“Cada pessoa tem a sua historia. - Cada pessoa tem uma familia. - Cada familia tem origems. - Você não é apenas o que você imagina que é!"


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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Manoel Correa Penteado e Beatriz de Barros - onde os Penteado se unem aos "Barros"

... e onde o sobrenome não indica um unica  "linhagem" familiar - historia colonial

texto atualizado em abril 2026 por Tiffany

Todas as famílias hoje e entâo descendem necessariamente de outras, sendo que o início de cada uma se tem de fazer no momento em que se autonomizam com um nome e uma identidade "simbólica" própria.
Uma "familia" tem muitissimos (!!) antepassados e muitissimas familias que contam a origem de nós,

A genealogia biologica conta e foca no "INDIVIDUO"e na PESSOA no seu contexto historico no seu proprio tempo e NAO no SOBRENOME ou na genealogia simbolica que é somente politica de hoje .

Uma unica origem, e uma narrativa simbolica que conta de um unico casal de patriarcas que inclui todos os "Paes de Barros" de hoje no Brasil não existe !

Os meus antepassados  "Paes de Barros"  tem ascendencia em muitas  familias como os Penteados, os Leme, Leite, Prado, Barros, Mesquita .etc etc  colocados assim em certas "linhagens" por Pedro Taques e Gonzaga Silva Leme nas respetivas obras de genealogia . 

Para entender quem foram os meus verdadeiros antepassado biologicos, necessitei além de entender as varias politicas de historiografia brasileira (!) - , tambem entender o sistema dos sobrenomes em Brasil que na epcoa era bem diverso do que hoje.
Nâo existiram regras pelos sobrenomes no Brasil.  (Leia mais sobre sobrenomes clique aqui sobrenome e confusão )


 
Entende o conceito dos sobrenomes. 
Em epoca colonial em Brasil era bem diferente do que hoje.
Nâo existiam regras de sobrenome no mundo luso e espanhol como na Europa do Norte. 
Muitas vezes os filhos não usaram o sobrenome do pai ou dos avós paternos, mas usaram o próprio patronímico, outras vezes tomam o mesmo patronímico dos avós maternos  ou paternos, ou mesmo dos bisavós (maternos ou paternos que tiveram todos sobrenomes diferentes). Outras vezes de um padrinho e mesmo de um primo ou um tio dos proprios antepassados como em caso de Fernao casado com Angela mais adiante.
Era para ligar se à "fama" dos familiares o que significou espor o proprio "Status social" herdado.

Tambem é importante saber que na epoca, no seculo 17 a vida era organizada em maneira PATRIARCAL.. A posse, a religião foram fundamento da vida, nao o sobrenome, ou o clã come se quer ver hoje.  Nao existitu uma "nobreza" como no Portugal, mas sim os donos de imensas sesmarias e terras. Foi um mundo feudal com hierarquias bem definidas.

"A familia"  era uma unidade de produção e política que era tambem a religião.. 
O patriarca exercia domínio absoluto sobre a esposa, filhos, agregados e escravizados. O prestígio vinha da rede de dependência que ele sustentava. O catolicismo não era apenas fé, mas a base jurídica e moral. O batismo e o casamento religioso eram o que conferiam legitimidade social e garantiam o direito à herança, muito mais do que um sobrenome pomposo.


Aqui no grafico pode-se ver a reconstruçâo da ascendencia patrilinear e as origens em Araçariguama SP colonial do meu ramo dos "Paes de Barros" , famoso depois na era imperial em Sao Paulo, vindo de Itu e Sorocaba.

 


Linha Patrilinear, porque ?

Indicar a linha patrilinear é, em grande parte, uma forma de documentar e explicar como o poder e a autoridade eram estruturados historicamente através do patriarcado.
Embora a patrilinearidade e o patriarcado (o sistema de poder) sejam conceitos diferentes, eles estão profundamente interligados na genealogia porque um funciona como a ferramenta prática e o outro como a ideologia de poder.
Enquanto o patriarcado estabelece que o homem deve deter a autoridade, a patrilinearidade fornece as regras para que essa autoridade seja transmitida e mantida ao longo das gerações.
A patrilinearidade - tambem para as mulheres- é o caminho que liga o seu pai aos antepassados masculinos porque o poder e a hierarquia era patriarcal.O pertencimento à família no Brasil colonial (1500-1822) era o pilar fundamental da estrutura social, definindo não apenas a identidade individual, mas também o acesso à terra, poder, herança e status jurídico e social ! A organização familiar era caracterizada por um patriarcalismo forte, onde o chefe de família (pai ou proprietário) exercia autoridade total sobre a esposa, filhos, agregados e escravizados

Nao inclui o sobrenome !! O sobrenome funcionava como uma "marca" que indicava a posse de terras, cargos na administração colonial ou pureza de sangue.Um filho poderia adotar o sobrenome da mãe ou da avó materna etc (como jà menzionado antes) se a família dela fosse mais influente ou rica que a do pai.

Essa foi precisamente a minha motivação para elaborar o gráfico supra. Porque os antepassados viveram em um mundo patriarcal. O grafico evidencie a patrilinearidade e ao mesmo tempo indica a diversidade de sobre nomes.


Nota:
O primeiro de sobrenome "Paes de Barros"  na linha patrilinear no meu ramo Paes de Barros e de Aguiar se pode encontrar com o capitão Fernão Paes de Barros nascido ca. 1700 e falecido em 1755. Era filho de Manoel Correa Penteado e de Beatriz de Barros.
Ele era casado com sua prima: Angela Ribeiro Leite (de Cerqueira).
Efeitivamente encontrei nos descendentes de Manoel e Beatriz  o maior numéro de pessoas que tem o sobrenome Paes de Barros (sempre segundo as obras de Taques e Silva Leme).
Ele porém por pai não descendeva de uma familia "Barros", ele descendia em linha patrilinear dos "Penteado"

Fernâo "Paes de Barros"  era filho de Manoel Correa Penteado e de Beatriz de Barros, meus heptavós. Note o sobrenome ! Mas sabe que até o seu casamento em 1731 ele use o sobrenome "Paes Penteado", nao Paes de Barros. Somente apos o nascimento da sua primeira filha em 1732 ele adotou o sobrenome "Paes de Barros". 
Muito provavelmente Fernao Paes Penteado adotou o sobrenome famoso, vivendo em Sao Roque onde sua mâe Beatriz teve seus tio-bisavós famosos que foram Pedro Vaz Guassu e Fernao Paes de Barros.  

Os dois primeiros "Paes de Barros" que encontrei entre os varios antepassados com o sobrenome Paes de Barros foram Fernão e Sebastiao Paes de Barros  (clique o nome para saber mais sobre ele)
que foram os tio-bisavós maternos do Fernao Paes de Barros,  filho de Manoel Correa Penteado e de Beatrizs de Barros.  Como se pode ver o sobrenome de Fernao nao era Penteado, mas Paes de Barros, mesmo que o pai era com sobrenome "Correa Penteado".


