“Cada pessoa tem a sua historia. - Cada pessoa tem uma familia. - Cada familia tem origems. - Você não é apenas o que você imagina que é!"


quinta-feira, 12 de julho de 2018

PEDRO VAZ DE BARROS (1), TEORIAS E POLEMICAS NA HISTORIA ATE HOJE

Existem alguns estudos sobre a ascendencia ainda discutida de Pedro Vaz de Barros de novo-cristãos. Entre certos historiadores e genealogistas ainda há polêmicas e, sobretudo, nenhum fato claro e provado. E' um tema interessante, mas não quero comentar polémicas entre historiadores e genealogistas.
Acredito que a genealogia e a história não devem ser usadas para questões religiosas ou políticas de vários lobbies de história ou religiões, sociedades privadas ou protagonismo pessoal para propagar as teorias.

Eu gostaria de discutir com você sobre fatos dados e, gostaria  continuar pesquisando e discutir sobre as pesquisas. É por isso que estou sempre entusiasmada com as memórias familiares, bem como documentos escritos e fotográficos, que são uma parte importante da pesquisa e da história como historiografia.

Abraços Tiffany

texto por Manoel Valente Barbas, Revista ASBRAP nr. 7 :

" Informações históricas e genealógicas desse naipe mais causam polêmica, dúvidas, do que esclarecem ou acrescentam algo ao que já se sabe sobre a família "

1) MOURA, AMÉRICO DE.  “Os povoadores do campo de Piratininga (traços biográficos e genealógicos, Separata da REVISTA DO INSTITUTO HISTÓ-RICO E GEOGRÁFICO DE SÃO PAULO. Vol. XLVII, págs. 146 e 147. Este autor parece que possuía muitas informações interessantes e originais, quando escreveu o artigo. Não se sabe se conseguidas através de pesquisas, leitura ou tradição oral familiar ou social. Porém, foi displicente, não pensando na contribuição histórica que poderia realmente dar para o futuro; simplesmente desleixou nas referências/fontes de onde, supõe-se, extraiu suas informações. Algumas destas fontes, simplesmente não menciona; outras, cita de passagem, sem precisar onde foram encontradas ou se achavam arquivadas na ocasião, impedindo uma consulta posterior sobre a matéria. Ele cita o nome dos pais do primeiro Pedro Vaz de Barros: diz serem Jerônimo Poderoso (sic) e Joana Vaz de Barros. Esse Poderoso poderia ser, inclusive, uma má leitura paleológica de Pedroso; mas ele reforça a afirmação ao dar o nome do primeiro filho do casal como An-tônio Poderoso (e acrescenta...”depois Antônio Pedroso de Barros”), aquele que conhecemos por Pedro Taques e Silva Leme também como Antônio Pedroso de Barros. Se essa informação fosse acompanhada pela fonte onde a colhera, seria de grande interesse histórico e genealógico. Mas cai no vácuo de profunda dúvi-da. Outra notícia que dá sobre esse par ancestral é que eram “ambos meio cris-tãos novos”. Mas também não declara de onde tirou essa informação. Como o artigo é de 1952, antecedeu na assertiva a José Gonçalves Salvador (ver Nota 3, abaixo), o que faz supor que este se louvou no primeiro para passar adiante a notícia, infelizmente não baseada em fonte resgatável. Outra informação que dá é que Antônio Pedroso de Barros declarou ao visitador do Santo Ofício, em 1591, na Bahia, ser “tratante”(contratado) para o Peru; aí declarou também os nomes e condição dos pais (descendentes de judeus). Essa notícia seria de grande valor para os descendentes, se fosse fundamentada, mas até o dia de hoje não se sabe onde está esse documento, quem o viu, quem primeiro transmitiu o fato. José Gonçalves Salvador também confirma o caso com as mesmas palavras, talvez se louvando em Antônio Moura, sem apurar se fundamentada ou não. Sobre Pedro Vaz de Barros ( Iº), Moura acrescenta de novidade que era mor-domo da Confraria do Rosário, mas também sem citar datas ou origem da notícia. Diz ainda que recebera uma Sesmaria, em 1501, em Cabo Frio, atualmente, Rio de Janeiro, registrando a seguir : “ ”Sesm.”, I, 201”
2) JOSÉ GONÇALVES SALVADOR, “Os Cristãos-Novos e o Comércio no Atlântico Meridional”, págs. 65, 82, 95, 102, 104, 113, 130, 231,359, 369; “Cris-tãos-Novos, Jesuitas e Inquisição”, págs. 17, 46, 47, 52, 169, 172, 173, 185); “Cristãos-Novos – Povoamento e Conquista do Solo Brasileiro”, Editora Pionei-ra/MEC, págs. 7, 8, 13, 14, 32, 34, 62). A idade dos irmãos Pedrosos de Barros, além de outros cálculos, pode-se confrontar com que este autor diz, na p. 65, do primeiro livro aqui citado: “Um dos tais, rapaz de 21 a 22 anos (estava-se em 1591), chegara do Peru ainda há pouco, aonde fora na qualidade de “tratante”. Seu nome? Antônio Pedroso de Barros, que viria a ser figura de projeção na capitania vicentina”. Dá como referência “Documentos da Visitação de 1591....,cf. Bh 1591, p.195”.
AINDA: Onde estariam, na Bahia, esses documentos que merecem uma publicação caprichada e bem divulgada?

domingo, 11 de março de 2018

Foto familia Leonarda de Aguiar


Foto familia com ao centro :
Leonarda de Aguiar, 4a avó de Tiffany :

a direito: Gertrudes de Aguiar Paes de Barros, filha de Leonarda, com o seu primo e marido, Francisco Xavier Paes de Barros, futuro barão de Tatui, ( são os 3°s avós de Tiffany)
Á esquerda, Dr. Rafael de Aguiar Barros, filho de Leonarda, com a sua prima e esposa, Francisca Carolina de Azevedo, 3°s tio-avós de Tiffany.

Leonarda de Aguiar foi filha do Coronel Antonio Francisco de Aguiar e de Gertrudes Eufrosina Ayres. Leonarda foi irmã do famoso brigadeiro Raphael Tobias de Aguiar.
Ela casou na idade de 14 anos em Sorocaba no dia 24.12.1820  com o cap.mor Bento Paes de Barros, futuro barão de Itu (em 12.10.1846), o qual na epoca havia 32 anos e foi filho de Antonio de Barros Penteado e Maria Paula Machado, ricos fazendeiros em Itu.

