“Cada pessoa tem a sua historia. - Cada pessoa tem uma familia. - Cada familia tem origems. - Você não é apenas o que você imagina que é!"


sábado, 28 de julho de 2018

Francisco Fernando Paes de Barros junior - o paí de Salto

"Citaremos em primeiro lugar o ilustre Dr. Francisco Fernando de Barros Júnior, que, embora capivariano de nascimento, mereceu o título honroso de ‘Pai dos Saltenses’.
Formado em engenharia civil, era o Dr. Barros dotado de grande inteligência e sentimento altamente cristão  Filho de Francisco Fernando de Barros e Angela Guilhermina de Mesquita Barros, nasceu a 17 de março de 1856 (...)  Assinalados serviços prestou a Salto por ocasião da epidemia de varíola que assolou impiedosamente toda a província. Como Intendente [cargo equivalente ao de Prefeito] idealizou e dotou de iluminação a cidade, por meio de lampiões a gás.  jornal O Trabalhador, em 1952, publicou uma “Revista Ilustrada” em comemoração ao 257º aniversário da fundação de Salto

 Foto Rara em Blog historia de Salto LInk Estados Unidos, ao concluir o curso de engenharia civil, em 1879, na Syracuse University, em Nova York. Contava, portanto, com 23 anos de idade. No ano seguinte daria início à construção de sua fábrica em Salto, cuja inauguração ocorreria em 1882. Tal fotografia pertence ao Museu Republicano “Convenção de Itu” e me foi mostrada por Anicleide Zequini, saltense que é historiadora daquela instituição e que forneceu cópia digital para esta postagem.

 No verso da foto doada, de punho próprio, anotou: "Dr. F. F. de Barros Junior, propagandista da republica em Itú, que foi um industrial em Salto, gastando grande parte de seus haveres em dita propaganda e alli fundando o Correio do Salto. Foi deputado estadual após a Republica. Falleceu pobre ha 3 ou 4 annos como simples colletor federal no Salto. Offerta do seu companheiro de imprensa e propaganda, Tancredo do Amaral. Santo André, 16-4-1923."


 Barros Júnior
Filho de senhor de engenho, Barros Júnior nasceu em Capivari, em 1856, e estudou engenharia civil nos Estados Unidos. Formado, retornou ao Brasil e fixou-se em Itu, em 1879, e logo assumiu posição de destaque no seio do Partido Republicano daquela cidade.  (Ele foi abolicionista.....!)No ano seguinte iniciou seus investimentos em Salto, inaugurando sua tecelagem em 1882, a segunda em Salto, nomeando-a Júpiter. Até o final da década de 1880, por diversas vezes entrou em disputa com José Galvão, por questões envolvendo seus empreendimentos aqui instalados.  PDF VON ???? SUCHEN MELCHERT UND LIGAçAO DER BARROS........Embora pioneiro na indústria, obteve maior destaque como político. Abolicionista, foi vereador em Itu e deputado estadual. Em Salto, foi subdelegado de polícia, intendente, presidente da Câmara e juiz de paz. Durante a epidemia de varíola de 1887, que atingiu toda a província de São Paulo, Barros Júnior notabilizou-se em Salto, também atingida pelo contagioso “mal das bexigas”. Com seu auxílio foram construídos três lazaretos. Barros Júnior foi o principal batalhador pela criação do município de Salto em 1890, com território desmembrado de Itu. Mesmo tendo vendido sua fábrica, Barros Júnior continuou a viver em Salto e a participar da política. Foi também responsável pela ampliação territorial do município, tornando parte das terras da margem esquerda do rio Tietê, antes pertencentes a Itu, área do município de Salto. Até 1907 participou da Câmara local. Em 1918 faleceu, aos 62 anos, vítima de gripe espanhola.




Os dados biográficos do dr. Francisco Fernando de Barros Júnior [1856-1918], um dos industriais pioneiros em Salto nas últimas décadas do século XIX, foram levantados e sistematizados com minúcia por Luiz Castellari [1901-1948], autor de História de Salto, livro escrito em 1942 e publicado postumamente em 1971. Transporto para essa coluna alguns dos dados apresentados por Castellari na segunda parte de seus escritos, especialmente dedicada à figura daquele que seria cognominado “Pai dos Saltenses”, por conta de seus diversos préstimos aos habitantes daqui.

Filho de Francisco Fernando de Barros – senhor de engenho e produtor de cana – e Angela Guilhermina Mesquita Barros, o dr. Barros Júnior nasceu na então vila de Capivari, em 17 de março de 1856. Ao concluir seus primeiros estudos no Brasil – passando pelo Colégio São Luiz, de Itu, e Kopke, no Rio de Janeiro – partiu para os Estados Unidos, ingressando na Universidade de Siracusa (Syracuse University), com o propósito de se graduar engenheiro civil. Quando retornou ao Brasil, chegando em Itu em 1879, mostrou-se republicano convicto, assumindo posição de destaque no Partido Republicano de Itu. No mesmo ano se casou com sua prima-irmã, Maria Alexandrina de Barros.

Em 1880 Barros Júnior iniciou seus investimentos em Salto, com a construção de um edifício que funcionaria como tecelagem, que passou a operar em 1882, inicialmente com fios importados da Europa. Barros se sobressaiu mais como político que como industrial, sendo representante de um modelo típico do final do século XIX: político-fazendeiro-industrial. Seu pai já fora delegado de polícia em Capivari, sua terra natal. E um de seus irmãos mais velhos se elegera deputado provincial nos anos 1870.

A atuação política de Barros Júnior se iniciou nos anos 1882-1886, quando foi vereador em Itu – época que pleiteou diversos melhoramentos para a então vila do Salto. Entre 1892 e 1896, já sob o regime republicano de governo, foi deputado estadual pelo PRP (Partido Republicano Paulista). Barros Júnior deixava claro, desde seu retorno ao Brasil, quais eram seus objetivos: tornar-se um chefe político em Salto, aliando seus interesses como industrial e político do Partido Republicano Paulista (PRP).