Explicação dos antepassados no grafico.



1) FRANCISCO RODRIGUES PENTEADO (falecido em 1673)
Ele era o mais antigo do lado paterno na minha familia "Paes de Barros".
Atençao ao sobrenome !

Francisco Rodrigues Penteado era natural de Pernambuco onde seu pai - Manoel Correa - havia vindo da Lisboa.
Este seu pai devia ter havido um certo apreço pela instrução dos filhos, já que ele fez estudar seu filho Francisco Rodrigues Penteado as chamadas "artes liberais" - o que era um luxo na epoca e significa que era pessoa de presitigio e aparentemente abastado.
Francisco foi enviado à Lisboa não apenas para passear, mas para exercer uma função jurídica e econômica: receber uma herança. Mas Francisco em vez de tratar dos negócios da herança, ele só quis saber de gastar todo o capital que o pai lhe tinha dado ou que ele tinha acabado de receber. A "honra" do filho estava ligada à sua capacidade de obedecer ao pai e gerir o patrimônio da família. Como ele falhou e "estragou o cabedal", ele perdeu o direito de voltar para casa com dignidade. Por isso, ele fuge para o Rio de Janeiro em vez de voltar para Pernambuco. Como ele não tinha mais dinheiro, ele usou seus talentos sociais para sobreviver. Ele se tornou um agregado de luxo de Salvador Corrêa de Sá (um dos homens mais poderosos do Império Português). Ele trocou seu conhecimento musical pela proteção e pelo sustento, ensinando os filhos do general que era homem muito importante e foi proprio ele que o recomenda para poder casar com Clara de Miranda.
Assim Francisco, "homem bom" e istruido , mas sem dinheiro entra em uma familia poderosa onde a instrução era importante.
Francisco Rodrigues Penteado (I) casou em Sao Paulo com Clara de Miranda, nascida em 1621 e falecida em 1682..

Clara era bisneta de Joao do Prado,um Juiz Ordinario de Sao Vicente e socio do Engenho de Sao Jorge. Era neta materna de Isabel do Prado, membro da "elite" e de Paschoal Leite, açoriano e rico proprietario.,Era filha de Antonio Rodrigues de Miranda, avaliador da vila de São Paulo  Como Avaliador da Vila, ele ocupava um cargo burocrático de altíssima confiança. Para ser avaliador, era obrigatório ser um "Homem Bom", ter propriedades e conhecer profundamente o valor das terras e escravos da regiãoEsta ascendencia ligava Clara na posiçao da "elite", o que significa que Francisco e Clara foram do mesmo status social, o que era muito importante na epoca. Nao casaram por amor, mas por interesses.Mesmo que o pai de Clara parece ter sido de pouco bens (testamento), ele como status social era em posiçao importante. Clara era tambem prima do "caçado dos esmeraldas", Fernao Dias Paes Leme. Entrando em este clã de familia, muito provavlemente significava portas abertas para concessâo de terras.
Depois de casado Francisco Rodrigues Penteado estabeleceu-se com fazenda de cultura em Santana de Parnaiba.

Em 1653 Francisco Rodrigues Penteado fundou a capela da Nossa Senhora da Piedade em Araçariguama e foi considerado na epoca o fundador de Araçariguama onde ele havia grande posse e foi uma pessoa que se definia "homem bom" ou "de qualidade".
A capela original situava-se a cerca de dois quilômetros da vila, na estrada de Pirapora, Sua construção é atribuída a Francisco Rodrigues Penteado e ao padre Guilherme Pompeu de Almeida, marcando o início da constituição da freguesia de Araçariguama, que na época pertencia à Vila de Parnaíba.
É importante não confundir esta capela que hoje não existe (!) com a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha, que fica no centro da cidade e é a padroeira atual do município). Como dono de terras ele teve a obrigaçao de povoar, de produzir e de promulgar a fé catolica. Dois dos seus filhos foram clerigos.

Interessante é que Francisco Rodrigues Penteado, em 1652-1656 era curador do orfão Pedro Vaz de Barros. Este ultimo em 1652 com 6 anos. Era filho de Antonio Pedroso de Barros e de Maria Pires de Medeiro. Este Pedro era herdeiro de grande posse do seu falecido pai. Mais tarde Pedro casa com Maria Leite de Mesquita, uma prima de Clara (a esposa de Francisco Rodrigues Penteado). O fato de Francisco ser curador do órfão Pedro Vaz de Barros (um dos futuros grandes fazendeieros de São Paulo com o sitio "Cataúna)) confirma que ele havia posiçao alta e honra social. No sistema patriarcal, ninguém entregaria a gestão da fortuna de um órfão a alguém que não fosse considerado um "Homem de Qualidade" e de extrema confiança.

atençao
Embora fosse filho do português Manoel Corrêa, Francisco não adotou o sobrenome paterno ao se estabelecer em São Paulo. A escolha pelo nome Penteado ou Rodrigues Penteado— possivelmente de um ramo materno ou de uma linhagem de maior status em Portugal para ele — serviu talvez para consolidar sua nova identidade.

Francisco Rodrigues Penteado faleceu em 1673 em Santana de Parnaiba.
Dois dos seus filhos foram clerigos.
Vale observar que os clerigos na epoca foram parte da "elite". Foram homens de letras ou letrados., interpretaram leis e textos sagrados. Dominaram o latim e a retorica. Foram pessoas de capacidade o que poderia significar hàver o preparo mental e técnico para "governar".  Foram uma especie de "elite de saber" e "guardião da ordem colonial". Os homens bons, ricos, obrigados de povoar e trabalhar as terras, costruiram capelas onde nasceram as vilas. Por isso era importante costruir capelas como referido acima.



2)  MANOEL CORREA PENTEADO 
era filho de Francisco Rodrigues Penteado e de Clara de Miranda, nascido em Sao Paulo e falecido em 1745. 
Observe o sobrenome que é completamente diferento do do pai.
Ele era explorador de ouro em Minas Gerais e soube reinvestir este capital em terras. Foi propriedario de grande fazenda em Araçariguama.
Casou em 1689 com Beatriz de Barros, filha de Pedro Vaz de Barros, o moço, e de Maria Leite de Mesquita.
Ela era sua prima MATERNA em 4° grau . Os avós em comum foram Isabel do Prado e Paschoal Leite. - (fonte: documentaçao sobre o parentesco nos livros da igreja catolica, dispensas matrimoniais).

Foi descrito como pessoa de "autoridade e veneração", detendo as rédeas do governo local na região.
Para ocupar as "rédeas do governo" (a Câmara Municipal), a lei exigia que o indivíduo fosse um "Homem Bom".Significava que era das famílias de "primeira linha", os descendentes dos primeiros povoadores e grandes proprietários de terras e escravizados. O termo juridico da epoca  "homem bom". na pratica significava :
Não ter "defeito de mecânica" (não trabalhar com as mãos).
Ter "limpeza de sangue" (ser cristão-velho).
Ter posses e escravos.