Leonarda de Aguiar e Bento Paes de Barros tiveram 6 filhos: 
  • Dr, Antonio de Aguiar Barros, futuro Marquês de Itu, 25.12.1823-30.1.1899 (c/c com sua prima Antonia de Aguiar, filha do 1° barão de Piracicaba e  tio do Dr. Antonio)
  • Dr. Rafael Aguiar Paes de Barros  28.12.1825-12.3.1889, (c/c com sua prima Francisca de Azevedo de Barros falecida em 11.7.1929)
  • Gertrudes Aguiar Paes de Barros (á direito na foto),  ca. 1830- 6.9.1878, c/c com seu primo, o filho do seu tio Francisco Xavier, irmão do barão de Itu e pai de Gertrudes..
  • Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros 23.1.1839-19.8.1890 (c/c com sua prima-sobrinha Maria Angelica de Souza Queiroz, filha do primo do Dr. Francisco Xavier, o Senador Antonio de Souza Queiros, e Antonia Eufrozina Vergueiro, filha do Senador Vergueiro)
  • Leonarda de Aguiar,  falecida em 1856, foi a 1a esposa do seu primo, o Coronel Rahael Tobias de Barros, 2° barâo de Piracicaba, sem filhos).
  • Anna de Aguiar Barros.falecida em 1901,(c/c com seu primo João Tobias de Aguiar e Castro, filho da marquesa de Santos e o Brigadeiro Raphael Tobias de Aguiar. Este ultimo irmão de Leonarda, e mãe de Anna).
Foto encontrada com o primo AntonioVeriano Pereira, Obrigada !

domingo, 15 de outubro de 2017

Fazenda São Pedro, Santa Barbara d'Oeste (SP)

Fazenda São Pedro, Santa Barbara d'Oeste (SP). a casa grande
(Foto tirada por Rodney no Flickr):



Os prédios antigos e rústicos exercem uma atração inexplicável sobre mim ;é coisa que não sei explicar muito bem. Talvez por não parecerem frios como os edifícios modernos. Talvez por esconderem histórias que eu, curiosa inveterada, anseio por conhecer. Talvez seja o mistério do desconhecido, talvez pela historia esquecida......
A fazenda São Pedro em Santa Barbara d'Oeste (SP) pertenceu ao Barão de Tatui (Francisco Xavier Paes de Barros) trisavô de Tiffany,  até 1877 (ainda não tive o titulo de barão) quando ele a vendeu ao senhor Joao Federico Rehder (imigrante alemão do Holstein), intermediado pelo Dr. Prudente de Morais, ainda advogado na epoca e primo distante do Barão Tatui. A empresa Vergueiro & Cia, com filial em Hamburgo, fez contratos de parceria com 56 famílias de Holstein dispostas a trabalhar no Brasil, entre elas a família Rehder, que se dirigiu para Fazenda São Jerônimo em Limeira de propriedade do Barão Souza Queiroz.

A venda marcou o início da fase canavieira da cidade de Santa Barbara na epoca e comencou a era da Usina Santa Barbara, usina de açúcar e álcool.
Hoje, de todo esse periodo, quase tudo é só lembrança e saudade .. demais é esquecido o periodo anterior..

Do periodo da usina Santa Barbara d'Oeste e do Joao Federico Rehder tem ampla documentação na fondaçao Romi.

Eu seria muito curiosa saber mais do periodo 1860-1876, anterior a venda ao senhor Rehder... Alguém sabe ?

segunda-feira, 2 de março de 2015

Passeio genealogico de familia Paes de Barros nas ruas de São Paulo I

A passeio nas ruas de São Paulo com a familia dos meus 4°s avós, Dona Leonarda de Aguiar e Bento Paes de Barros, o 1° barâo de Itu


D. Leonarda
Paes de Barros
Bento Paes de Barros
Barão de Itu
Dona Leonarda Francisca de Aguiar, 4° avó de Tiffany, nasceu 1806 em Sorocaba e foi irmã do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, lider na Revoluçao de 1842. Com só 14 anos ela casou 1820  com Bento Paes de Barros, o futuro Barão de Itu, que tem 32 anos quando casou. ! O barâo de Itu foi um abastado fazendeiro, produtor de café e capitão-mor de Itu.  Pelos serviços relevantes prestados à vila de Itu foi agraciado com o titulo de barão de itu, concendio em 1846 por D. Pedro II.
Foi o primeiro Ituano a receber um titulo de nobreza.Em meados do XIX sec mandou costruir uma nova casa. Pouco tempo residiu na casa, pois faleceu em 1858 A casa ainda existe e abriga hoje o espacio cultural "Almeida Junior". Do que eu sei, D. Leonarda não tive titulo de nobreza. Ainda acho que foi entâo costume chamar-a assim sendo esposa, mãe, cunhada, sobrinha de barões e marquês. Nâo encontrei informação do que ela morou tambem em São Paulo. Muito provavelmente, D. Leonarda visitou os seus filhos em São Paulo. O barão de Itu faleceu em Itu com 70 anos em 1858 e Dona Leonarda com 74 em 1881. D. Leonarda foi homenaegada com a rua baronesa de Itu em São Paulo.

Tivem os 6 seguintes  filhos 


palacete
Marquesa de Itu
Vila dos Ingleses, São Paulo
1. Dr. Antonio de Aguiar Barros,  futuro Marquês de Itunasceu 1823 em Itu e foi casado com sua prima Antonia Paes de Barros (filha do 1° barâo de Piracicaba, irmão do Barao de Itu, e Gertrudes de Aguiar, irmã de Dona Leonarda Francisca de Aguiar.) Ele faleceu em 1889 em São Paulo. O Casal não tive filhos. O marquês foi genro e tambem sobrinho do 1° barao de Piracicaba que entorno de 1868 tinho vindo na cidade de São Paulo e com ele muitos outros sobrinhos e genros. Foi nas terras do 1° barao de Piracicaba onde o Marquêss de Itu offereceu um terreno à imperial Sociedade Portuguesa de Beneficência para a construção de seu hospital (1873-1876) 
Na Rua Florencio de Abreu hoje bairro de Luz, a marquesa tive um belo palacete perto de Avenida Tiradentes, que mais tarde foi demolido. As terras foram herdadas pela sua neta-sobrinha Eliza de Aguiar e Castro, neta de Anna de Aguiar e João Toibas de Aguiar e Castro (n° 5 adiante Anna foi irmã do Marques de Itu). Na parte posterior do antigo palacete foi costruida por o marido de Eliza, o engenheiro Eduardo Aguiar d'Andrada (filho do Barão de Aguiar) a Vila de Marquesa de Itu, mais tarde nomeada "Vila dos ingleses". Vila dos Ingleses fica em uma rua sem saida na Rua Maua.Existe tambem hoje e foi recentemente tombada.
O Marquês de Itu faleceu em 30 de Janeiro de 1889.




