foi irmão dos bandeirantes, Sebastião Paes de Barros (veia Post de historia do violão) tambem como do meu 9° avô Antonio Paes de Barros e de Valentim, Luiz, Jeronimo, Pedro Vaz Guaçu e Lucrecia Pedroso de Barros.


Fernão Paes , segundo Pedro Taques na Genealogia Paulistana   
       "Casou-se no Rio de Janeiro com Maria de Mendonça, de quem não deixou f.º algum, porque com ela não teve vida marital pela razão de descobrir sobeja prova contra a pureza do sangue dessa senhora, entretanto teve ela grande tratamento e estimação como legítima esposa de Fernão Paes de Barros. Faleceu em 1709 com testamento e teve em solteiro de uma crioula de Pernambuco uma filha natural que foi:
 1-1 Ignacia Paes de Barros que 1.º casou-se com seu primo irmão Braz Leme de Barros, f.º herdeiro do Cap. 4.º. Ficando viúva de seu marido e dele herdando a grande fortuna, que, junta a que recebeu de seu pai, montou a um grande cabedal, tornou-se fácil passar a 2.ªs núpcias com o sargento-mor João Martins Claro, natural de Miranda do Douro, e que viera no real serviço acompanhando ao governador dom Manoel Lobo"

Na Wikpedia podemos ler que
Inácia Pais de Barros, filha natural do grande potentado Fernão Pais de Barros e viúva de Brás Leme , de quem tivera diversos filhos, seis citados por Silva Leme e outros cinco teve do novo marido Joâo Martins Claro, os quais foram:
  • Artur Pais de Barros, 
  • Fernando Pais de Barros, ambos grandes sertanistas em Mato Grosso,
  • e três filhas, casadas com soldados da guarnição de Santos Francisco Nogueira,  João de Sousa, e Luís Teixeira

Não tenho riferimento ou prova para issa descendencia, porem encontrei  riferencias para adescendencia de Artur Paes de Barros e seu irmao Fernando Paes de Barros, tambem por Joao Pinheiro de Barros, sobrinho de Fernao Paes de Barros em (clique) ENCICLOPEDIA SOROCABANA


BARROS Artur Pais de
Natural de Sorocaba, nascido em 1698, filho do sargento-mor João Martins Claro e de sua mulher Inácia Pais de Barros, foi bandeirante que agiu nas minas de Cuiabá, nos primeiros anos do descobrimento. Com seu irmão Fernado Pais de Barros e seus sobrinhos João Martins Claro e José Pinheiros de Barros, internou-se na conquista dos índios parecis, que vinha atacando desde 1731 e foi descobrir as minas de ouro que ficaram conhecidas pelo nome de Mato Grosso, originando-se após daí o nome de todo o atual Estado.
Fontes
-Rev. Inst. Hist. São Paulo – XV – 60
-Cônego Luiz Castanho de Almeida – Livros paroquiais de Sorocaba – Ver. Inst. Hist. São Paulo – nº 5 – 1939, p. 130
-Basílio de Magalhães – Expansão, p 286
-Francisco de Assis Carvalho Franco Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil, p 54.

BARROS Fernando Pais de
Paulista, filho do sargento-mor João Martins de Barros e de sua mulher Inácia Pais de Barros, nasceu em Sorocaba, cerca de 1700 e com seu irmão Artur Pais de Barros, seguiu para as minas de Cuiabá, onde se distinguiu em vários descobrimentos de ouro e na conquista dos índios parecis. Era licenciado em direito.
Fontes:
-Rev. Inst. De Estudos Genealógicos de São Paulo – nº 5, p. 130
-José Barbosa de Sá – Crônicas de Cuiabá – IV, 74 –81
-Francisco de Assis Carvalho Franco Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil, p 56.

BARROS José Pinheiro de
Sobrinho do licenciado Fernão Pais de Barros, descobridor das minas de ouro de Mato Grosso, em 1734, andou sempre com o mesmo na explorações desses sertões.
Fontes:
- Barbosa de Sá – Crônicas de Cuiabá, Ver, cit., IV, 78-81
-Francisco de Assis Carvalho Franco Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil, p. 59.


Temos assim: 
Fonte clique Genealogia Paulistana online  pag. 501 / 502

1-1 Ignacia Paes de Barros que 1.º casou-se com seu primo irmão Braz Leme de Barros, f.º herdeiro do Cap. 4.º. Ficando viúva de seu marido e dele herdando a grande fortuna, que, junta a que recebeu de seu pai, montou a um grande cabedal, tornou-se fácil passar a 2.ªs núpcias com o sargento-mor João Martins Claro, natural de Miranda do Douro, e que viera no real serviço acompanhando ao governador dom Manoel Lobo. Teve:
Do 1.º marido f.º único:


2-1 Pedro Vaz de Barros (o coxo) que casou com Catharina do Prado e faleceu sem geração. Do 2.º marido teve q. d.: 2-2 Catharina Mendes casada em 1714 em Itú com Christovão Monteiro de Carvalho, natural da Bahia, f.º de Manoel Monteiro de Carvalho e de Maria Coelho Duarte, naturais de Freixo de Espada a Cinta. Teve q. d.:
Pág. 502