Em Salto, Barros Júnior foi o responsável direto por algumas ações bastante significativas para a época: em 1880, reorganizou o Grêmio Musical Saltense, com caráter republicano; em 1885, criou o Gabinete de Leitura e Cultura Democrática; em 1887, fundou o Clube Republicano 14 de Julho; em 1888, fundou o jornal Correio do Salto, juntamente com Tancredo do Amaral. Aqui também o capivariano exerceu os seguintes cargos: subdelegado de polícia, intendente, presidente da Câmara e juiz de paz.

Naqueles seus anos iniciais em Salto, procurou auxiliar o recém-fundado Grêmio Musical Saltense, fundado em 1878, contratando um maestro – o ituano João Narcizo do Amaral – e comprando os instrumentos. Também admitiu alguns músicos em sua tecelagem, como operários. Em carta de 30/04/1940, o maestro Henrique Castellari [1880-1951], traz passagem sobre o Grêmio Musical e a participação decisiva do industrial pioneiro: “A Banda Musical Saltense foi fundada no ano de 1878, por um grupo de pessoas de boa vontade e vocação musical, quando Salto era ainda uma pequena povoação, com desenvolvimento incipiente. Foram seus fundadores Joaquim Florindo, Romão Ribas, João Manquinho, João de Assis e outros, todos já falecidos. Depois de 1880, mais ou menos, o benemérito saltense, Dr. Francisco de Barros Júnior, já falecido, ex-Deputado Estadual, proprietário de uma Fábrica de Tecidos nesta cidade, avocou-se a direção da referida Banda Musical. Assim, forneceu-lhe instrumental novo, músicas novas, mantendo o maestro João Narciso do Amaral (grande músico ituano), dando trabalho aos músicos em seu estabelecimento industrial e correndo todas as demais despesas da Banda por sua conta. Mais tarde, [em] 1890, referido industrial, vendendo sua indústria, afastou-se da direção da Banda, confiando todo o instrumental e pertences da mesma à guarda da Matriz local, (...)”.

Mas foi durante a epidemia de varíola de 1887, que atingiu toda a Província de São Paulo, que Barros Júnior notabilizou-se em Salto. Com seu auxílio, foram construídos três lazaretos (unidades de isolamento dos doentes, afastadas no núcleo central da vila). Auxiliou ainda na compra de medicamentos, víveres para alimentação dos doentes, roupas e leitos. Trouxe também médico e enfermeiras da capital. Luiz Castellari assim descreve a atuação do “Pai dos Saltenses” naqueles dias de surto epidêmico: “Nas horas em que não se ocupava com os enfermos, [Barros Jr.] saía na rua à frente de sua banda de música, soltando foguetes, como que afugentando o ‘vírus’ e assim alegorizar a população desolada”.

Na cronologia de Barros Júnior merecem ainda destaque duas datas: 1890, venda de sua fábrica de tecidos em Salto; e 1893, apresentação de projeto ao Congresso Estadual, que ampliava os limites de Salto, incorporando terras da margem esquerda do rio Tietê, antes de Itu. No ano do término de seu mandato como Deputado Estadual, segundo menciona Luiz Castellari, Barros Júnior teria “perdido seu cabedal”, ou seja, empobrecido: “De elevada posição social, a um humilde carreio, e arador de terra. Seguidamente vinha à Vila [de Salto], guiando seu carro de boi. De uma feita, estacionando em frente a uma casa comercial, pede ao proprietário um par de sapatão à crédito. Negam-lhe o pedido”. Barros foi o primeiro presidente do Conselho de Intendência de Salto [1890]. Entre 1896 e 1898, esteve ausente da 2ª Câmara de Salto, tendo retornado em 1899 e permanecido até 1907. Entre 1907 e 1918 não participou diretamente da política local. Em 1918, faleceu, aos 62 anos, de gripe espanhola. Ainda hoje seu nome está ligado à ideia de devoção às causas locais em Salto.

Relacionamento com outros parentes: Barros junior foi
Terneto de Fernao Paes de Barros e, 
Bisneto de Jose de Barros Penteado e Maria Leite por isso foi primo de todos os filhos de Antonio de Barros Penteado que aqui cito alguns: Barao de Itu (meu 5° avô), Barao de Piracicaba, Cap. Chico de Sorocaba (outro meu 5° avô), Genebra de Barros Leite (minha 5° tia-avó), todos filhos de Antonio de Barros Penteado e Anna Joaquina de Barros. Este ultima foi casada com Joao Xavier da Costa de Aguiar. Eles foram pais de Genebra da Costa Aquiar que foi casada com Carlos Henrique Melchert, parentes dos donos de fabrica de papel em Itu,Melchert & Co., de Carlos Antonio de Aguiar Melchert e Antonio Carlos de Aguiar Melchert.

Originalmente de 1873, o projeto foi idealizado pelo Barão de Piracicaba e tinha como propósito dotar as terras de sua propriedade de uma ramificação de canais para arrendá-los a outros. Mesmo com o início de obras de expansão, melhorias estruturais na região, a instalação de uma fábrica de tecidos e a extração de óleos, em 1875, a propriedade foi vendida a uma sociedade com sede em Manchester, na Inglaterra, que pertencia a William Fox. Em 1883, os primeiros indícios da instalação de uma fábrica de papel na região ficaram evidentes com a veiculação de um anúncio no jornal Imprensa Ytuana, de Itu (SP), que pedia operários para o serviço de "movimento de terra e arrebatamento de pedras". Os empreendedores também avisavam que estavam comprando roupas velhas e trapos de linho ou algodão que serviriam de matéria-prima na produção do papel. Em 1889, Fox repassou a sociedade à Melchert & Cia., que finalizou a construção do canal para a captação das águas do rio Tietê e construiu o edifício da fábrica de papel. Neste mesmo ano, no dia 16 de setembro, a fábrica pertencente à Melchert & Cia. foi inaugurada. De acordo com informações e registros da época, a fábrica, de propriedade de Manoel Lopes de Oliveira, Dr. Antônio Melchert e Carlos Melchert, foi palco de um grande acontecimento republicano, pois a grandiosidade da construção e a tecnologia empregada fizeram dela, assim como de outros empreendimentos fabris do século XIX, símbolo do progresso, da civilização e do desenvolvimento econômico.
 http://www.professionalpublish.com.br/?id=77,1,view,2,11583,sid

mit fot der Fabrik in efzanoni, und es gibt noch eine andere von innen. SUCHEN ! aus dem Blog leituras possivel das hier:

 “Às 11 horas serviu-se um lauto almoço, e à uma hora um abundante lunch, durante o qual foram calorosamente saudados os srs. Manoel Lopes de Oliveira, dr. Antonio Melchert e Carlos Melchert, que são os proprietários da fábrica, sendo também brindado o sr. Adolpho Melchert, pai dos dois últimos”. Tancredo do Amaral, representando o Correio do Salto na ocasião, foi um dos nomes que o articulista de Imprensa Ytuana cita por terem “utilizado da palavra” após os brindes, além do “chefe da Liga Italiana”; às 3 horas da tarde, todos os convidados já haviam se retirado.

 FETT: = ALLEs VERWANDTE
 http://leituraspossiveis.blogspot.it/2008/06/inaugurao-da-fbrica-de-papel.html

 Já, no
Brasil, Melchert & Cia foi a primeira indústria de papel, inaugurada por D. Pedro II na cidade
de Salto de Itu, interior de São Paulo (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS RE sagt in PDF http://ojs.fsg.br/index.php/livrosdigitais/article/viewFile/336/315
 [PDF] siehe hier

PDF - Núcleo de Produção Científica Digital da FSG - Faculdade da ...

ojs.fsg.br/index.php/livrosdigitais/article/view/336/315
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CICLADORAS DE PAPEL - ABIRP, 2012

ZEQUINI IN PDF :  http://www.energiaesaneamento.org.br/media/28731/zequini_anicleide_a_disputa_pelas_aguas_do_tiete_em_salto.pdf


Neto de Tenente coronel Fernando Francisco Paes de Barros (LINK primos em Jau).
 

quinta-feira, 12 de julho de 2018

PEDRO VAZ DE BARROS (1), TEORIAS E POLEMICAS NA HISTORIA ATE HOJE

Existem alguns estudos sobre a ascendencia ainda discutida de Pedro Vaz de Barros de novo-cristãos. Entre certos historiadores e genealogistas ainda há polêmicas e, sobretudo, nenhum fato claro e provado. E um tema interessante sim, mas é por isso que não comento sobre o assunto até hoje.
Acredito que a genealogia e a história não devem ser usadas para questões religiosas ou políticas de vários lobbies de história ou religião, sociedades privadas ou protagonismo pessoal para propagar as teorias. 
Eu também não quero discutir sobre racismo e política nos diferentes países.

Eu gostaria de discutir objetivamente e cientificamente fatos dados e, claro, continuar pesquisando e discutir sobre as pesquisa. É por isso que estou sempre entusiasmada com as memórias familiares, bem como documentos escritos e fotográficos, que são uma parte importante da pesquisa e da história como historiografia.
Abraços Tiffany

PEDRO VAZ DE BARROS (1), TEORIAS E POLEMICAS NA HISTORIA ATE HOJE

Manoel Valente Barbas, Revista ASBRAP nr. 7 escreve:

" Informações históricas e genealógicas desse naipe mais causam polêmica, dúvidas, do que esclarecem ou acrescentam algo ao que já se sabe sobre a família "
1) <<<MOURA, AMÉRICO DE. “Os povoadores do campo de Piratininga (traços biográficos e genealógicos, Separata da REVISTA DO INSTITUTO HISTÓ-RICO E GEOGRÁFICO DE SÃO PAULO. Vol. XLVII, págs. 146 e 147. Este autor parece que possuía muitas informações interessantes e originais, quando escreveu o artigo. Não se sabe se conseguidas através de pesquisas, leitura ou tradição oral familiar ou social. Porém, foi displicente, não pensando na contribuição histórica que poderia realmente dar para o futuro; simplesmente desleixou nas referências/fontes de onde, supõe-se, extraiu suas informações. Algumas destas fontes, simplesmente não menciona; outras, cita de passagem, sem precisar onde foram encontradas ou se achavam arquivadas na ocasião, impedindo uma consulta posterior sobre a matéria. Ele cita o nome dos pais do primeiro Pedro Vaz de Barros: diz serem Jerônimo Poderoso (sic) e Joana Vaz de Barros. Esse Poderoso poderia ser, inclusive, uma má leitura paleológica de Pedroso; mas ele reforça a afirmação ao dar o nome do primeiro filho do casal como An-tônio Poderoso (e acrescenta...”depois Antônio Pedroso de Barros”), aquele que conhecemos por Pedro Taques e Silva Leme também como Antônio Pedroso de Barros.
Se essa informação fosse acompanhada pela fonte onde a colhera, seria de grande interesse histórico e genealógico. Mas cai no vácuo de profunda dúvi-da. Outra notícia que dá sobre esse par ancestral é que eram “ambos meio cris-tãos novos”. Mas também não declara de onde tirou essa informação. Como o artigo é de 1952, antecedeu na assertiva a José Gonçalves Salvador (ver Nota 3, abaixo), o que faz supor que este se louvou no primeiro para passar adiante a notícia, infelizmente não baseada em fonte resgatável. Outra informação que dá é que Antônio Pedroso de Barros declarou ao visitador do Santo Ofício, em 1591, na Bahia, ser “tratante”(contratado) para o Peru; aí declarou também os nomes e condição dos pais (descendentes de judeus). Essa notícia seria de grande valor para os descendentes, se fosse fundamentada, mas até o dia de hoje não se sabe onde está esse documento, quem o viu, quem primeiro transmitiu o fato. José Gonçalves Salvador também confirma o caso com as mesmas palavras, talvez se louvando em Antônio Moura, sem apurar se fundamentada ou não.
Sobre Pedro Vaz de Barros ( Iº), Moura acrescenta de novidade que era mor-domo da Confraria do Rosário, mas também sem citar datas ou origem da notícia. Diz ainda que recebera uma Sesmaria, em 1501, em Cabo Frio, atualmente, Rio de Janeiro, registrando a seguir : “ ”Sesm.”, I, 201”
2) JOSÉ GONÇALVES SALVADOR, “Os Cristãos-Novos e o Comércio no Atlântico Meridional”, págs. 65, 82, 95, 102, 104, 113, 130, 231,359, 369; “Cris-tãos-Novos, Jesuitas e Inquisição”, págs. 17, 46, 47, 52, 169, 172, 173, 185); “Cristãos-Novos – Povoamento e Conquista do Solo Brasileiro”, Editora Pionei-ra/MEC, págs. 7, 8, 13, 14, 32, 34, 62). A idade dos irmãos Pedrosos de Barros, além de outros cálculos, pode-se confrontar com que este autor diz, na p. 65, do primeiro livro aqui citado: “Um dos tais, rapaz de 21 a 22 anos (estava-se em 1591), chegara do Peru ainda há pouco, aonde fora na qualidade de “tratante”. Seu nome? Antônio Pedroso de Barros, que viria a ser figura de projeção na capitania vicentina”. Dá como referência “Documentos da Visitação de 1591....,cf. Bh 1591, p.195”.
AINDA:
Onde estariam, na Bahia, esses documentos que merecem uma publicação caprichada e bem divulgada???!!!.>>>