2. Gertrudes Aguiar Paes de Barros, nasceu ca. 1830 em Itu e casou em 
Inauguração Viaduto do Cha com
casa dos barôes Tatui demolida
Viaduto do Chà e
atual praça do Patriarca
1854 com seu primo Francisco Xavier Paes de Barros o Barão de Tatui. (ele filho do capitao Chico, Francisco Xavier Paes de Barros, tambèm irmão do Barao de Itu).  Gertrudes e o Barão de Tatui são trisavós.de Tiffany. Gertrudes faleceu em 1878 em Itu, mas é enterrada no jazigo da familia do Barão de Tatui no Cemiterio da Consolação em São Paulo. O Barâo de Tatui casou 2a vez com Cerina de Castro e Souza, a viúva do Barâo de Itapetininga. Ela herdou o casarão no Morro do Chà que foi demolida quando vem costruido o Viaduto do Chà. Depois a sua morte as terras do Chà foram herdadas da sua 
filha Antonia dos Santos Silva, filha do primeiro casamento de D. Cerina com o barão de Itapetininga. Antonia foi casada com o Condé de Prates que mais tarde mandou à costruir os palacetes gemêos Prates no vale de Ahangabau. Hoje nunca existem.




Avenida Paes de Barros Mooca
3. Dr. Rafael Aguiar Paes de Barros, nasceu na cidade de Itu no dia de 28 de Dezembro de 1835. Foi casado com
Hipodromo, Rua Bresser
São Palo
sua prima Francisca de Azevedo Barros. 
Formado em Direito, Rafael Aguiar Paes de Barros defendia causas extravagantes como o fim da escravidão e, em pleno regime monárquico, foi eleito Vereador pelo Partido Republicano Paulista. De retorno da Europa fundou em 1876 o Clube de Corridas Paulistano depois em suas terras o Hipodromo na rua Bresser em São Paulo. O Dr. Rafael Aguiar Paes de Barros foi homenaegado com a Avenida Paes de Barros aberta nas suas terras. Foi no "Alto de Mooca" onde tive fazenda e os seus cavalos. Também foi um dos fundadores do Jornal A Província de São Paulo. Após a proclamação da República (1889) esse jornal passou a se chamar O Estado de S. Paulo.


4. Leonarda de Aguiar, mesmo nome de mãe, foi a primeira esposa do seu primo Rafael Tobias de Aguiar Barros, futuro 2° barao de Piracicaba e filho do 1° barao de Piracicaba. O Casal não tive filhos.Ela faleceu em 1858. Rafael Tobias de Aguiar Barros casou 2a vez com Maria Joaquina de Oliveira Mello, cunhada do Condé Pinhal e filha do Visconde do Rio Claro, José Estanislau de Oliveira.


5. Anna Barros de Aguiar, casou em 1858 com seu primo materno, Joâo Tobias de Aguiar e Castro, filho do brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar e Domitilia de Castro e Canto (Marquesa de Santos).
Vila dos Ingleses 1978
Foto
Leonardo Hatanaka
Acervo Sempla
Anna faleceu em 1901. Com refere a primeira ediçâo do jornal " A provincia de São Paulo" do 04.01.1875 o Dr. João Tobias de Aguiar partecipou com outros fazendeiros e senhores, o Dr. João Francisco de Paula Souza, com o Dr. Rafael Paes de Barros (o primeiro seu primo e o outro seu primo e cunhado) com Major Diogo Antonio de Barros (tambem seu primo) da sociedade em comandita do jornal de tendencia republicana "A provincia de São Paulo" .A sua neta-sobrinha Eliza, foi criada da Marquesa de Itu (ver n° 1) e herdou o palacete na Florencio de Abreu. Eliza casou com o engenheiro Eduardo Aguiar de Andranda, filho do Barao de Aguiar que mais tarde entre 1915-1919 mandou a costruir 28 sobrados geminados, onde viviam os engenheiros britânicos que vieram trabalhar na construção do prédio da Estação da Luz, na primeira metade do século passado.Nas décadas seguintes (de 20-50) as vilas serão destinadas à classe média. A Vila dos Ingleses recentemente foi restaurada por um bisneto de Eliza e Eduardo e os predios foram tombados.


6. Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros, nasceu em 23 de fevreiro 1839 , foi casado com sua prima Maria Angelica de Souza Queiroz. Ela foi neta do Brigadeiro Luiz Antonio de Souza Queiroz e Genebra de Barros Leite. D.Genebra foi irmã do Barão de Itu, do Barao de Piracicaba e do cap.Chico, Francisico Xavier Paes de Barros. O Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros e D. Maria Angelica moraram na
Rua baronesa de Itu
em cruzamento com a rua barão Tatui

Chacara Palmeiras. Arrematada em leilão, a 23 de janeiro de 1874, por Domingos Marques da Silva (ou da Silveira) Airosa, a Chácara das Palmeiras, foi em seguida adquirida pelo Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros, depois daria origem ao bairro das Palmeiras, um enclave de Santa Cecília. 
Faleceu o Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros em 19 de agosto 1890. Apôs a morte de seu marido em 1890, D. Maria Angelica vendeu as terras de Chacara Palmeiras e em 1893, mudou-se para a nova casa que havia mandado construir na esquina da atual Av. Angélica com a Alameda Barros, no meio de um belíssimo jardim com chafariz, que infelizmente foi demolido para a construção de um complexo de edifícios residenciais com centro comercial no térreo. Fazia, em geral, referência a membros de sua família ou a antigos correligionários políticos. A Rua Conselheiro Brotero, por exemplo, traz à lembrança o nome do José Maria de Avelar Brotero (1798-1873), ilustre professor da Academia de Direito, pai de Frederico Dabney de Avelar Brotero (1840-1900), este por sua vez sogro de um filho já então falecido do Dr. Francisco Xavier Aguiar Barros e Maria Angélica. Ela também celebrou o sobrenome do marido morto, abrindo a Alameda Barros, e o título de sua sogra, Leonarda de Aguiar, uma de suas tias-avós, atribuindo o nome de Baronesa de Itu a uma outra rua.
A enorme chácara das Palmeiras - que ainda em 1872 tinha casa grande, senzalas, armazéns, cocheiras, plantações de chá e mandioca e vastos capinzais - transformou-se nas ruas da Imaculada conceição, Baronesa de Itu, Martim Francisco, Barão de Tatui, Angélica, Alameda Barros e outras. Parte da Rua das Palmeiras, porém, resultou do retalhamento da chácara Mauá que pertenceu ao Dr Francisco de Aguiar Barros e ao alemão Frederico Glette. Essa chácara Mauá - que antes se chamara Campo Redondo e depois, em 1887, Charpe - tinha sua sede em um enorme prédio colonial, acaçapado, que mais tarde serviria de residência episcopal e de colégio.  Glette e seu patrício Nothmann pegaram essas terras da chácara Mauá e fizeram delas o bairro dos Campos Elíseos, entre 1882 e 1890, com a Alameda Barão de Piracicaba, o Largo Princesa \Isabel e as Ruas General Osório, dos Protestantes, do Triunfo, dos Andradas, dos Gusmões, Duque de Caxias, Helvétia, Glette, Nothmann e outras."