3-1 Felix Martins Claro, natural de Sorocaba, casado em 1761 em S. Paulo com Anna Ignacia Xavier f.ª de Manoel de Gusmão e de Maria Pedroso. 3-2 Ignacia Paes casada em 1743 em Sorocaba com José Martins Barroso, natural de S. Salvador, arcebispado de Braga, f.º de Antonio Barroso e de Maria Martins. Teve q. d.:
4-1 Maria Martins Monteiro casada em 1768 em Mogi das Cruzes com Aleixo Leme do Prado, f.º do capitão Aleixo Leme da Silva e de Martha Antunes de Miranda. V. 2.º. pág. 356. 4-2 Bernarda Paes casada em 1760 na mesma vila com João Correa de Lemos f.º de João Correa Fragoso de Moraes. Tit. Moraes Cap. 2.º § 7.º.
2-3 Joanna Pedroso casada em 1703 em Itú com Matheus de Mattos Cardoso. Faleceu em 1766 com testamento. Sem geração. (C. P. S. Paulo). 2-4 Maria de Barros Silva casada em 1703 em Itú com o tenente José da Silva Preto, irmão de Matheus do n.º 2-3.
2-5 Anna Paes da Silva casada em 1720 em Sorocaba com Domingos Nogueira Homem f.º de José Nogueira Homem e de Maria Leme do Prado. Tit. Bicudos.
2-6 Luzia Leme de Barros casada em 1726 em Sorocaba com José de Borba Gatto f.º de Balthazar de Borba Gatto e de Marianna Domingues, moradores na Cotia.
e segundo a wiki:2-7 Arthur Paes de Barros
2-8 Fernando Paes de Barros
2-9 filha 1 casada com Francisco Nogueira
2-10 filha 2 casada com João de Sousa e
2-11 filha 3 casada com Luís Teixeira



A ORIGEM DO NOME MATO GROSSO

Autor: Paulo Pitaluga Costa e Silva

TEXTO INTEIRO DO WEBSITE : chapadadosguimaraes 


"Na busca de índios e ouro, Pascoal Moreira Cabral e seus bandeirantes paulistas fundaram Cuiabá a 8 de abril de 1719, num primeiro arraial, São Gonçalo Velho, situado nas margens do rio Coxipó em sua confluência com o rio Cuiabá. 
Em 1o. de janeiro de 1727, o arraial foi elevado à categoria de vila por ato do Capitão General de São Paulo, Dom Rodrigo César de Menezes. A presença do governante paulista nas Minas do Cuiabá ensejou uma verdadeira extorsão fiscal sobre os mineiros, numa obsessão institucional pela arrecadação dos quintos de ouro. Esse fato somado à gradual diminuição da produção das lavras auríferas, fizeram com que os bandeirantes pioneiros fossem buscar o seu ouro cada vez mais longe das autoridades cuiabanas. 
Em 1734, estando já quase despovoada a Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá, os irmãos Fernando e Artur Paes de Barros, atrás dos índios Parecis, descobriram veio aurífero, o qual resolveram denominar de Minas do Mato Grosso, situadas nas margens do rio Galera, no vale do Guaporé.
Os Anais de Vila Bela da Santíssima Trindade, escritos em 1754 pelo escrivão da Câmara dessa vila, Francisco Caetano Borges, citando o nome Mato Grosso, assim nos explicam:

         "Saiu da Vila do Cuiabá Fernando Paes de Barros com seu irmão Artur Paes, naturais de Sorocaba, e sendo o gentio Pareci naquele tempo o mais procurado, [...] cursaram mais ao Poente delas com o mesmo intento, arranchando-se em um ribeirão que deságua no rio da Galera, o qual corre do Nascente a buscar o rio Guaporé, e aquele nasce nas fraldas da Serra chamada hoje a Chapada de São Francisco Xavier do Mato Grosso, da parte Oriental, fazendo experiência de ouro, tiraram nele três quartos de uma oitava na era de 1734."

Dessa forma, ainda em 1754, vinte anos após descobertas as Minas do Mato Grosso, pela primeira vez o histórico dessas minas foi relatado num documento oficial, onde foi alocado o termo Mato Grosso, e identificado o local onde as mesmas se achavam.
Todavia, o histórico da Câmara de Vila Bela não menciona porque os irmãos Paes de Barros batizaram aquelas minas com o nome de Mato Grosso.
Quem nos dá tal resposta é José Gonçalves da Fonseca, em seu trabalho escrito por volta de 1780, Notícia da Situação de Mato Grosso e Cuiabá, publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de 1866, que assim nos explica a denominação Mato Grosso:

[...] se determinaram atravessar a cordilheira das Gerais de oriente para poente; e como estas montanhas são escalvadas, logo que baixaram a planície da parte oposta aos campos dos Parecis (que só tem algumas ilhas de arbustos agrestes), toparam com matos virgens de arvoredo muito elevado e corpulento, que entrando a penetrá-lo, o foram apelidando Mato Grosso; e este é o nome que ainda hoje conserva todo aquele distrito.
Caminharam sempre ao poente, e depois de vencerem sete léguas de espessura, toparam com o agregado de serras [...].