O que revela isso sobre a historia colonial é que o poder era baesado no parentesco e na porpriedade (terras e escravos). O poder de fato era porque tinha as armas, o ouro e as terras. As "rédeas do governo" era usada para porteger os interesses da propria familia e de seus aliados ou agregados. (clientelismo). As armas principialmente foram os agregados "Pedroso Barros", sertanistas, gente rude, as vezes muito violentes. Em vez o alto status social dos homens de qualidade, de letrados que incluí tambem os clerigos  viera do lado dos Penteado que muito provavelmente aos origens tiveram menos terras, mas status mais alto. Unendo as 2 familias tambem por parentesco entre as mulheres fortificou o status social.das familias Penteado e "enobrezeu" o dos "rudes sertanistas" Pedrosos Barros. 
Deve-se lembrar que as terras foram do rei. O reino foi obrigado de promulgar a fé catolica e povoar as terras no Brasil.Para cultivar as terras necessitaram de mão de obra, porque os homens bons nao podiam ter defeito de mécanica, etc etc etc.

Manoel faleceu em 1745 em Santana de Parnaiba. Teve 7 filhos.


3) Seu filho era  FERNAO PAES PENTEADO
Ele somente em 1732 mudou seu sobrenome e diventou  FERNAO PAES DE BARROS.

Ele era natural de Araçariguama e nasceu emtorno de 1700.
Casou em 1731 com Angela Ribeiro Leite, sua prima, e depois casado chamou-se Fernão "Paes de Barros" (fontes : livro de casamento de igerja catolica de Araçariguama em 1731 Fernao Paes Penteado e o livro de batismo de sua primeira filha em 1732 Fernao Paes de Barros).
Angela, sua esposa, era parente de Fernao sendo descendente de Paschoal Leite de Miranda, irmão de Clara de Miranda, avó do Fernao. Como vémos teve endogamia entre na familia MATERNA e uma rede familiar que mantive o "status".
Fernao faleceu em 1755, parece totalmente aruinado.

4) do Fernão Paes de Barros descende ANTONIO DE BARROS PENTEADO, nascido em 1740, batizado em Sao Roque e falecido 1822 em Itu SP. Foi as minas com seu irmão José quando orfão de pai em 1755. Encontrou muito ouro e apos a volta casa com sua prima, Maria Paula Machado em 1778 em Itu.SP onde havia adquirido terras e foi dono de mais de 100 escravos o que na epoca significava "muito abastado".

Voltando à Manoel e Beatriz :
Eles sendo descendentes dos mesmos antepassados maternos como Isabel do Prado e Paschoal Leite  significava que eles pertenciam ao mesmo status social. Assim a herança não se dispersava. Mesmo que todos os filhos herdaram na era colonial no Brasil, foi um sistema patriarcal o que significa que a "posse" da mulher foi adminstrado pelo marido e depois dos filhos machos.
Nao era o sobrenome a coisa mais importante, mas a posse, status social e como donos de terras tambem a religiao. 
O status social de um dono de terras foi a responsabilidade ao rei, dono das terras e com ele à religiao catolica. Nao teve distinçao entre religiao e politica como hoje. O status social vinha da posse, e não era somente um privilegio. Era tambem obriçaçao verso à coroa. A permanência "no topo" dependia do "chefe" da familia poderosa e ser um provedor, um defensor e um fiel católico com a "limpeza de sangue". Casar com um primo significava garantia.  A igreja na epoca aceitava e justificativa casamentos de primos porque as pequenas vilas de São Paulo foram um "lugar estreito" com poucas famílias de igual status social. . Isso era a motivaçao. A igreja o permitiu tambem para evitar que essas mulheres casassem com homens de classe inferior ou ficassem solteiras (o que era visto como um risco social e um risco da fé catolica que era obrigatorio no mundo colonial do reino).

Manoel Correa Penteado faleceu em 1745 e teve com Beatriz 7 filhos.  
e
Note bem : todos os 7 filhos com sobrenomes diferentes: 

  • 1-1 Padre José de Barros Penteado
  • 1-2 Capitão Fernão Paes de Barros  e hexavô de Tiffany
  •      (Attenção: não confunde com outro Fernão Paes de Barros (ver supra) . Nao descende de este. . Ele tirou o mesmo nome e sobrenome do tio-bisavô materno de Sao Roque. Fazendeiro potentado e rico e irmâo de Pedro Vaz de Barros, o moço, avõ de Fernao aqui..)
  • 1-3 Manoel Corrêa de Barros
  • 1-4 Anna Pires
  • 1-5 Maria Leite da Escada
  • 1-6 Maria Dias de Barros
  • 1-7 Luzia Leme Penteado


Manoel Correa e Beatriz de Barros  primos, ambos pelo lado das respetivas mães. Tiveram como antepassados em comum :Izabel do Prado ,(filha de Joao do Prado e Filippa Vicente) e  casada com Paschoal Leite  como se pode entender na dispensação matrimonial dos seus descendentes que segue :

dispensaçãoes matrimoniais:



Transcrição dispensação matrimonial de Manoel Correa Penteado/Beatriz de Barros e irmães/irmãos.

1º registro:
Reverendo Senhor Vigario da Vara

Expoemse acui por parte dos humildes oradores Manoel Correa
Penteado, e Beatris de Barros; Pascoal Leite Penteado e Luzia [Leme];
João Correa Penteado, e Izabel Paes; Joseph Correa Penteado e
Lucrecia Lemme, elles oradores irmãos legítimos e ellas oradoras tambem irmans (irmãs) legitimas e todos naturais e moradores nesta villa de São Paulo q (que) estão contratados p.a (para) se Receberem na forma do sag. conc.Trid. (Sagrado Concílio Tridentino) oq. (o que)
não podem fazer por serem parentes no terceiro p.a o quarto grao (grau) de consanguinidade como se ve da exposição seguinte: De sua ascenden(cia) Potencia Leite e Maria Leite foram irmans legitimas, de Potencia Leite
nasceo (nasceu) Clara de Miranda mae delles dittos oradores [ a traduzir]Maria
Leite foi mae de Maria Dias, da qual foi filha Maria Leite mae
dellas dittas oradoras. A cauza q (que) allegam p.a a dispensa he saberem ser oriundos de neophitis, posto q (que) em grao remotissimo, serem ellas oradoras
das pessoas principais desta villa e destes não se achar facilm.te huns
q (que) não sejam seus parentes, por se achar de prezente e família de [seos] progenitores muito estendida. E na fe de ser facil, e justa petição a dispensa 
há largo tempo q (que) recolheo o pae dellas oradoras aos dittos [oradores em] sua casa, de q (que) poderá resultar algum escandalo, posto q(que) [ilegível] se não tiver effeito esse contrato; demais q (que) elles oradores tem agencia 
e industria p.a sostentarem a ellas oradoras por meios licitos q (que) como elles agora tem mostrado, sem o encargo de irem ao sertão, calidade (qualidade) q.  (que) não achará nos mais [ilegível].