No jornal "Estadão" de 1952 foi publicado um anuncio sober o "edifico baronesa de Itu" no bairro Higenopolis, localizado na esquina com a Rua Basilio Machado.
Ainda existe hoje, mas queria saber porque foi nomeado assim ? 

edifico baronesa de Itu, 1952
jornal estadão



edifcio baronesa de Itu


sábado, 13 de setembro de 2014

Memorias na familia Paes de Barros 2 - Dona Paulina de Souza Queiroz

Dona Paulina de Souza Queiroz,  nascida em São Paulo aos 19 de Julho de 1859 e falecida em São Paulo aos 09 de Novembro de 1936 e sobrinha do Barao de Tatui, Francisco Xavier Paes de Barros, trisavô de Tiffany.
Quadro de Dona Paulina de Souza Queiroz
no site de "crèche baronesa Limeira"
em São Paulo


Foi a fundadora da "crêche baronesa Limeira" A prima Paulina casou em 15.07.1879 com o sr. Dr. Julio Benedicto Ottoni. Não tivem filhos. O casamento foi anulado por decreto papal. 
(O Dr. Julio Benedicto Ottoni foi irmão de Ermelinda Ottoni que foi casada com Luiz Vicente de Souza Queiroz, irmão de Paulina e fundador do ESALQ em Piracicaba).
(O Dr. Julio Benedicto Ottoni, irmão de Ermelinda e Christiano Benedicto Ottoni junior, filhos do conselheiro Christiano Benedicto Ottoni (pai) homem público, bastante conhecido no Rio de Janeiro e Barbara Balbina de Araujo Maya)..

Dona Paulina foi filha dos barões de Limeira (Vicente de Souza Queiroz e Francisca de Paula Sousa),
neta paterna do brigadeiro Luiz Antonio de Souza e GENEBRA DE BARROS LEITE,
neta materna do Conselheiro Francisco de Paula Sousa e Mello e MARIA DE BARROS LEITE. (Genebra  e Maria de Barros Leite foram irmãs, ambas filhas de Antonio de Barros Penteado e Maria Paula Machado, 5°s avós de Tiffany).


O barão de Limeira, Vicente de Souza Queiroz, nascido em 6/3/1813 e falecido em Baependi na Província de Minas Gerais a 6/9/1872. Era filho do brigadeiro Luiz Antonio de Souza, fidalgo com brasão de armas e de Genebra de Barros Leite, filha do capitão Antonio de Barros Penteado e de Maria de Paula Souza. O Barão de Limeira foi Vereador da Câmara Municipal da Cidade de São Paulo realizou importantes melhoramentos que muito contribuíram para o desenvolvimento desta capital. Foi nomeado em 1850, presidente da Província de São Paulo, cargo este que recusou. Durante a guerra do Paraguai equipou e armou os soldados que ofereceu ao governo.
O Barão de Limeira casou com Francisca de Paula Souza e Mello, sua prima, filha do Conselheiro e Senador Francisco de Paula Souza e Mello e de Maria de Barros que era filha do 1º Barão de Piracicaba, tio do Barão de Limeira por ser irmão de Genebra de Barros Leite.

O casal teve 15 filhos:
1º Genebra, 2º Francisca Miquelina, 3º Vicente, 4º Maria Olésia (*) c.c. Carlos Antonio de França Carvalho, 5º Luiz Vicente, (foto)  6º Ângela, 7º Francisco, 8º Paulo, 9º Alice, 10º Carolina, 11º Paulina, 12º Antonio Vicente, 13º Fernão, 14º Teobaldo, 15º José Vicente.

O titulo de Barão de Llimeira lhe foi concendido em 05.01.1818, por D. João VI  ao brigadeiro Luiz Antonio de Souza (pai de Vicente) e foi usado pelo Barão de  Limeira com coroa de Barão após concessão do Imperador Pedro II a 1/2/1867. Depois de sua morte o brasâo foi usado tambem pelo Barão de Souza Queiroz (Francisco Antonio de Souza Queiros, irmão de Vicente e tio de Dona Paulina) com coroa de Conde por ter obtido a 14/10/1874 título de Barão com Grandeza, por concessão do Imperador Pedro II. (texto por genealogia historia, Anibal Fernandes de Almeida)

No seu testamento se pode ler que Dona Paulina viveu alguns anos em São Paulo com a sua prima de terceiro grau, Andrezina da Silva Barros.(Andrezina foi filha de Anna Leopoldina Lopes de Oliveira (da Silva Guimaraes) e de (clique) Raphael de Aguiar Barros irmão do Barão de Tatui  Francisco Xavier Paes de Barros, este ultimo trisavô de Tiffany).

No testamento se pode ver os bens por ela deixados e distribuídos para os parentes próximos e aos mais dos humildes serviçais de sua casa, além das instituições ás crianças desamparadas.
Era uma grande faixa de terra toda plantada com um grande pomar que ela faz menção no seu testamento pedindo para que as árvores não fossem cortadas para não espantar os pássaros. Uma mulher de grande valor e muito adiantada para o seu tempo!


A) Memorias de familia do meu primo Octacilio Dias de Almeida:

A Andrezina da Silva Barros, (nota por Tiffany: irmã de Alice, avó do primo Octacilio Dias de Almeida, autor de este texto) foi dama de companhia da Sra. Paulina de Souza Queiros, que sempre estavam viajando para França e Suíça, pois Dona Paulina como já lhe contei, possuía casa em Paris e casa em Berna na Suiça.

A tia Zina (Adrezina da Silva Barros) após a morte da sua prima Paulina, herdou uma chácara em Taubaté chamada “Chácara da Baronesa” que na verdade seu verdadeiro nome era “Quinta da Fonte” denominação essa dada pela própria Dona Paulina, porém mais conhecida como a chácara da Baronesa conforme consta em testamento da mesma.