Pelo que desse registro se depreende, o nome Mato Grosso é originário de uma grande extensão de sete léguas de mato alto, espesso, quase impenetrável, localizado nas margens do rio Galera, percorrido pela primeira vez em 1734 pelos irmãos Paes de Barros. 

Acostumados a andar pelos cerrados do chapadão dos Parecis, onde apenas havia algumas ilhas de arbustos agrestes, os irmãos aventureiros, impressionados com a altura e porte das árvores, o emaranhado da vegetação secundária que dificultava a penetração, com a exuberância da floresta, a denominaram de Mato Grosso. Perto desse mato fundaram as Minas de São Francisco Xavier e toda a região adjacente, pontilhada de arraiais de mineradores, ficou conhecida na história como as Minas do Mato Grosso.
Posteriormente, ao se criar a Capitania por Carta Régia de 9 de maio de 1748, o governo português assim se manifestou:

"Dom João, por Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, [...] Faço saber a vós, Gomes Freire de Andrade, Governador e Capitão General do Rio de Janeiro, que por resoluto se criem de novo dois governos, um nas Minas de Goiás, outro nas de Cuiabá [...]."
 
Dessa forma, ao se criar a Capitania, como meio de consolidação e institucionalização da posse portuguesa na fronteira com o reino de Espanha, Lisboa resolveu denominá-las tão somente de Cuiabá. Mas no fim do texto da referida Carta Régia, assim se ex-prime o Rei de Portugal [...] por onde parte o mesmo governo de São Paulo com os de Pernambuco e Maranhão e os confins do Governo de Mato Grosso e Cuiabá [...].
Apesar de não denominar a Capitania expressamente com o nome de Mato Grosso, somente referindo-se às minas de Cuiabá, no fim do texto da Carta Régia, é denominado plenamente o novo governo como sendo de ambas as minas, Mato Grosso e Cuiabá. Isso ressalva, na realidade, a intenção portuguesa de dar à Capitania o mesmo nome posto anos antes pelos irmãos Paes de Barros. Entende-se perfeitamente essa intenção.
Todavia, a consolidação do nome Mato Grosso veio rápido. A Rainha D. Mariana de Áustria, ao nomear Dom Antonio Rolim de Moura como Capitão General, na Carta Patente de 25 de setembro de 1748, assim se expressa:

[...]; Hei por bem de o nomear como pela presente o nomeio no cargo de Governador e Capitão General da Capitania de Mato Grosso, por tempo de três anos [...].

A mesma Rainha, no ano seguinte, a 19 de janeiro, entrega a Dom Rolim a suas famosas Instruções, que determinariam as orientações para a administração da Capitania, em especial os tratos com a fronteira do reino espanhol. Assim nos diz o documento:

[...] fui servido criar uma Capitania Geral com o nome de Mato Grosso [...] § 1o - [...] atendendo que no Mato Grosso se requer maior vigilância por causa da vizinhança que tem, houve por bem determinar que a cabeça do governo se pusesse no mesmo distrito do Mato Grosso [...]; § 2o - Por se ter entendido que Mato Grosso é a chave e o propugnáculo do sertão do Brasil [...].

E a partir daí, da Carta Patente e das Instruções da Rainha, o governo colonial mais longínquo, mais ao oriente em terras portuguesas na América, passou a se chamar de Capitania de Mato Grosso, tanto nos documentos oficiais como no trato diário por sua própria população. Logo se assimilou o nome institucional Mato Grosso em desfavor do nome Cuiabá. A vigilância e proteção da fronteira oeste era mais importante que as combalidas minas cuiabanas. A prioridade era Mato Grosso e não Cuiabá.
Com a independência do Brasil em 1822, passou a ser a Província de Mato Grosso, e com a República em 1899, a denominação passou a Estado de Mato Grosso.
As Minas do Mato Grosso, descobertas e batizadas ainda em 1734 pelos irmãos Paes de Barros, impressionados com a exuberância das 7 léguas de mato espesso, dois séculos depois, mantendo ainda a denominação original, se transformaram no continental Estado de Mato Grosso. O nome colonial setecentista, por bem posto, perdurou até nossos dias.  

Bibliografia:
1-FONSECA, José Gonçalves da. Notícia da Situação de Mato Grosso e Cuiabá. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro: tomo XIX, 1866
2-MENDONÇA, Marcos Carneiro de. Rios Guaporé e Paraguai, primeiras fronteiras definitivas do Brasil. Rio de Janeiro: Biblioteca Reprográfica Xerox, 1983
3-MENDONÇA, Estêvão de. Datas Mato-grossenses. 1a edição. Niterói: Salesianas, 1919, vol I "
Outras fontes por esso artigos clique os links)
Geneall.net