3. Dr. Rafael Aguiar Paes de Barros, nasceu na cidade de Itu no dia de 28 de Dezembro de
1835. Foi casado com sua prima Francisca de Azevedo Barros. Formado em Direito, Rafael Aguiar Paes de Barros defendia causas extravagantes como o fim da escravidão e, em pleno regime monárquico, foi eleito Vereador pelo Partido Republicano Paulista. De retorno da Europa fundou em 1876 o Clube de Corridas Paulistano depois em suas terras o Hipodromo na rua Bresser em São Paulo. O Dr. Rafael Aguiar Paes de Barros foi homenaegado com a Avenida Paes de Barros aberta nas suas terras. Foi no "Alto de Mooca" onde tive os seus cavalos. Também foi um dos fundadores do Jornal A Província de São Paulo. Após a proclamação da República (1889) esse jornal passou a se chamar "O Estado de S. Paulo". Hipodromo, Rua Bresser
Mooca, São Palo
4. Leonarda de Aguiar, mesmo nome de mãe, foi a primeira
esposa do seu primo Rafael Tobias de Aguiar Barros, futuro 2° barao de
Piracicaba e filho do 1° barao de Piracicaba. O Casal não tive filhos.Ela faleceu muito jovem em 1858. Rafael Tobias de Aguiar Barros casou 2a vez com Maria Joaquina de Oliveira Mello, cunhada do Condé Pinhal e filha do Visconde do Rio Claro, José Estanislau de Oliveira.
5. Anna Barros de Aguiar, casou em 1858 com seu primo
materno, Joâo Tobias de Aguiar e Castro, (1835-1901), filho do brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar e
Domitilia de Castro e Canto (Marquesa de Santos).
Anna faleceu em Julho 1927 com 86 anos.
Como refere a primeira ediçâo do jornal " A provincia de São Paulo" do 04.01.1875, o Dr. João Tobias de Aguiar partecipou com outros fazendeiros e senhores, como por exemplo o Dr. João Francisco de Paula Souza, o Dr. Rafael Paes de Barros (o primeiro seu primo e o outro seu primo e cunhado) com o Major Diogo Antonio de Barros (tambem seu primo) da sociedade em comandita do jornal de tendencia republicana "A provincia de São Paulo" (hoje Estadao) - .
A sua neta-sobrinha Eliza, foi criada da Marquesa de Itu (ver n° 1) e herdou o palacete dela na Florencio de Abreu. Eliza casou com o engenheiro Eduardo Aguiar de Andranda, filho do Barao de Aguiar que mais tarde entre 1915-1919 mandou a costruir 28 sobrados geminados, onde viviam os engenheiros britânicos que vieram trabalhar na construção do prédio da Estação da Luz, na primeira metade do século passado.Nas décadas seguintes (de 20-50) as vilas serão destinadas à classe média. A Vila dos Ingleses recentemente foi restaurada por um bisneto de Eliza e Eduardo e os predios foram tombados.
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Vila dos Ingleses 1978 Foto por Leonardo Hatanaka Acervo Sempla |
6. Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros, nasceu em 23 de fevreiro 1839 , foi casado com sua prima Maria Angelica
de Souza Queiroz. Ela foi neta do Brigadeiro Luiz Antonio de Souza Queiroz e
Genebra de Barros Leite. D.Genebra foi irmã do Barão de Itu, do Barao de
Piracicaba e do cap.Chico, Francisico Xavier Paes de Barros. O Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros e D. Maria
Angelica moraram na
Rua baronesa de Itu
em cruzamento com a rua barão Tatui
Chacara Palmeiras. Arrematada em leilão, a 23 de janeiro de 1874, por Domingos Marques da Silva (ou da Silveira) Airosa, a Chácara das Palmeiras, foi em seguida adquirida pelo Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros, depois daria origem ao bairro das Palmeiras, um enclave de Santa Cecília.
Faleceu o Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros em 19 de agosto 1890. Apôs a morte de seu marido em 1890, D. Maria Angelica vendeu as terras de Chacara Palmeiras e em 1893, mudou-se para a nova casa que havia mandado construir na esquina da atual Av. Angélica com a Alameda Barros, no meio de um belíssimo jardim com chafariz, que infelizmente foi demolido para a construção de um complexo de edifícios residenciais com centro comercial no térreo. Fazia, em geral, referência a membros de sua família ou a antigos correligionários políticos.
A Rua Conselheiro Brotero, por exemplo, traz à lembrança o nome do José Maria de Avelar Brotero (1798-1873), ilustre professor da Academia de Direito, pai de Frederico Dabney de Avelar Brotero (1840-1900), este por sua vez sogro de um filho já então falecido do Dr. Francisco Xavier Aguiar Barros e Maria Angélica. Ela também celebrou o sobrenome do marido morto, abrindo a Alameda Barros, e o título de sua sogra, Leonarda de Aguiar, uma de suas tias-avós, atribuindo o nome de Baronesa de Itu a uma outra rua.
A enorme
chácara das Palmeiras - que ainda em 1872 tinha casa grande, senzalas,
armazéns, cocheiras, plantações de chá e mandioca e vastos capinzais -
transformou-se nas ruas da
Imaculada conceição, Baronesa de Itu, Martim Francisco, Barão de Tatui, Angélica,
Alameda Barros e outras. Parte da Rua das Palmeiras, porém
resultou do retalhamento da chácara
Mauá que pertenceu ao Dr Francisco de Aguiar Barros e ao alemão Frederico Glette. Essa chácara Mauá - que antes se chamara Campo Redondo e depois, em 1887, Charpe - tinha sua sede em um enorme prédio colonial, acaçapado, que mais tarde serviria de residência episcopal e de colégio. Glette e seu patrício Nothmann pegaram essas terras da chácara Mauá e fizeram delas o bairro dos Campos Elíseos, entre 1882 e 1890, com a Alameda Barão de Piracicaba, o Largo Princesa \Isabel e as Ruas General Osório, dos Protestantes, do Triunfo, dos Andradas, dos Gusmões, Duque de Caxias, Helvétia, Glette, Nothmann e outras."