Tia Zina foi então morar em Taubaté, em sua chácara, pois a casa da prima Paulina, em São Paulo, foi fazer parte do patrimônio da instituição para meninas desamparadas criada pela prima Paulina, a “Creche Baronesa de Limeira”.

Ela foi morar lá em Taubaté e convidou para também lá morarem um casal, parentes de outro ramo familiar, que depois de alguns anos obrigaram a ela vender a chácara, comprar uma casa para eles e no fim, a obrigaram ir para outro lugar, quando vovó Alice, sua irmã, a recolheu em nossa casa.

Assim a tia Zina viveu um tempo na companhia de sua irmã Alice, sua sobrinha Maria de Lourdes Barros Dias de Almeida casada pela segunda vez com Octacilio de Almeida; seu sobrinho neto Octacilio Dias de Almeida (filho) e sua sobrinha neta Maria de Lourdes Dias de Almeida.
Tia Zina já estava com idade e a sua vista estava diminuindo devido á catarata, assim acabei lendo para ela, como papagaio os seus livros em francês, mas antes tia Zina me ensinou a pronúncia do francês  e começou depois a me ensinar o idioma francês.
Conversávamos muito e sempre a ajudava na sua locomoção pois sua vista continuava a piorar. Ela tinha sempre uma esperança, porque falava-se que nos Estados Unidos já estavam fazendo cirurgias de cataratas com ótimos resultados!

Numa dessas conversas ela me contou uma história muito interessante que aconteceu numa das vezes que foram para a Europa; ao passarem por Paris a caminho da Suíça, encontraram duas alunas brasileiras que estavam estudando em Paris, então a prima Paulina as convidou para irem para Suíça, pois as mesmas estavam de férias escolares.

Foram para Suíça e se hospedaram na casa da prima Paulina todo o tempo das férias.

Essas duas estudantes se tornaram artistas famosas, pois eram Bidú Sayão e Guiomar Novaes!
Bidú Sayão acabou indo morar nos Estados Unidos e Guiomar Novaes voltou para o Brasil, e numa ocasião a prima Paulina solicitou um concerto da Guiomar Novaes em prol da Creche Baronesa de Limeira, mas nunca foi atendida!

Estive em sua casa lá por volta de 1944 ou 45 e era um verdadeiro palacete, ela , claro já era falecida, mas a casa permaneceu  como creche por vários anos até que foi desapropriada para a construção de um grande edifício chamado Palácio Mauá que está até hoje em funcionamento e do viaduto Dona Paulina; o seu terreno que era um fundo de vale, que ia da Rua Riachuelo, no Largo de São Francisco, até o largo Osvaldo Cruz donde inicia a Avenida Paulista. na verdade, esse fundo de vale deu lugar á uma grande avenida  a Avenida 23 de Maio que sai desde o vale do Anhangabaú até o Parque do Ibirapuera
 (fonte e texto por meu primo, OCTACILIO DIAS DE ALMEIDA, bisneto de Rafael Aguiar de Barros e Leopoldina da Silva Guiamaraes)


B) Memorias e pesquisas do meu controprimo, Anibal Fernandes de Almeida 

(*) 4º Maria Olésia (irmã de Dona Paulina) c.c. Carlos Antonio de França Carvalho, pais de :
Vicente Carlos
Vicente Carlos c.c. Maria Virgília que é filha do 2º casamento de Bernardino Rodrigues de Avellar, Visconde de Cananéia.
(Maria Virgília é neta do Barão do Ribeirão, tio 3ºavô de Anibal, e bisneta de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Anibal, Patriarca da Família Avellar e Almeida de Vassouras, RJ. Maria Virgília é sobrinha do Barão de Avellar e Almeida, do Barão de Massambará e da Baronesa de Werneck, é sobrinha-neta do 1º Barão de Santa Justa).

Vicente Carlos e Maria Virgília são pais de 4 filhos:

  • Vicente Carlos de França Carvalho Filho c.c. Maria Júlia de Oliveira
  • José Carlos c.c. Noêmia Machado
  • Maria Eugenia (França Machado) Azevedo Castro
  • Antonieta (França Machado) Ferreira de Castro

(fonte e texto do meu controprimo Anibal de Almeida Ferandes (ele tem um otimo site: genealogia historia),


Isso é uma interessante ligação na familia, porque no testamento, enivado-me por o primo Octacilio, Dona Paulina escreveu:

Testamento Dona Paulian de Souza Queiroz
....2º que, o testamento foi apresentado  em data de onze do corrente mez  de Novembro , pelo Dr. Vicente Carlos França Carvalho, que declarou que a testadora Dona Paulina de Souza Queiroz, falleceu nesta capital, onde era domiciliada, no dia nove do corrente mez de Novembro.


testamento Doa Paulina de Souza Queiros
..... Deixo a meus sobrinhos Vicente Carlos de França Carvalho e Maria Virgilia de França Carvalho – o prédio da rua da Assembléa (antiga rua Livre) numero dous. Deixo à minha sobrinha Maria Olesia de França Carvalho Azevedo Castro neta de minha irmã Maria Olesia de França Carvalho, (nota por Tiffany: no 4° dos filhos do barão de Limeira supra) já fallecida – as duas casas da rua João Passalacqua (antiga Monte d’Ouro) numero trinta e oito e numero cincoenta. Deixo a minha sobrinha Maria Eugenia de França Carvalho Azevedo Castro, neta de minha irmã Maria Olesia de França Carvalho, já fallecida – as duas casas da rua João Passalacqua (antiga Monte d’Ouro).


Fontes na familia por:
Octacilio Dias de Almeida (o que me enviou tambem transcrição do testamento de Dona Paulina)
e Anibal Fernandes de Almeida (webside: genealogia historia)


OBRIGADA PRIMOS !

terça-feira, 8 de abril de 2014

Jazigo da familia do Barão de Tatuí, historia de familia

Atualizado em dia 19.03.2019 por Tiffany 




Jazigo de familia do Barão de Tatui, Cemiterio da Consolação, Sao Paulo
foto por Felipe Herculano /Sampa Historica 2014
Recentemente recebi fotografias do jazigo do Barão de Tatuí.
O jazigo de familia é situado no Cemitério da Consolação, em São Paulo. Felipe Herculano do site "Sampa Histórica" (Blog e facebook) fez um passeio para mim aí. 
Vamos descobrir mais historia de familia com as suas fotografias:

G.Tomagnini, marmorista do
Jazigo de familia do barão de Tatui

O jazigo foi costruido por G. Tomagnini. Não encontrei nada sobre ele.Mas refere Elcio Henrique Ramos,Jornalista formado pela Puc-Campinas que um ".Giuseppe Tomagnini foi um dos primeiros destes escultores que trabalhou com o mármore Carrara provindo da região italiana de Pietrasanta, cidade próxima a Valdicastello. Os artistas italianos iniciaram uma imigração para a cidade quando perceberam um mercado favorável proporcionado pelos barões do café que encomendavam muitas obras na Europa" 