domingo, 11 de março de 2018

Foto familia Leonarda de Aguiar


Foto familia com ao centro :
Leonarda de Aguiar, 4a avó de Tiffany e dois de seus filhos:

a direito: Gertrudes de Aguiar Paes de Barros, filha de Leonarda, com o seu primo e marido, Francisco Xavier Paes de Barros, futuro barão de Tatui ( são os 3°s avoós de Tiffany)
Á esquerda, Dr. Rafael de Aguiar Barros, filho de Leonarda, com a sua prima e esposa, Francisca Carolina de Azevedo, 3°s tio-avós de Tiffany.

Leonarda de Aguiar foi filha do Coronel Antonio Francisco de Aguiar e de Gertrudes Eufrosina Ayres. Leonarda foi irmã do famoso brigadeiro Raphael Tobias de Aguiar.
Ela casou na idade de 14 anos em Sorocaba no dia 24.12.1820  com o cap.mor Bento Paes de Barros, futuro barão de Itu (em 12.10.1846), o qual na epoca havia 32 anos e foi filho de Antonio de Barros Penteado e Maria Paula Machado, ricos fazendeiros em Itu.

Tiveram 6 filhos: 

  • Dr, Antonio de Aguiar Barros, futuro Marquês de Itu, 25.12.1823-30.1.1899 (c/c com sua prima Antonia de Aguiar, filha do 1° barão de Piracicaba e  tio do Dr. Antonio)
  • Dr. Rafael Aguiar Paes de Barros  28.12.1825-12.3.1889, (c/c com sua prima Francisca de Azevedo de Barros falecida em 11.7.1929)
  • Gertrudes Aguiar Paes de Barros (á direito na foto),  ca. 1830- 6.9.1878, c/c com seu primo, o filho do seu tio Francisco Xavier, irmão do barão de Itu e pai de Gertrudes..
  • Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros 23.1.1839-19.8.1890 (c/c com sua prima-sobrinha Maria Angelica de Souza Queiroz, filha do primo do Dr. Francisco Xavier, o Senador Antonio de Souza Queiros, e Antonia Eufrozina Vergueiro, filha do Senador Vergueiro)
  • Leonarda de Aguiar,  falecida em 1856, foi a 1a esposa do seu primo, o Coronel Rahael Tobias de Barros, 2° barâo de Piracicaba, sem filhos).
  • Anna de Aguiar Barros.falecida em 1901,(c/c com seu primo João Tobias de Aguiar e Castro, filho da marquesa de Santos e o Brigadeiro Raphael Tobias de Aguiar. Este ultimo irmão de Leonarda, e mãe de Anna).
Foto enviado do primo Veriano. Obrigada !




domingo, 15 de outubro de 2017

Fazenda São Pedro, Santa Barbara d'Oeste (SP)

Fazenda São Pedro, Santa Barbara d'Oeste (SP). a casa grande
(Foto tirada por Rodney no Flickr):



Os prédios antigos e rústicos exercem uma atração inexplicável sobre mim ;é coisa que não sei explicar muito bem. Talvez por não parecerem frios como os edifícios modernos. Talvez por esconderem histórias que eu, curiosa inveterada, anseio por conhecer. Talvez seja o mistério do desconhecido, talvez pela historia esquecida......
A fazenda São Pedro em Santa Barbara d'Oeste (SP) pertenceu ao Barão de Tatui (Francisco Xavier Paes de Barros) trisavô de Tiffany,  até 1877 (ainda não tive o titulo de barão) quando ele a vendeu ao senhor Joao Federico Rehder (imigrante alemão do Holstein), intermediado pelo Dr. Prudente de Morais, ainda advogado na epoca e primo distante do Barão Tatui.

A venda marcou o início da fase canavieira da cidade de Santa Barbara na epoca e comencou a era da Usina Santa Barbara, usina de açúcar e álcool.
Hoje, de todo esse periodo, quase tudo é só lembrança e saudade .. demais é esquecido o periodo anterior..

Do periodo da usina Santa Barbara d'Oeste e do Joao Federico Rehder tem ampla documentação na fondaçao Romi.