                                                                  Pello q (que)
P. P. Assim seia servido admittir a sua petição
e feitas as diligencias necessarias, remetter ao Illustrissimo
Snõr Bispo p.a q. Seja servido dispensar  com[ ilegível]
dittos oradores no impedim.to acima referido.

Justifique perante [ilegível]
SP. 3 de Outubro de 689 (1689)


O que conta este documento ? 

o Impedimento (3º para 4º grau)
Eles explicam que o parentesco vem de duas irmãs: Potência Leite e Maria Leite (as filhas de Paschoal Leite e Izabel do Prado)
De Potência nasceu Clara de Miranda, mãe dos noivos (os Penteado).
De Maria Leite nasceu Maria Dias, que foi mãe de Maria Leite, que é a mãe das noivas.
Conclusão: Eles são primos em um grau que a Igreja proíbe, por isso precisam da dispensa do Bispo.

Eles reforçam que as noivas são das "pessoas principais desta vila" (elite) e que a família é tão grande e estendida que é quase impossível achar alguém do mesmo nível social que não seja parente deles. Ou seja: ou casam entre primos, ou não casam com ninguém à altura.

O documento revela que o pai das moças  já "recolheu os ditos oradores em sua casa" há muito tempo.Jä que o pai dos noivos, Francisco Rodrigues Penteado, havia falecido em 1673. Isso é um argumento de pressão: eles já vivem sob o mesmo teto. Se o casamento não sair, o "escândalo" (suspeita de que já tiveram relações) destruirá a honra das moças, da familia e com isso da coroa.
O pai das "moças" era Pedro Vaz de Barros, nascido ca. em 1646 e filho de Antonio Pedroso de Barros e de  Maria Pires de Medeiros. Este Pedro Vaz de Barros o moço (neto do governador do mesmo nome e de Luzia Leme) era muito rico, tambem membro da então "elite".  Era dono de um latifundiu gigantesco - Cataúna-   o que se pode entender da descriçao do Taques na genealogia paulistana, com 600 "almas" e teve capela privada o que era  importante na epoca colonial.
Além disso se entende que os 4 irmãos Penteado viveram no sitio "Cataúna" do Pedro Vaz de Barros, o moço e da parente deles que era Maria Leite de Mesquita, prima da mãe dos irmãos "Penteados". Mesmo Manoel Correa Penteado teve posiçao importante em Araçariguama 
Este Pedro Vaz de Barros o moço era filho de Antonio Pedroso de Barros e de Maria Pires de Medeiros e se haiva unido com o "topo" da hierarquia social da epoca.Havia se unido a riqueza nova dos "Barros" com a antiguidade dos primeiros povoadores que lutavam pelo poder politico (Pires, Ines a matrona etc) . Pode-se dizer que teve uma especie de ascesa social  de um lado dos Barros.
Mentre os 
 "famosos" e ricos irmãos Pedro Vaz Guassu e Fernao Paes de Barros em Sao Roque foram ricos sertanistas,  Antonio se havia unido com os importantes Pires.

O termo "neófitos" na petição faz na minha opiniao mais sentido como estratégia jurídica da epoca. Nao significa cristao-novo em 1686 como as vezes hoje vem interpretado. Eles e a igreja, na epoca,  teriam usado o termo "cristao-novo" nao neofito.
Pode fazer sim riferimento à mestiçagem, mas muito provavelmente na petiçao eles entenderam a "antiguidade" da familia e da fé catolica em Brasil  (como escrito supra) que teve raizes até entre os primeiros povoadores como os dos Leme ou Pires e Izabel do Prado e Pascoal Leite, etc.e assim reforçando um "linhagem" puro, fiel e catolico e assim fiel à coroa. 
Era a esposa de este Pedro Vaz de Barros, Maria Leite de Mesquita, a parente da mãe dos Penteados e como  eles era descendente de Isabel do Prado e Pascoal Leite. Muito provavelemente a riqueza do Pedro Vaz de Barros o moço havia vindo da familia dela. 

"Sem ir ao sertão" foi o aspecto economico e moral. 
Os noivos Penteados referem que haviam bastante meios para sustentar as esposas sem ir no sertao. Parece que para a igreja - lembre que ela era tambem jurisdiçao e moral no mundo colonial-  um noivo que não ia ao sertão era um "bom partido" porque o casamento é um sacramento que visa a constituição de uma família cristã. Alguém que "vai ao sertão" nas bandeiras podia ficar ausente por 2, 5 ou até 10 anos, ou simplesmente morrer e nunca mais dar notícias.
Muitas mulheres ficavam em uma situação jurídica e moral complicada, sem saber se eram viúvas ou casadas.
A solução: Se os Penteados ficavam em casa ("sem o encargo de ir ao sertão" porque isso era a ativadade dos parentes "Pedroso Barros" ), a Igreja tinha a garantia de que o lar seria estável, os filhos seriam criados na fé e o sacramento não seria abandonado.O sertão era visto pela Igreja como um lugar de perdição moral. Longe das vilas e dos padres, os bandeirantes frequentemente viviam em concubinato com indígenas ou cometiam violências.Um noivo que permanecia em Quitaúna ou em una vila era um homem "sob a vigilância" do clero e da família. Além disso dois dos primos de Manoel Correa Penteado foram clerigos e tambem um tio. Ainda esta observaçao tem a ver com "homem de qualidade".Deve-se lembrar que as terras foram do rei. O reino foi brigado de promulgar a fé catolica e povoar as terras no Brasil.
Ao casarem esses jovens que "já viviam na mesma casa", a Igreja evitava o pecado do sexo pré-matrimonial e garantia que eles vivessem "em face da Igreja", seguindo os preceitos do Concílio de Trento.
Sicuramente eles pagaram bem para esta dipensaçao.
Sem ir no sertao significava tambem que foram ricos e "homens bons", senhores de terras e escravos, de negocio, nao militares.

*Grafico parentesco Beatriz de Barros e Manoel Correa Penteado


Grafico parentesco de Manoel, Joao, Paschoal e José Correa Penteado e
de Beatriz, Izabel Paes de Barros e  Lucrecia e Lucia Leme de Barros


Avós/ tronco comum: 
Izabel do Prado (filha do Joao do Prado e Filippa Vicente), casada com Paschoal Furtado Leite)

1° grau: as filhas que são irmâes: 
1. Potencia Leite, 
2. Maria Leite

1. Potencia Leite c/c com Antonio Rodrigues de Miranda, pais de 
1.1. Clara de Miranda

2. Maria Leite c/c com Pedro Dias Paes Leme, pais de 
2.1.Maria Leite (Dias)

2° grau: Neto/a: (e primas entre si)
1.1.   Clara de Miranda c/c com Francisco Rodrigues Penteado, pais de 1.1.1.
2.1.   Maria Leite (Dias) c/c com Domingos Rodrigues de Mesquita, pais de 2.1.1.