O "museo dei Bozzetti" em Pietrasante (Itàlia) refere que:
Giuseppe Tomagnini: "Apprese l'arte di quadrare i marmi in Seravezza, insegnò ai fratelli, ed esercitavansi in ordinari lavori a Vallecchia. Nel 1840 ivi, con l'intermezzo e col consiglio artistico dello scultore sottoscritto, ebbero ad eseguire per l'ingegnere Ridolfo Castinelli gli Occhi Gotici del Ponte di Pisa. Fu ad istanza dello scrivente che si recarono a stabilire il loro laboratorio presso la Posta di Pietrasanta nel 1842. Avanti quell' epoca non vi erano laboratorii alcuni nella città". Il laboratorio Tomagnini, nel 1842, era composto, oltre che da Giuseppe, dai fratelli Cesare e Serafino e da Angelo Roni.
TOMAGNINI GIUSEPPE (fondatore del primo lab di marmo a P.santa nel 1842); fratelli CESARE e SERAFINO
Figlio di Giuseppe: NORBERTO (marmista).
Figli di Norberto: GUIDO (1882-1963), ARTURO(1879-1957, scultore e pittore), ADALGISA (la cui figlia valeria sposa Amerigo Barsanti)
Nei testi collegati si trovano riportate le seguenti incerte denominazioni: Tomagnini Giuseppe, F.lli Tomagnini, Tomagnini Giuseppe e Cesare F.llo, Cav. Albiani e Tomagnini Giuseppe "
(
link: museo dei bozzetti, arte sacra, pietrasanta)
Não é referido que os irmãos ou os filhos Tomagnini emigraram no Brasil. Ainda tem alguns jazigos no Cemiterios de Campinas, SP, com a assinatura dele no marmo. No tumulo do 1896 de Leonor Penteado  "Giuseppe & fllo  São Paulo" e no tumulo do 1894 de Joao Francisco de Andrade Franco "Tomagnini & Fllo, Pietrasanta".  Talvez este G.Tomagnini foi o neto Guido que depois o falecimento do pai assinava assim ou que se havia trasferido no Brasil para a oficina familiar?
                                                     


entrada do jazigo do barão de Tatuicom o brasão dos Barros com estrelas de 5 pontas.. .





Resumo
O barão de Tatuí (trisavô de Tiffany) foi

Francisco Xavier Paes de Barros (II), filho do capitão Franisco Xavier Paes de Barros pai (I) e Rosa de Aguiar de Sorocaba, nasceu em Sorocaba em 26.05.1831 e foi baptizado em 23.6.1831

Aos vintretres de Junho de miloitocentos e trinta e hum neste Matriz o Reverendo João Vaz de Almeida baptizou e pós os Santos Oléos a Francisco, nascido a vinteseis de Maio, filho do Capitão Francisco Xavier de Barros e Dona Rosa Candida de Aguiar Barros, padrinhos o capitão Bento Paes de Barros e Donna Anna de Jesus e Aguiar, o padrinho de Itu e os mais deste freguesia, do que fiz este assunto....

Faleceu em 6.12.1914 na sua residencia na Rua Florencio de Abreu (N° 139 à epoca), em Sao Paulo. 
O título de BARÃO DE TATUÍ lhe é conferido em 19 de agosto de 1879.

Entre 1860 e 1929 o café trouxe um grande progresso para o Brasil. Os fazendeiros de café construíam ferrovias, exportavam café e fundavam bancos. Em 1863 comprou a Fazenda Araras, perto de Araras do Barão de Itapetininga. 1877 vendeu a fazenda Sao Pedro em Santa Barbara d'Oeste a familia Rehder. Nessa epoca muitos membros do clà Paes de Barros, Souza Barros, Aguiar Barros etc. foram a residir em São Paulo. Parece que o barâo tive tambem a fazenda Nova em Pirassununga como refere o registro no Almanak Laemmert. Em esta fazenda se casou Leonarda Paes de Barros, filha do Dr. Raphael Aguiar de Barros, (primo-irmão do Barao de Tatui), com Max Ehrhardt em 1897. (Fonte: registro de casamento de Leonarda Paes de Barros).

O Barão de Tatuí foi entre os fundadores da Companhia Paulista de Estradas de Ferro e mais tarde foi presidente na Companhia Ituana. Em 1886 foi entre os fundadores de Sociedade Promotoria de Immigração de São Paulo, que trazí muitos imigrantes italianos e austriacos no Brasil. Foi deputado em varias legislaturas, mas com o advento da República em 1889, abandonou a política, recolhendo-se à vida privada.
Fundou em ca. 1889 o Banco de São Paulo com o Marques de Três Rios (genro de Cerina de Souza e Castro) e com o barão do Rio Claro e outros parentes. Na assembléia de instalação do banco foi presidente o Condé do Pinhal (outro parente agregado do clâ, na familia do 1° barão de Piracicaba, oi tio do barão de Tatui.). Entre 1890-1900 o barão de Tatui foi provedor da Santa Casa de São Paulo (fonte: www.scielo.br e varios artigos na "provinica de Sâo Paulo).
Foi também membro e acionista da companhia Leiteria Ararense (café com leite) com outros parentes desde ca. 1909.

Conte a historia de São Paulo de sua casa no Morro do Chà que foi demolida para a construção do Viaduto do Chà. O casarão pertenceu à sua segunda esposa e pertenceu antes ao barão de Itapetininga o primeiro marido dela que havia falecido em 1876.  A viúva do barão de Itapetininga foi Corina ou Cerina de Souza e Castro. Depois o falecimento da Gertrudes, a primeira esposa do barão de Tatui em 1878, o barão de Tatui casou com Cerina de Souza Castro em 1881. Cerina e o barão de Tatui não tivem filhos, mas ela no primeiro casamento com o barão de Itapetininga tive, Antonia dos Santos que casou com Eduardo da Silva Prates, o Condé de Prates. Antonia dos Santos foi meia-irmã de Maria Hypolita dos Santos Silva (filha do primeiro casamento do barao de Itapetininga com Anna Pereira Mendes). Maria Hypolita dos Santos Sivla depois viúva do Barao de Rio Claro (Amador Rodrigues Lacerda Jordâo) casou em segundas nupcias com o Marques dos Très Rios, Joaquim Egydio de Souza Aranha. 