Eu seria muito curiosa saber mais do periodo anterior.até a venda ao senhor Rehder... Alguém sabe ?

segunda-feira, 2 de março de 2015

Passeio genealogico de familia Paes de Barros nas ruas de São Paulo I

A passeio nas ruas de São Paulo com a familia dos meus 4°s avós, Dona Leonarda de Aguiar e Bento Paes de Barros, o 1° barâo de Itu


D. Leonarda
Paes de Barros
Bento Paes de Barros
Barão de Itu
Dona Leonarda Francisca de Aguiar, 4° avó de Tiffany, nasceu 1806 em Sorocaba e foi irmã do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, lider na Revoluçao de 1842. Com só 14 anos ela casou 1820  com Bento Paes de Barros, o futuro Barão de Itu, que tem 32 anos quando casou. ! O barâo de Itu foi um abastado fazendeiro, produtor de café e capitão-mor de Itu.  Pelos serviços relevantes prestados à vila de Itu foi agraciado com o titulo de barão de itu, concendio em 1846 por D. Pedro II.
Foi o primeiro Ituano a receber um titulo de nobreza.Em meados do XIX sec mandou costruir uma nova casa. Pouco tempo residiu na casa, pois faleceu em 1858 A casa ainda existe e abriga hoje o espacio cultural "Almeida Junior". Do que eu sei, D. Leonarda não tive titulo de nobreza. Ainda acho que foi entâo costume chamar-a assim sendo esposa, mãe, cunhada, sobrinha de barões e marquês. Nâo encontrei informação do que ela morou tambem em São Paulo. Muito provavelmente, D. Leonarda visitou os seus filhos em São Paulo. O barão de Itu faleceu em Itu com 70 anos em 1858 e Dona Leonarda com 74 em 1881. D. Leonarda foi homenaegada com a rua baronesa de Itu em São Paulo.

Tivem os 6 seguintes  filhos 


palacete
Marquesa de Itu
Vila dos Ingleses, São Paulo
1. Dr. Antonio de Aguiar Barros,  futuro Marquês de Itunasceu 1823 em Itu e foi casado com sua prima Antonia Paes de Barros (filha do 1° barâo de Piracicaba, irmão do Barao de Itu, e Gertrudes de Aguiar, irmã de Dona Leonarda Francisca de Aguiar.) Ele faleceu em 1889 em São Paulo. O Casal não tive filhos. O marquês foi genro e tambem sobrinho do 1° barao de Piracicaba que entorno de 1868 tinho vindo na cidade de São Paulo e com ele muitos outros sobrinhos e genros. Foi nas terras do 1° barao de Piracicaba onde o Marquêss de Itu offereceu um terreno à imperial Sociedade Portuguesa de Beneficência para a construção de seu hospital (1873-1876) 
Na Rua Florencio de Abreu hoje bairro de Luz, a marquesa tive um belo palacete perto de Avenida Tiradentes, que mais tarde foi demolido. As terras foram herdadas pela sua neta-sobrinha Eliza de Aguiar e Castro, neta de Anna de Aguiar e João Toibas de Aguiar e Castro (n° 5 adiante Anna foi irmã do Marques de Itu). Na parte posterior do antigo palacete foi costruida por o marido de Eliza, o engenheiro Eduardo Aguiar d'Andrada (filho do Barão de Aguiar) a Vila de Marquesa de Itu, mais tarde nomeada "Vila dos ingleses". Vila dos Ingleses fica em uma rua sem saida na Rua Maua.Existe tambem hoje e foi recentemente tombada.
O Marquês de Itu faleceu em 30 de Janeiro de 1889.




2. Gertrudes Aguiar Paes de Barros, nasceu ca. 1830 em Itu e casou em 
Inauguração Viaduto do Cha com
casa dos barôes Tatui demolida
Viaduto do Chà e
atual praça do Patriarca
1854 com seu primo Francisco Xavier Paes de Barros o Barão de Tatui. (ele filho do capitao Chico, Francisco Xavier Paes de Barros, tambèm irmão do Barao de Itu).  Gertrudes e o Barão de Tatui são trisavós.de Tiffany. Gertrudes faleceu em 1878 em Itu, mas é enterrada no jazigo da familia do Barão de Tatui no Cemiterio da Consolação em São Paulo. O Barâo de Tatui casou 2a vez com Cerina de Castro e Souza, a viúva do Barâo de Itapetininga. Ela herdou o casarão no Morro do Chà que foi demolida quando vem costruido o Viaduto do Chà. Depois a sua morte as terras do Chà foram herdadas da sua 
filha Antonia dos Santos Silva, filha do primeiro casamento de D. Cerina com o barão de Itapetininga. Antonia foi casada com o Condé de Prates que mais tarde mandou à costruir os palacetes gemêos Prates no vale de Ahangabau. Hoje nunca existem.



Avenida Paes de Barros Mooca
3. Dr. Rafael Aguiar Paes de Barros, nasceu na cidade de Itu no dia de 28 de Dezembro de 1835. Foi casado com
Hipodromo, Rua Bresser
São Palo
sua prima Francisca de Azevedo Barros. 
Formado em Direito, Rafael Aguiar Paes de Barros defendia causas extravagantes como o fim da escravidão e, em pleno regime monárquico, foi eleito Vereador pelo Partido Republicano Paulista. De retorno da Europa fundou em 1876 o Clube de Corridas Paulistano depois em suas terras o Hipodromo na rua Bresser em São Paulo. O Dr. Rafael Aguiar Paes de Barros foi homenaegado com a Avenida Paes de Barros aberta nas suas terras. Foi no "Alto de Mooca" onde tive fazenda e os seus cavalos. Também foi um dos fundadores do Jornal A Província de São Paulo. Após a proclamação da República (1889) esse jornal passou a se chamar O Estado de S. Paulo.


4. Leonarda de Aguiar, mesmo nome de mãe, foi a primeira esposa do seu primo Rafael Tobias de Aguiar Barros, futuro 2° barao de Piracicaba e filho do 1° barao de Piracicaba. O Casal não tive filhos.Ela faleceu em 1858. Rafael Tobias de Aguiar Barros casou 2a vez com Maria Joaquina de Oliveira Mello, cunhada do Condé Pinhal e filha do Visconde do Rio Claro, José Estanislau de Oliveira.