3° grau: bisnetos e bisneta (primos em 2.grau)
1.1.1.    a) Manoel, b) Joao,  c) Joseph (José), d) Paschoal, (filhos de Clara de Miranda)
2.1.1.     Maria Leite de Mesquita, (filha de Maria Leite (Dias)

4° grau: trinetas (primas de 1.1.1. a-d): 

Beatriz, Isabel, Luzia, Lucrecia, (filhas de 2.1.1.)


Sobre parentesco e consanguinidade

1. Parentesco
Parentesco é a relação que une duas ou mais pessoas por vínculos de sangue (descendência /ascendência) ou sociais (sobretudo pelo casamento).

O parentesco estabelecido mediante um ancestral em comum é chamado parentesco consanguíneo, enquanto que o criado pelo casamento e outras relações sociais recebe o nome de parentesco por afinidade. 
Parentesco é tambem o vinculo de sangue existente entre duas ou mais pessoas com um ascendente comum. 
O ascendente comum chama-se TRONCO, e os laços que o ligam a cada um dos seus descendentes chamam-se LINHAS

Chama-se de parentesco em linha reta quando as pessoas descendem umas das outras diretamente (filho, neto, bisneto, trineto, tataraneto, etc), e parentesco colateral quando as pessoas não descendem uma das outras, mas possuem um ancestral em comum (tios, primos, etc)


2. consanguinidade
Consanguinidade - é a afinidade por laços de sangue.

É o grau de parentesco entre indivíduos com ascendência comum. Pode-se medir o quanto um determinado indivíduo é consanguíneo com outro através da medida chamada "grau de consanguinidade".

O Direito Civil e o Direito Canónico não são sempre coincidentes na contagem dos graus de parentesco. Os grau canónicos de parentesco, sâo diferentes. Aqui, conta-se um grau por geração, a partir do tronco comum.

Assim, os irmãos são parentes do 1º grau de consanguinidade,

os primos-direitos do 2º grau,

os primos segundos do 3º grau e assim sucessivamente.

No caso de haver diferença de geração, diz-se que são parentes dentro do grau sénior. Assim, por exemplo, tio e sobrinho são parentes dentro do 1º grau.


Os 7 filhos de Beatriz de Barros e Manoel Correa Penteado 


1. Padre José de Barros Penteado faleceu nas minas de Mato Grosso deixando grande fortuna que repartiu em legados pios deixando 4.000 cruzados a cada um de seus sobrinhos.  Como jà explicado acima, clerigos faziam parte da "elite" e foram guardiões da ordem colonial. Mesmo este padre foi para as minas de Cuiabà onde encontrou muito ouro e teve terras. Na rede familiar forneceu o ouro e muito provavelmente tambem indios ou escravos que foram depois fornecidos pelo resto da familia. Indios e escravos significaram terras e posse que era necessario para ser "homens de qualidade" no reino..  Deve-se lembrar que as terras foram do rei. Os reinados foram obrigados de promulgar a fé catolica e povoar as terras no Brasil. 

2. Fernão Paes Penteado, depois Paes de Barros (meu hexavô). 
Nasceu em Araçariguama, Município de S. Roque (SP). Em 03 de Outoubre 1731 casou na Freguesia da Sé, S. Paulo (SP) com 
Ângela Ribeiro Leite (ou de Cerqueira), filha de Francisco Leite Ribeiro e Maria Cerqueira Paes.
Note : o pai de Francisco Leite Ribeiro era primo de Manoel e tambem de Beatriz, ! O pai de Francisco (mesmo nome e sobrenome) era como Manoel descendente de 1. Potencia Leite c/c com Antonio Rodrigues de Miranda [ver grafico supra], sendo seu avó paterno  Pascoal Leite de Miranda, irmão de Clara de Miranda.e assim primo de ambos os pais de Fernão que foram Manoel e Beatriz ).

Fernão e Angela foram pais de: 

2.1. Maria de Cerqueira Paes ; 
2.2. Ana Matilde (religiosa congregada),
2.3. Francisco de Barros Penteado; 
2.4. Custodia Celia de Cerqueira;
2.5. Capitão José de Barros Penteado; ele foi para as minas com seu irmão Antonio.
2.6. Capitão Antônio de Barros Penteado (5° avó de Tiffany), o patriarca dos "Paes de Barros" na cidade de Sao Paulo, na era imperial  bastante importantes, era pai do barâo de Itu, barão de Piracicaba, Genebra de Barros Leite para citar os mais famosos dos seus filhos..;  
2.7. Manoela Perpétua de Cerqueira;
2.8. Potência Leite;
2.9. Inácio de Barros Penteado e
2.10. Maria Rosa de Cerqueira Câmara.

note: ninguem dos filhos de Fernao Paes de Barros com o sobrenome "Paes de Barros". Isso somente desde 1860 foi usado com a nova moda de usar sobrenomes.

Fernão Paes de Barros alias Paes Penteado faleceu em 1755 em Santana do Parnaíba (SP).completamente aruinado como refere Silva Leme: 


" E tradição, refere-nos Silva Leme, que o capitão Fernâo Paes de Barros tendo sido fiador de um hespanhol que, tentando desviar o rio Tieté num lugar denominado Rasgão, abaixo de Pirapora, perdeu todo seu trabalho, compromettendo ao mesmo tempo os haveres do fiador, deixando-o em condições precarias de fortuna. Entretanto, seus filhos se dirigiram as minas e adquiriram novo cabedal em ouro.
O Rasgão é uma prova do grande esforço dos parnahybanos em busca do ouro. Queriam desviar o curso do Tieté, numa grande volta que elle faz, para exploração da areia em secco. Não conseguiram finalizar a obra gigantesca por difficuldades em rochas durissimas. Estas eram arrebentadas pelo processo primitivo: aqueciam-nas com o calor de enormes fogueiras, que as envolviam em todas as dimensões e, com repetidos jactos de agua, ellas se partiam. Depois, com alavancas ou picaretas, extrahiam os pedaços. As pedras mais compactas não cederam à exhaustiva operação e o trabalho ficou parado tambem por difficuldades financeiras.
O Rasgão fica a sete kilometros de Pirapora e, segundo a tradição, é todo aurifero. Attribuem a direcção do primeiro córte, uns aos moradores de Araçariguama, naquelle tempo do termo de Parnahyba, e outros a Fernão Paes de Barros, cujas finanças se arruinaram por completo, pela fiança a um emprestimo de seu amigo hespanhol.
(fonte: http://www.rootsweb.ancestry.com/~brawgw/parnaiba/sph44.html )




3. Manoel Corrêa de Barros,nascido em 1695  casou-se em 1742 em Itu com sua prima Maria de Campos f.ª de Manoel Ferraz de Campos e de Anna Ribeiro. 
Manoel Corrêa de Barros faleceu em 1779 em Parnaíba com 82 anos de idade.

Manoel e Maria tiveram entre outros Francisco Xavier Paes de Barros que casou com Anna Joaquina de Morais.
Estes ultimo eram os pais do primeiro barão de Campinas, Bento Manoel de Barros, nascido em 1791 em Araçariguama Ele està sepultado na Capela-mor da Igreja de Nossa Senhora de Boa Morte em Limeira.