A primeira esposa do barão de Tatui foi a sua prima Gertrudes de Aguiar Barros (trisavó de Tiffany), filha de Bento Paes de Barros,o 1° Barão de Itu, (irmão mais velho do cap. Francisco Xavier, pai do barão de Tatui) e Leonarda de Aguiar (irmã mais velha de Rosa Candida de Aguiar, mãe do barão Tatui). Gertrudes nasceu cerca 1829, provavelmente em Itu e faleceu em 1878. Não sei se faleceu em São Paulo, mas tem a placca com o seu nome no jazigo do Barao de Tatui (ver embaixo).

O barão de Tatui e Gertrudes casaram em dia 25.12.1854 na casa do falecido comendador Joaquim Viera de Moraes.
Eles foram pais de: 
  1.  Dr. em medicina Bento Paes de Barros.
  2.  Dr. Francisco Xavier Paes de Barros, formado em direito, casado com sua prima Francisca Paes de Barros f.ª do dr. Raphael de Aguiar Paes de Barros e de Francisca de Azevedo de Barros.Tem:6-1 Francisco Xavier.6-2 Gertrudes.
  3.  Fernão Paes de Barros falecido solteiro.
  4.  Antonio Paes de Barros falecido solteiro.
  5.  Octavio Xavier Paes de Barros, bacharel em direito, solteiro em 1902.
  6.  e outros falecidos.
Meu amigo internauta Felipe Alexandre Herculano (Sampa historica) encontrou o jazigo de familia no Cemitério e me enviou as seguintes fotos do Jazigo da familia do barão de Tatui:

Francisco Xavier Paes de Barros, barâo de Tatui
Nota: é referido o dia do baptismo que foi o 26 de Junho ! Ele nasceu em dia 26 de Maio.
leia AQUI obito Barao de Tatui, no correio paulistano 7.12.1914


Jazigo do Barão de Tatui, Cemiterio da Consolação Sao Paulo



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 Bento Xavier Paes de Barros, filho do barão de Tatui e Gertrudes


 Bento Xavier Paes de Barros, filho do Barão de Tatui e Gertrudes de Aguiar Barros, 
Cemiterio da Consolação, Sao Paulo.

Jazigo de Anna Maria Luiza Dauer, segunda esposa de Bento Xavier Paes de Barros


1. Dr. med. Bento Xavier Paes de Barros (bisavô de Tiffany), parece o primeiro filho do Barão de Tatui, nasceu em 19.04.1859 em Sorocaba e faleceu 28.06.1914 em São Paulo. Estudou medicina em Rio de Janeiro onde recebeu o grão de doutor em 1884. 
Em 7 de Maio 1885 partiu com o seu irmão Francisco Xavier (III) para à Europa (conforme artigo no jornal "provinicia de são Paulo") para continuar os seus estudos em medicina em Viena, Austra. Em ca. 1889 volta no Brasil onde foi medico legista.

O Dr. Bento Xavier casou pela 1a vez em 23.07.1892 em Sao Paulo com
Emma Florentina Maria von Körmendy, natural de Pinkafö (bisavó de Tiffany), nascida em 1861 e, filha de Johann Eduard von Körmendy e Johanna Salmutter de Pinkafö, hoje Hungria e na epoca pertencente ao Impero Austro-Hungarico. O pai de Emma tive uma fabrica e minas do metallo "antimone". Ela tive 4 irmães e 1 irmão, o "husar" capitâo August Ede Körmendy. Emma faleceu em 1953 em Berna, Suiça. (fonte: varias cartas de nascimento, batismo e casamento, em possesso de Tiffany).
Meu tio-avô 1.3) Paulo Xavier de Barros refere em cartas do 1920 que enviou aos seus irmãos na Suiça que o pai Bento tive a opérar os olhos. Mais tarde em 1947 ele refere que foi cego e que as cartas enviadas na Suiça foram escritas por os filhos Tito e Affonso. Meus primos brasilerios Victor, Liliana e Vivienne confermam que o nosso bisavô Bento Xavier ficou cego e assim passou os últimos 20 anos de sua vida ( 1930 até 1945). Isso porque soffreu o descolamento de retina.

Bento e Emma se conheceram em Vienna, Austria na epoca ca. 1885/1886 quando o Bento foi para estudar medicina legal em Vienna (1886-1889).
Eles tivem 3 filhos:

  • 1. 1). Luiz Bento de Barros, (15.08.1887 Vienna, Austria - 11.091942 Baden Suiça), casado com Mathilda Brentner. Tivem Sylvio, Luiz e Mathilda.
  • 1.2). Victor Francisco Xavier de Barros (avô de Tiffany,  nascido 02.07.1888 Vienna, Austria - falecido 1969 Berna Suiça), casado com Lucia Felicia Karolina Benesch-Barth. Tivem Viktoria, Pedro, Silvia e Felicitas.
  • 1.3). Paulo Xavier de Barros (13.05.1893 Rio de Janeiro - 11.02.1981 1981 em Sao Paulo, não sei onde foi enterrado) casado com Hilde Biedermann, sem filhos.


Com Ana Maria Luiza Dauer o meu bisavô Bento Xavier tem outros 4 filhos. Ela foi filha de imigrantes alemães, nascida 05.10.1870 e falecida 12.04.1955 em Araras, SP. 
  • 1.4). Beatriz de Barros, morreu muito jovem, (ca.1894-1918, Sao Paulo), foi casada com Archimedes Cajado dos Lemos, sem filhos.
  • 1.5). Affonso Paes de Barros (1895-1980 Sao Paulo), foi casado com Lucilla e tivem 1 filha: Lucilla.
  • 1.6).Tito Paes de Barros (ca. 1898-1970 Araras. foi casado com sua prima Maria Xavier Aranha e tivem: Sergio, Caio, Yone e Maria Luiza..
  • 1.7). Waldemar Paes de Barros (ca. 1902-1974 Sao Paulo), casada com Francisca "Chiquita", tivem: Jordano.