5. Anna Barros de Aguiar, casou em 1858 com seu primo materno, Joâo Tobias de Aguiar, filho do brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar e Domitilia de Castro e Canto (Marquesa de Santos).
Vila dos Ingleses 1978
Foto
Leonardo Hatanaka
Acervo Sempla
Anna faleceu em 1901. Parece que o Dr. João Tobias de Aguiar partecipou com o Dr. João Francisco de Paula Souza, com o Dr. Rafael Paes de Barros (seus primo e cunhado) com Major Diogo Antonio de Barros (tambem seu primo) da sociedade em comandita do jornal de tendencia republicana "A provincia de São Paulol" fundado em 1875. A sua neta-sobrinha Eliza, foi criada da Marquesa de Itu (ver n° 1) e herdou o palacete na Florencio de Abreu. Eliza casou com o engenheiro Eduardo Aguiar de Andranda, filho do Barao de Aguiar que mais tarde entre 1915-1919 mandou a costruir 28 sobrados geminados, onde viviam os engenheiros britânicos que vieram trabalhar na construção do prédio da Estação da Luz, na primeira metade do século passado.Nas décadas seguintes (de 20-50) as vilas serão destinadas à classe média. A Vila dos Ingleses recentemente foi restaurada por um bisneto de Eliza e Eduardo e os predios foram tombados.


6. Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros, nasceu em 23 de fevreiro 1839 , foi casado com sua prima Maria Angelica de Souza Queiroz. Ela foi neta do Brigadeiro Luiz Antonio de Souza Queiroz e Genebra de Barros Leite. D.Genebra foi irmã do Barão de Itu, do Barao de Piracicaba e do cap.Chico, Francisico Xavier Paes de Barros.

O Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros e D. Maria Angelica moraram na
Chacara das Palmeiras
Chacara Palmeiras. 
Arrematada em leilão, a 23 de janeiro de 1874, por Domingos Marques da Silva (ou da Silveira) Airosa, a Chácara das Palmeiras, foi em seguida adquirida pelo Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros, depois daria origem ao bairro das Palmeiras, um enclave de Santa Cecília. 
Faleceu o Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros em 19 de agosot 1890. Apôs a morte de seu marido em 1890, D. Maria Angelica vendeu as terras de Chacara Palmeiras e em 1893, mudou-se para a nova casa que havia mandado construir na esquina da atual Av. Angélica com a Alameda Barros, no meio de um belíssimo jardim com chafariz, que infelizmente foi demolido para a construção de um complexo de edifícios residenciais com centro comercial no térreo. Fazia, em geral, referência a membros de sua família ou a antigos correligionários políticos. A Rua Conselheiro Brotero, por exemplo, traz à lembrança o nome do José Maria de Avelar Brotero (1798-1873), ilustre professor da Academia de Direito, pai de Frederico Dabney de Avelar Brotero (1840-1900), este por sua vez sogro de um filho já então falecido do Dr. Francisco Xavier Aguiar Barros e Maria Angélica.Ela também celebrou o sobrenome do marido morto, abrindo a Alameda Barros, e o título de sua sogra, Leonarda de Aguiar, uma de suas tias-avós, atribuindo o nome de Baronesa de Itu a uma outra rua.
Rua baronesa de Itu
em cruzamento com a rua barão Tatui

A enorme chácara das Palmeiras - que ainda em 1872 tinha casa grande, senzalas, armazéns, cocheiras, plantações de chá e mandioca e vastos capinzais - transformou-se nas ruas da Imaculada conceição, Baronesa de Itu, Martim Francisco, Barão de Tatui, Angélica, Alameda Barros e outras. Parte da Rua das Palmeiras, porém, resultou do retalhamento da chácara Mauá que pertenceu ao Dr Francisco de Aguiar Barros e ao alemão Frederico Glette. Essa chácara Mauá - que antes se chamara Campo Redondo e depois, em 1887, Charpe - tinha sua sede em um enorme prédio colonial, acaçapado, que mais tarde serviria de residência episcopal e de colégio.  Glette e seu patrício Nothmann pegaram essas terras da chácara Mauá e fizeram delas o bairro dos Campos Elíseos, entre 1882 e 1890, com a Alameda Barão de Piracicaba, o Largo Princesa \Isabel e as Ruas General Osório, dos Protestantes, do Triunfo, dos Andradas, dos Gusmões, Duque de Caxias, Helvétia, Glette, Nothmann e outras."

No jornal "Estadão" de 1952 foi publicado um anucnio sober o "edifico baronesa de Itu" no bairro Higenopolis, localizado na esquina com a Rua Basilio Machado.
Ainda existe hoje, mas queria saber porque foi nomeado assim ? 

edifico baronesa de Itu, 1952
jornal estadão



edifcio baronesa de Itu


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Viena, o carnaval é valsa

Em Viena, Austria, o carnaval não e samba mas bailes de valsa !.

Lucia e Victor de Barros
ca. 1902-1904, Viena, Austria
Minha avó Lucia Benesch-Barth (1893-1989) me contou sobre os bailes em Viena quando ela foi jovem ao inicio do sec. XIX. Foi em um destes bailes que ela conheceu o meu avô Victor Francisco Xavier de Barros (1888-1969) filho do Dr. Bento Xavier Paes de Barros e Emma Florentina Maria von Körmendy. O Bento conheceu a sua primeira esposa Emma proprio aqui, na Viena, em ca. 1885.....


Immagine: 
valsando num baile de Fasching (palavra alemao para o Carnaval):
você se inclina para trás, nos braços de seu parceiro. Ele está guiando você com movimentos perfeitamente a tempo de melodias cadençadas da orquestra de cordas tocando a bonita valsa “Danúbio Azul” de Johann Strauss......
A sala está brilhando com lustres e tem uma concentração, reminiscente de um século anterior, quando a nobreza teria comemorado seus últimos indulgências da temporada de inverno em palácios mantidos tudo para si como nos filmes de imperatriz Sissi......

Viena originalmente celebrou Fasching” (ou Carnaval) a partir da 11ª hora do 11º dia do 11º mês (Novembre) até as Cinzas. Bem três meses !! O “Faschingsdienstag(mardi gras) foi o último suspiro antes da chegada dos 40 dias da Quaresma, quando a religião cristã coloca seu dedo plúmbeo na indulgência, exigindo abstinência de algo sobre-desejado, como chocolate, álcool ou despesa, até à Páscoa

Hoje tambem têm muitas opções para bailes no calendário de Viena.Os bailes são antiga tradição e os Vieneses tem muito orgulho para isso. A alta temporada começa no início do novo ano, o primeiro evento é, entretanto, a Abertura do carnaval em 11 de Novembre, quando o centro da cidade é transformado em um grande salão de dança, pelas escolas de dança de Viena. Mais tarde em Novembre o Baile da Cruz Vermelha acontece na Prefeitura Municipal da cidade por uma boa causa, Na virada do ano ocorre o elegante Baile de Réveillon na Hofburg, o antigo palacio imperial. 
Mais de 150 bailes são oficialmente programados e pelo menos 300 em todos têm lugar, organizados pela cidade, associações profissionais, igrejas, organizações empresariais, comitês, escolas e clubes, todos abertos ao público, onde até 4.000 pessoas podem ser acomodar em um evento único.