4 Anna Pires casou-se com Antonio Dias da Silva  "o papudo" f.º do capitão João Dias da Silva e de Izabel da Silva.. Antonio "o papudo" 
ocupou  "os honrosos cargos, para a Vila Boa de Goiás, onde foi o 1.º juiz ordinário depois de aclamada vila" 



5 Maria Leite da Escada casou-se com o capitão André de S. Paio Botelho, de quem foi a 1.ª mulher. Faleceu Maria da Escada em 1727 em Parnaíba (lesa do juízo o que significa
que era  fora de seu juízo", ou seja, em estado de alienação mental, demência ou loucura.).



6 Maria Dias de Barros casou-se com o português o capitão Francisco Gonçalves de Oliveira, natural de Viana do Minho, Portugal. Era 
Capitão de Ordenanças de Parnaiba.

 

7 Luzia Leme Penteado,  tirou dispensa em 1719 para casar-se com seu tio materno Manoel Pedroso de Barros filho de Pedro Vaz de Barros e de Maria Leite de Mesquita e irmão de BEATRIZ DE BARROS a mae de Luzia... Não sabemos se chegou a efetuar o casamento, ou se teve geração.  
"Manuel, nascido por 1690. Em 1719 (e não em 1712 como está na GP do Silva Leme) entrou com pedido de dispensa para casar com sua sobrinha Luzia Leme, alegando que
por desgraça deflorou o orador a oradora” e “pelo brio de seus irmãos e mais parentes” corriam ambos risco de vida, só sanável pelo casamento. "

QUE TEMPOS DE VIOLENCIA....! 

O "brio" significava que:

Se Manoel não casasse com Luzia, os irmãos Barros (um deles era padre) e parentes Penteado (entre eles tive primos que foram clerigos jesuitas o mataram. Lembre o status social e que foram "guardiões da ordem colonial) poderiam matá-lo legalmente para "lavar a honra" da família "com sangue" para não perder o status.
Teve pressão social: O escândalo de um tio com uma sobrinha era incestuoso perante a Igreja e degradante perante a Vila.
A dispensa era a única forma de transformar um crime/pecado num "contrato de família".

A Igreja proibia casamentos até o 4.º grau de consanguinidade (primos segundos).  Efeitivamente relutou a igreja a dar a dispensa por ser o parentesco muito proximo, resultando em um longo processo, onde foram ouvidas  inúmeras testemunhas !!. (ACMSP, Dispensas Matrimoniais, 1718-1720, cod. 8-4-2)"

nâo sei se casaram efeitivamente e tenho duvida que tiveram filhos.
O fato de o crime ter sido transformado em um processo de dispensa matrimonial é uma forma de violência burocrática. A vítima (Luzia) é forçada a casar com seu agressor/tio para que o crime desapareça dos registros criminais e se torne um "pecado remediado".
O sistema jurídico (os letrados e clérigos da família) trabalhava para legitimar o abuso em nome da estabilidade patrimonial.
No caso de Manuel e Luzia, o "longo processo" com "inúmeras testemunhas" não buscava a justiça para a moça, mas a honra das duas familia e um "armistizio". Manoel era um "Barros" que atacou uma "Penteado/Barros" dentro de casa. O brio era a pressão de todos os lados para que aquele corpo "estragado" (Luzia) fosse legalmente ligado ao agressor, selando o escândalo num contrato jurídico. O "defloramento" tirava dela a condição de "virgem", que era um requisito inegociável para casamentos de alto nível. Ela deixava de ser uma "moeda de troca" valiosa para o brio da família.o agressor tinha apenas duas saídas legais: "dotar ou casar". Como Manuel era o tio e não tinha como "dotar" a sobrinha para que outro casasse com ela (ninguém de "qualidade" aceitaria), o casamento era a única forma de evitar que o crime se tornasse uma sentença de morte ou de degredo para ele.

Concluindo

......   e referindo-me à genealogia histórica vs. genealogia simbólica mencionada ao início deste texto, posso constatar que os antepassados do meu ramo "Paes de Barros" não foram simplesmente sertanistas ou "heróis" romantizados de uma "nação" — como alguns "lobbies" de genealogistas e políticos os descrevem ao classificá-los como criptojudeus por parte dos Pedroso Barros (Beatriz de Barros).
Para sobreviver neste mundo colonial, era importante respeitar as leis do Rei junto às da Igreja para não arriscar o confisco dos muitos bens que possuíam e não perder o status social, que equivalia ao poder. Em Portugal, o Rei estava "perto"; no Brasil, a lei era o que o "poderoso" dizia. Se você perdesse o apoio dos seus pares ou da Igreja, não tinha a quem recorrer. O isolamento geográfico tornava o confisco e a ruína social um abismo muito próximo. No Brasil colonial, a linha que separava o "Senhor" do "Escravizado" era a honra. Perder o status não era apenas ficar pobre; era correr o risco de ser nivelado àqueles que faziam o "trabalho vil". Se o status caísse, os inimigos avançavam sobre as terras e os processos judiciais se multiplicavam.
O medo de perder tudo era, certamente, uma constante diária. As origens de cristãos-novos (se verdadeiras), por parte da trisavó de Beatriz, nesta época já eram distantes. A vida era cheia de perigos, de litígios, de violência e de fome. A pura sobrevivência, o poder e a união com outros do mesmo status eram mais importantes do que viver uma crença em segredo. A sobrevivência à fome (que assolava as vilas quando as safras falhavam) e à violência dependia inteiramente de quantos parentes "de peso" você tinha para te defender.
Além disso, lembre-se de que cada um dos antepassados tem 2 pais, 4 avós, 8 bisavós, e assim por diante, tal como nós mesmos. A progressão dos antepassados no Brasil colonial formava uma malha de proteção. Se um primo era padre, outro era juiz na Câmara e o sogro era um grande minerador, a família tornava-se um "Estado dentro do Estado". Foram muitas famílias, etnias, histórias, dores, dificuldades e lutas para sobreviver que chegam até nós; a história de cada um deles forma toda a nossa história.
Não há genealogia simbólica que simplesmente atribua a mesma história construída e romantizada a todos aqueles com o mesmo sobrenome para criar um grupo de pertencimento mítico. A violência era sempre presente; a vida era bruta demais para crenças secretas ou heroísmos românticos. O que existia era uma "elite de pés descalços", que falava tupi e usava a lei da Igreja e do Rei apenas como ferramentas para validar o poder que já exerciam, de fato, no isolamento do planalto.