Nenhum dos 4 filhos brasileiros que conforme os artigos de obito no jornal "provinica de Sao Paulo"  são enterrados no Cemitério da Consolação. enterrado no jazigo de familia, somente a neta Ana Maria, filha de 1.6. Tito, e o seu esposo Renato de Barros Erhart. 
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2. Francisco Xavier Paes de Barros (III)

Jazigo Franicsco Xavier Paes de Barros (III), fiilho do Barão de Tatui e Gertrudes de Aguiar Barros

2. Dr. Francisco Xavier Paes de Barros (III), segundo filho do barão de Tatui, nasceu em 23.07.1860 - 09.07.1920. Foi advogado e deputato federal. Em 1885 viajou com o seu irmão Bento na Europa. Como refere o jornal "Provinicia de São Paulo em dia 7 de Maio 1885 ele viajou para Europa para "fazer um passeio". Não sei se ele tambem for em Viena ou em outra cidade aqui na Europa.
Casou em 1887 em São Paulo com uma prima, Francisca Paes de Barros, filha dos seus tios, o Dr. Raphael Aguiar Paes de Barros e Francisca de Azevedo

Attenção : este Raphael não é o 2° barão de Piracicaba, mas um primo dele, com quase o mesmo nome e sobrenome. O pai de Francisca, Dr. Raphael Aguiar Paes de Barros foi filho de Bento Paes de Barros, o barão de Itu, (4°avô de Tiffany) e irmão de Gertrudes de Aguiar Barros (primeira esposa do Barão de Tatui). Os dois primo-irmãos e cunhados (barão de Tatuí e Dr. Raphael Aguiar Paes de Barros) foram muito ligados. O Dr. Raphael Aguiar Paes de Barros foi casado com Francisca de Azevedo e foi o fundador do Jockey Club em Sao Paulo, possuí muitas terras no Alto do Moóca. Leia sobre ele e a "avenida Paes de Barros" aqui.

Para complicar mais a historia na familia: uma neta de este Dr. Raphael, Maria Xavier Aranha Paes de Barros casou com o seu primo, o 1.4.Tito Paes de Barros, filho do 1.Bento Xavier Paes de Barros, supra).

Dr. Francisco Xavier Paes de Barros III e Francisca Paes de Barros tivem 4 filhos:

2.1). Francisco Xavier (IV).  Ele foi engenheiro, (no jazigo nomeado Francisco Xavier Paes de Barros filho ou que fez um pouco de confusão com os varios Francisco Xavier). Ele tive 2 filhos: 
2.1.1. Frank (Francisco) que casou com Carmen Negrão e 
2.1.2. Sophia casada com Dr. Herbert Mercer.

2.2). Gertrudes Paes de Barros foi casada com Oscar Leite de Faria. (não encontrada no jazigo. (Aquela no jazigo (foto mais abaixo) foi a esposa do Barão de Tatuí, Gertrudes Aguiar Paes de Barros, falecida em 6 de Septembro 1878).

2.3). Rafaela Paes de Barros (não encontrada no jazigo) foi casada com o Dr. Christiano Carneiro Riberio Luz.

2.4) . Ana Rosa Paes de Barros nasceu 14.03.1906 e faleceu o 21 de outobre 1986. Casou com o Dr. Renato de Barros Erhart, pessoa muito abastada, com quem tive filhos em Araras. Ana Rosa e Renato são ambos enterrados no jazigo da familia do Barao de Tatui.

Jazigo de Ana Maria Paes de Barros, filha de Francisco Xavier Paes de Barros III (2° filho do Barão de Tatui) casada com o Dr. Renato de Barros Erhart.

Jazigo do Dr. Renato Erhart, marido de Ana Rosa Paes de Barros, filha do Francisco Xavier Paes de Barros III,  jazigo de familia do barão de Tatui,
Cemiterio da Consolação, Sâo Paulo.
Francisco Xavier Paes de Barros IV, neto do barão de Tatui e filho do Francisco Xavier Paes de Barros III, aqui apelidado FILHO
jazigo da familia do barão de Tatui, cemiterio da Consolação, Sao Paulo,
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3. Fernão Paes de Barros, (filho do Barao de Tatui e Gertrudes de Aguiar Barros) falecido em 03.05.1897.Seu nome é na mesma placca com a sua mãe Gertrudes e o seu irmão 4. Antonio no jazigo.

4. Antonio Paes de Barros, (filho do Barão de Tatui e Gertrudes de Aguiar Barros), falecido em 17.07.1899. Fot tambem para Europa, junto ao seu irmão Fernão, mas não sei onde.

Como refere um artigo no jornal “Provinicia de São Paulo” do 6 Maio 1883, Fernão e Antonio seguiram ambos 1883 para Europa a estudar. 

Recentemente recebí da Universidade de Viena, Austria, a informação que no archivio deles tem datas de um Fernão Paes de Barros de São Paulo que em 1886 /1887 seguí cursos de direito na Universidade de Viena. Isso é interessante, sendo em 1885 o seu irmão Bento Xavier (bisavô de Tiffany) tambem na Vienna e em 1887 pai do seu primeiro filho, 1.1.) Luiz Bento de Barros, meu tio-avô. 
Assim temos 4 filhos do Barão de Tatui (Fernão, Antonio, Bento Xavier e Francisco Xavier III) que entre 1883-1890 foram em Europa e Viena.


são enterrados Gertrudes de Aguiar Paes de Barros, 1a esposa do Barão de Tatuí, e os seus filhos: Fernão e Antonio Paes de Barros, no jazigo da familia do barão Tatui. 


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5. Octavio Xavier Paes de Barros  ultimo filho do Barao de Tatui e Gertrudes de Aguiar Barros. Nasceu em 24.03.1876 e faleceu em 12.12. 1921. Parece que foi casado com Maria do Carmo Mesquita Sampaio. Segundo o meu primo em São Paulo, eles não tivem filhos.


Octavio Paes de Barros, filho do barão de Tatuí e Gertrudes Aguiar Paes de Barros

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6. outros falecidos...não foram enterrados outras pessoas no jazigo do Barão de Tatuí. Refere o primo Felipe que encontrou o registro do batismo de uma filha do Barão,  Leonarda Aguiar de Barros, que nasceu em 11 de outubro de 1857 em Itu e deve ter morrido na infância.


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falecimento Gertrudes de Aguiar Barros, esposa do Barão de Tatui.


Antonio e Fernão Paes de Barros para Europa 1883



Bento Xavier e Francisco Xavier III Paes de Barros, filhos do Barão de Tatui 1885

falecimento Fernão Paes de Barros, filho do Barão de Tatui

Mais sobre o barão de Tatuí : AQUI MAIS SOBRE BARÃO DE TATUI



Muito muito obrigada ao Felipe Herculano de Sampa Histórica pela otima colaboração e networking !!

Sempre grata aos primos/as Viviane e Marcia !!,  
Victor, Liliana, André Barros e Felipe Marquezini
Anibal Fernandes de Almeida 
 pelas muitas informações,riferimentos e disscuções;
aos  interessados na historia que discutem comigo 
e/ou mandam informações e fotografias preciosas, como 
Felipe Herculano e amigos no facebook,
à Maria Roseli em Limeira e Araras pela historia de Araras, Limeira e região,
 Regiane Franzini e
Helio Rubiales

OBRIGADA !