O momento é propício, porque o  humor e o espirito da gente facilmente descem para notas mais baixas de energia, até mesmo a depressão! Claro, em esta cidade sem litoral com interminaveis dias cinzentos e invernos chuvosos e frios!
Música ! 
Música mantem a gente de Viena em bom humor. Um pouco de encanto e cair nas festas é muito facil.

Em muitas partes do sul da Alemanha, na Austria e na Suíça, o Carnaval é chamado Fasching” ou  Fasnacht”, derivados deFastnacht” o que vem de “Nacht”  = noite e “Fasten” = jejum, Noite de jejum; isso é o tempo antes da Quaresma. Essas palavres possivelmente são tambem derivados do "Fastenschank", a bebida que, em dias antigos foi consumido em abundância antes do início do jejum. Ninguém sabe ao certo. Mas a palavra "Fasching" remonta à palavra germânica medieval Vaschang” que significa literalmente a última porção de bebidas alcoólicas antes da Quaresma.

Olhando para muitas máscaras, figuras e costumes, parece que houve antigos ritos transportados também da epocas pré-cristãos como, por exemplo, os da religião celta. Estes ritos incluim a mudança dos meses frios do inverno no verão quente e frutífera.
Em essa epoca pré-cristão as pessoas tentaram espantar o inverno ficando vestidas como fantasmas, duendes e figuras assustadoras, batevamcom paus de madeira fazendo um barulho horrível com chocalhos ou catracas para afastar todos os maus fantasmas do inverno.
Este tradição ainda é possível encontrar em regiões alpinas na Suiça e Austria e tambem Itàlia e é uma tradição muito antiga. No Carnaval na Suiça ainda hoje usem fazer uma grande bacana com grupos de musicos que tocam varios tipos de musica, com tamburos, tubas e flautins etc, marchando pelas ruas das cidades com vestidos e masceras muitos fantasiosos.

"Carnaval" vem do latim Carne vale (adeus a carnee dos festivais de "Saturnalia" e "Lupercalia" no antigo imperio dos Romanos. A festa da Lupercália simbolizava a purificação que devia acontecer em Roma ao fim do ano (que começava em Março). A Saturnália era um festival romano em honra ao deus Saturno que ocorria no mês de dezembro, no solstício de inverno (era celebrada no dia 17 de dezembro, mas ao longo dos tempos foi alargada à semana completa, terminando a 25 de dezembro). As Saturnálias tinham início com grandes banquetes e sacrifícios; os participantes tinham o hábito de saudar-se com io Saturnalia, acompanhado por doações simbólicas

E com isso voltamos para comida, bebida e festas:
Tambem em Viena, o espírito de Carnaval tem evoluído de uma forma diferente:
De acordo com uma versão na historia, era o despotismo iluminado do imperador Joseph II, que reinou de 1765-1790 e que encorajou as celebrações em todos os níveis da sociedade. Continuando as tradições de sua mãe, a imperatriz Maria Theresia (1717-1780), Joseph II apoiou a emancipação dos camponeses, realizando as inovações da mãe na educação pública, a secularização das ordens da igreja e religiosos, das empresas privadas para ganhar riqueza independentemente, tornando assim possível o surgimento de uma nova classe média.


Embora não seja exclusivo para a Áustria, o estilo da transição aqui foi abrangente e não competitivo, e na Áustria as festividades das pessoas comuns começaram a se tornar parte de vida cotidiana, para todos, não só apenas para a elite.

Iniciada como celebrações de rua, as festas de “Fasching” significava que TODOS estavam fantasiados e mascarados. O condé pode ser disfarçado como um alfaiate, um limpador de rua pode ser um marquês ou senhor. Mas o comportamento do público, muitas vezes tornou-se tão estridente que essa folia foi levado para dentro as casas. Então máscaras já não tivem mesma importância e foram substituídos com o disfarce de opulência temporária, hoje um fenômeno comum de muitas festas.de carnaval. Qualquer um pode ser rei ou rainha por uma noite!

Então, foram construídas salões de baile em toda Viena, muitas vezes separados dos palácios ou as casas da aristocracia.
Sala "zum Sperl", Viena, Austria

O mais famoso foi provavelmente oApollo Saal”, que foi concluída em 1808, com cinco enormes salões de baile, 44camaras”, três conservatórios enormes e treze cozinhas, todos totalmente enfeitados em estilo muito romantico com lustres, flores em toda a parte, grutas e até mesmo um lago com cisnes reais.

Em 1814-1815, participantes do "Congresso de Viena", diziam que tal luxo vienense foi comparável à Roma antiga, o que significou tambem decadente.(Famosas são as palavras de Charles-Joseph Lamoral, 7° Príncipe de Ligne: "Le congrès danse beaucoup, Mais il ne marche pas" O Congresso dança muito, mas  não marcha, não continua por as muitas festas ).