Sobre judeus sefarditas e Pedro Vaz de Barros leia Pedro Vaz de Barros polemicas até hoje

terça-feira, 20 de setembro de 2011

do qual " DE BARROS" você descende ?- O sobrenome no Brasil não indica um conceito da "casa"

Sobrenome no Brasil - Confusão e difficuldades! 


atualizado 10.04.2019 por Tiffany 

Segundo algums descendentes nenhum Pais de Barros grafa o sobrenome dessa forma, mas sim Paes de Barros, que é uma grafia arcaica. Me escreveu um historiador que no Brasil, as normas ortográficas não são muito respeitadas e os sobrenomes muitas vezes são escritos de forma antiquada, como acontece por exemplo em inglês.  



Efeitivamente segundo o Formulario Ortogràfaico : 


"A grafia original do nome de biografados, , deve ser atualizada conforme a onomástica estabelecida a partir do Formulário Ortográfico de 1943, por seguir as mesmas regras dos substantivos comuns (Academia Brasileira de Letras – Formulário Ortográfico de 1943). Tal norma foi reafirmada pelos subsequentes Acordos Ortográficos da língua portuguesa (Acordo Ortográfico de 1945 e Acordo Ortográfico de 1990). A norma é optativa para nomes de pessoas em vida, a fim de evitar constrangimentos, mas após seu falecimento torna-se obrigatória para publicações, ainda que se possa utilizar a grafia arcaica no foro privado (Formulário Ortográfico de 1943, IX).

Significa que nos estudos historicos o nome deve ser escrito PAIS de Barros e no foro privado na forma arcaica PAES de Barros...

Quando eu comencei a estudar as arvores genealogicas dos vários "de Barros", teria muitos diferentes sobrenomes como : Barros, de Barros, Barroso, mesmo Bayros ou Bairros etc. etc. A coisa mais confusional foi o que no Brasil e no Portugal os filhos e as filhas nao teriam sempre o sobrenome de familia paterna como na Norte Europa. 

Acredita-se que no Portugal só depois o século XIX, a maior parte das pessoas de qualquer nível social tinha um sobrenome, ou sobrenomes, hereditários, fixos só em alguns casos. Fora da cultura portuguesa, este sobrenome tendia a ser patrilinear, único, e identificava a família como primado de identidade masculina, provendo assim uma ligação com o passado, e preservando sua identidade no futuro. Por esse fato no mundo fora da cultura portuguesa não é surpresa o fato de que antigamente a prioridade das famílias mais importantes fosse ter filhos homens para manter o nome, afinal, os filhos homens eram quem passavam o sobrenome para as novas gerações, e por essa razão era preocupante para uma família não ter nenhum descendente masculino. 

Por isso,em primeiro, eu mesmo tinha que entender como funciona o sistema de sobrenomes em Brasil. Isso é a causa porque eu chamo meu Blog "os Paes de Barros de São Paolo, Itu e Sorocaba...." isso para diferenciar e encontrar possivelmente membros desse meu ramo dos Paes de Barros e possivelmente fazer mais luz sobre outros ramos e seus descendentes que usam "Paes de Barros".

HISTORIA DOS SOBRENOMES

Desde a Idade Média e até ao século XVIII, em algumas zonas rurais portuguesas as pessoas eram conhecidas apenas pelo nome próprio, ao qual era acrescentado o patronímico (nome do pai), para os rapazes, e o matronímico, (nome da mãe), para as moças. Em casos mais raros podia o rapaz ser conhecido pelo matronímico, por exemplo, se não tivesse pai, ou a moça pelo patronímico, no caso, por exemplo, de o pai ser de uma família mais distinta do que a da mãe. A partir do fim da Idade Média, numa lenta transição das urbes (cidades) para o campo, e do litoral para o interior, os patronímicos tendem a fixar-se, transmitindo-se sempre o mesmo, já como sobrenome de uma determinada família que o usa em comum.

Nos documentos oficiais em Portugal por exemplo, na Chancelaria Régia portuguesa, os registros mencionam sempre o nome da pessoa, seguido do nome do pai dela, de forma a impedir confusões entre homônimos. (Antonio, filho de X e de sua mulher Y )

A necessidade de adicionar outro nome para distinguir as pessoas de mesmo nome próprio veio a ganhar popularidade. Então elas passaram a adicionar ao nome que declaravam, ou que assinavam, o apelido (sinônimo em português de alcunha ou sobrenome) por que os outros as distinguiam, ou então o nome da sua terra de origem:

Exemplos:

1º) João Anes, filho de um ferreiro, se diria João Anes Ferreiro, podendo passar essa alcunha/apelido aos seus descendentes.

2º) O filho de João Anes, de Guimarães, que passasse a residir em Barcelos, dir-se-ia João Anes de Guimarães.

3º) Este processo é paralelo e análogo aos membros da nobreza, que por serem muito conhecidos se assinam pelo nome das terras cujo senhorio pertence a sua respectiva família, explo: João Anes de Sousa, ou seja, João, filho de João, senhor ou dono das Terras de Sousa.

No século XI, época da Revolução Urbana na Europa, com a explosão da população nas, até então, pequenas cidades (urbes) medievais, pouco mais do que aldeias, o uso de um segundo nome se tornou tão comum nessas cidades subitamente crescidas, e onde as pessoas passaram a ter mais dificuldade em conhecerem-se todas entre sí, que em alguns lugares era mal visto/considerado não se ter um sobrenome.

Atenção: mesmo tendo sido este fenômeno de explosão da população o motivo do começo para todos os sobrenomes que existem hoje, grande parte dos nomes usado nas Idades Média e Moderna 
não tem a ver com a família.  Nenhum era obrigatoriamente hereditário, até à implantação do registro civil.

No século XIV é adotado em Portugal a língua portuguesa para os registros oficiais, abandonando-se o latim até então utilizado para os registros. Isto paralelamente a outras nações européias, onde pelos anos de 1370 já se encontra a palavra sobrenome em documentos, nas respectivas línguas locais.

Mas sobrenome significando ainda, e tão somente, um segundo nome mais distintivo, livremente atribuído ou escolhido e não necessariamente transmissível, ou seja, não era o sobrenome no sentido contemporâneo do termo.

Note-se que, até ao séc. XVII, nem sequer a Família Real dispunha de sobrenome, sendo os seus membros apenas tratados pelos seus nomes próprios e seus respectivos títulos distintivos.

Até 1911, a adoção dos sobrenomes era liberal, isto é, as pessoas eram apenas batizadas com o nome próprio, e escolhiam livremente mudar esse nome próprio ao entrar na adolescência, época em que recebiam o Sacramento da Crisma, considerado um novo batismo, e que permitia, e permite, mudar o nome próprio, ou acrescentar-lhe outro.
Até 1911, por conselho da família ou vontade própria, o crismado escolhia qual ou quais os sobrenomes de família que passaria a assinar como adulto. Esses registros eram exclusivamente os da Igreja Católica que serviam oficialmente, quando preciso, na vida civil.

E assim : 

Não tem escolha senão verificar meticulosamente os nomes e sobrenomes dos pais para os indivíduos e os registros das igrejas para pesquisar !