O Imperador Franz Joseph I (1848-1916) continuaria os esforços de seu tio-avô com as reformas de modernização.Seja nas salas de camara municipal ou as salas de concertos, seja homem rico, homem pobre, mestre padeiro ou limpador de chaminés, advogado, farmacêutico ou florista, todo o tipo de profissão ou sociedade celebrouFasching” com os seus próprios bailes equilbrando assim a inveja que poderia ter se tornado malícia ou esnobismo entre as classes de sociedade.
baile da corte,
Viena, Austria ca 1890
Hoje, partes do protocolo ainda permanecem, e as famílias ricas ou de nobreza são reverenciadas, respeitando as tradições que remontam profundamente até os tempos do Império Habsburgo quando um “cavalheiro” escova os lábios em uma luva, murmurando "küss die Hand ". ( beijo a mão)
.
Embora, a música sempre esteve presente em várias formas ao longo dos anos na Corte dos “Habsburgos”. Em todas as suas festas formais, no decorrer do XIX século, a família Strauss, familia de compositores,  em particular Johann Strauss Jr. (1825-1899), revolucionou a dança em ritmo  ¾,  elevando-a de uma polka camponês simples ao entretenimento de elegância, digna dos Habsburgos.
 O famoso “Danúbio Azul, op. 314, escrito em 1867, era uma vez uma valsa coral com simples palavras escritas por um poeta local, que se tornou, sob a transformação de Johann, a dança de baile numero 1, entre as melodias de polcas, marchas etc, bem como a opereta  "Die Fledermaus". ("O Morcego") Strauss tornou-se conhecido como o "Rei da Valsa" e foi nomeado Kaiserlich Königlicher Hofballmusikdirektor” , Diretor de Musica da corte Real e Imperial para a Musica de bailes  Foi quase um real !!
O sucesso douradouro do “Danubio Blu” foi entao muito claro tambem para os outros grandes músicos da época, e ninguém menos que Johannes Brahms comentou que a única coisa que ele não gostava sobre a valsa do Danubio Azul era que  nao for ele mesmo que tive escrito esta musica.

Uma importância fundamental para o sucesso de toda essa pompa e glória hoje é aTanzschule Elmayer”, a escola de dança mais famoso em Viena, hoje em dia em sua quinta geração.
Ninguém que quer assistir a um baile em Vienna  quer vir despreparado!!
Seja um “oldie” seja juvenil. muitos podem ser encontrados na escola fazendo um curso de ripetiçao antes assistir a um baile. Possa parecer curiso e inútil......mas saber os passos de dança são absolutamente necessários; caso contrário, é melhor não se aventurar na pista de dança. Além da valsa tem tambem lembrar foxtrot e tango, quickstep e polca que estão entre os favoritos tradicionais. Cha cha, rumba, e twist podem seguir. 
Thomas Schäfer-Elmayer preside hoje como Mestre de dança e coreógrafo de mais de 50 bailes mais importantes a cada temporada. Ele supervisiona o baile  dos debutantes, que abre muitas das bailes mais glamourosas com a apresentação de jovens senhoras vestidas de branco sendo oficialmente apresentadas à sociedade, uma tradição que remonta à monarquia.
Em seguida, à meia-noite, ele dirige a famosa quadrilha de 300 anos de idade, que mistura jovens e velhos em linha formal de dança, semelhante a dança de musica country ingles ou a Virginia Reel na América..Depois tem a dança do “galop”  e  quando arriva a chamada de mudar direção de dança, a alegria se pode transformar em pânico para alguns dançarinos que na confusão acabam em uma pilha no chão. Em um baile vienense, ninguém fica pomposo por muito tempo.....

O mais historico baile é oKaiserball” (Baile do Imperador) com o qual começa a temporada na véspera do Ano Novo noHofburg”.  No “Rathaus” (Câmara Municipal)  tem entre muitos outros, o Blumenball”  (Baile das flores).Muitos amados são tambem  o “baile dos Filharmonicos” no Musikverein e o “baile  da Opera”. Depois tem O "Techniker Ball", também realizada no famoso Musikverein, onde tem muitos businessmen de  todo o mundo.O mais colorido, o melhor é o “baile de Rudolfina Redoute" no Hofburg ", um dos poucos  bailes em máscaras onde são as senhoras escolher cavalheiros. Outros bailes de máscaras são chamados "gschnas",  palavra de dialeto para dizer “festa de Fasching” que é bastante informal. O baile mais conservadoro é o "Jägerball" (baile do caçador), que exige que você esté vestido com a Tracht” (vestido nacional austríaca).
Depois, há o “Regenbogen-Ball” o baile do arco-íris, realizado pela primeira vez em 1998, agora no Parkhotel Schönbrunn, onde lésbicas, gays e transexuais se reunem com incríveis vestidos. Com o "Life Ball" Viena apóia as pesquisas
médicas de AIDS. O baile é realizada no mes de Maio na Câmara Municipal, onde podem-se encontrar, celebridades internacionais, e decorações
surpreendentes  pelo menos para 40.000 pessoas.
O mais famoso é o "Opernball" o Baile da Ópera na Ópera Estatal de Viena após o qual alguns ainda vinculam uma visita ao Baile das Rosas, na mesma data, no Palais Auersperg. Para aqueles com boa resistência, há no dia seguinte o Baile Bonbon na Konzerthaus, depois tem o Baile dos Confeiteiros de Viena na Hofburg  Baile do Kaffeesieder tambem na Hofburg. Porém, o calendário de bailes vienenses está longe de estar completo: Há ainda o "Concordia-Ball" que é o Baile dos Jornalistas, os bailes dos Médicos, dos Juristas, o Baile Johann-Strauß, o baile dos proprietarios dos cafe, etc. etc.


Ainda, após boas oito horas de dança, vagando e socializando através de salas intermináveis nos espaços maiores, o participante dos bailes arriva à 5h00 da manhã,  hora  em que muitos cafés abrem especialmente cedo, oferecendo Gulasch ou Käsekrainer (salsicha grelhada crocante com queijo). "Saturnalia" esta no fim, mas  muitas pessoas tem ir trabalhar !.
O famosoFaschingskrapfen” (uma espécie de rosquinha ou donut) pode ajudar! Trata-se de um doce prazer desde 1650  quando
segundo as lendas, a senhora  Krapf  vendia estos bolos fritos encheados com geléia de frutas.


Quem sabe se o  Dr. Bento Xavier Paes de Barros (18??-1945) e 
bisavõ de Tiffany, vindo de São Paulo para estudar em Viena juntamente com seus irmãos Francisco e Fernao, entre  1885-1888,  tambem frequentou os bailes e conheceu assim a sua futura esposa e bisavó de Tiffany, Emma Florentina von Kormendy? Bailavam as valsas de Johann Strauss????