Já em Portugal vigorava tanto entre a nobreza quanto entre o povo, o conceito de CASA, que era constituído pela noção de patrimônio familiar comum partilhado sob o comando do filho mais velho (no geral), na ausência de varões, sucediam as mulheres como senhoras da Casa que, em muitos casos transmitiram, e transmitem ainda, esse sobrenome da Casa à sua descendência. É o chamado sistema misto.

Na cultura portuguesa é costume os filhos receberem um ou mais sobrenomes de ambos os progenitores.
Também assim se procede na cultura hispânica porém note-se que, enquanto na portuguesa os sobrenomes maternos precedem os paternos na disposição final do nome completo, na Espanha e na América hispânica a ordem é a inversa.

Entre 1580-1640 sob a dominação da Espanha vigorou em Portugal a praxe espanhola do sobrenome do pai anteceder ao sobrenome da mãe.
(isso tanto para complicar a pesquisa sobre os meus varios antepassados direitos. não se sabe se a variante dos sobrenomes era a hispaniola ou portuguesa ou outro motivaçao. 

Em Portugal o número máximo de sobrenomes permitidos é 4, o que permite o uso de sobrenome duplo quer materno, quer paterno, enquanto que na Espanha é de 2, mas esses dois podem ser duplos, unidos por hífen, resultando na realidade em quatro sobrenomes como em Portugal.
Já no Brasil e nos restantes países de língua portuguesa não existe essa limitação para o número de sobrenomes.

A partir do final do século XIX, por influência da burguesia francesa, tornou-se comum às mulheres portuguesas acrescentarem o sobrenome (ou duplo sobrenome) do marido aos seus sobrenomes sem, no entanto, perderem os seus próprios sobrenomes de solteira.
Assim, como norma geral, os pais têm filhos com sobrenomes completamente diferentes entre si.

Pelo texto o uso dos apelidos em Portugal de Antonio Machado de Farias aprende-se que a confusão sempre foi muito complexa.
Muitas vezes os filhos não derivam o sobrenome do patronímico do pai, mas usam o próprio patronímico , outras vezes tomam o mesmo patronímico do avô paterno, ou avô materno, ou bisavô paterno, ou bisavô sogro do avô paterno, mesmo dos tio-avós ou padrinhos.
Por conta dessa prática fica tudo muito confuso na compreensão dos sobrenomes na genealogia.



SOBRENOMES NO BRASIL:

Exemplo ilustrativo de um meu antepassado, tirado do Título: Penteado, Volume III, pg. 368 a 404, da Genealogia Paulistana de Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), inspirada em Pedro Taques de Almeida Paes Leme (1714-1777):

Segundo escreveu Pedro Taques: >>A Nobre família de Penteado teve origem em S. Paulo em Francisco Rodrigues Penteado, natural de Pernambuco, para onde veio ser morador seu pai Manoel Corrêa  (meu heptavô ) com casa, saindo de Lisboa; e em Pernambuco se estabeleceu com negocio grande. Tendo este filho Francisco Rodrigues Penteado (meu octavô ), já bem instruído em artes liberais, sendo excelente e com muito mimo na de tanger viola, e destro na arte da música, seu pai o mandou a Lisboa sobre dependência de uma herança que ali tinha, o filho, porém, vendo-se em uma corte das mais nobres da Europa e com prendas para conciliar estimação, cuidou só no estrago que fez do cabedal que recebeu, consumindo em bom tratamento e amizades: Refletindo depois que não estava nos termos de dar satisfação da comissão com que passara de Pernambuco a Lisboa, embarcou na frota do Rio de Janeiro com Salvador Corrêa de Sá e Benevides em 1648, o qual tendo de passar a Angola, como passou, para a restaurar dos holandeses, o deixou (Francisco Rodrigues Penteado) na cidade do Rio muito recomendado pelo interesse de instruir nos instrumentos musicais a suas filhas e ao filho mais velho Martim Corrêa com quem estava unido pela igualdade dos anos. Do Rio de Janeiro, pela demora em Angola do dito Salvador Corrêa de Sá, que ficou feito general daquele reino, passou para a vila de Santos Francisco Rodrigues Penteado; e já desta vila subia para S. Paulo contratado para casar com uma sobrinha de Fernando Dias Paes, que foi quem o ajustou para este contrato.<<

Pg. 368: Casou-se Francisco Rodrigues Penteado em S. Paulo com Clara de Miranda f.ª de Antonio Rodrigues de Miranda, natural de Lamego, e de Potencia Leite, à pág. 135. Faleceu Francisco Rodrigues Penteado em 1673 com seu testamento em Parnaíba e sua mulher Clara de Miranda em 1682. Teve (C. O. de S. Paulo) os 7 seguintes filhos com 4 tipos diferentes de sobrenome:

Cap. 1.º Francisco Rodrigues Penteado

Cap. 2.º Antonio Rodrigues Penteado 

Cap. 3.º Andreza Leite (*)

Cap. 4.º Manoel Corrêa Penteado (segue abaixo=cap. 4º) ,heptavô de Tiffany. que foi casado com Beatriz de Barros, uma trisneta do Pedro Vaz de Barros e Luzia Leme.  o "Correa" vem do avó Manoel Corrêa, vindo do Portugal em Pernambuco e do qual não se sabe com quem era casado...

Cap. 5.º Paschoal Leite Penteado  (*)

Cap. 6.º João Corrêa Penteado

Cap. 7.º José Corrêa Penteado

 (* o "Leite" vem da avó, Potencia Leite. Niguém tem o "Miranda" da mãe no sobrenome)



Pg. 375: Cap. 4º) Manoel Corrêa Penteado, natural de S. Paulo, que foi morador em Araçariguama, adquiriu riqueza com a exploração de minas de ouro nas Minas Gerais, e foi proprietário de grande fazenda de cultura em Araçariguama termo de Parnaíba onde teve as rédeas do governo e foi pessoa de autoridade e veneração. 
Foi casado com Beatriz de Barros f.ª do capitão Pedro Vaz de Barros e de Maria Leite de Mesquita. Tit. Pedrosos Barros. Faleceu em 1745 e teve os 7 f.ºs 

Note bem : Todos os 7 filhos com sobrenomes diferentes : 
  • 1-1 Padre José de Barros Penteado

  • 1-2 Capitão Fernão Paes de Barros  6° avô de Tiffany, que tem o mesmo nome e sobrenome do seu "famoso" tio-avó materno , (tio de sua mãe Beatriz com grande fazenda em Sao Roque)    .

    Dele prende o sobrenome este capitao Fernao Paes de Barros apõs o seu casamento em 1731. Jä que quando se casa com sua prima Angela Ribeiro em Sao Paulo, em casa particular, ele ainda é FERNANDO PAES PENTEADO. (fonte: livro de casamentos, Araçariguama 1731)

  • 1-3 Manoel Corrêa de Barros 

  • 1-4 Anna Pires 

  • 1-5 Maria Leite da Escada 

  • 1-6 Maria Dias de Barros 

  • 1-7 Luzia Leme Penteado 
Todos com sobrenomes DIFERENTES !

1-2 Fernâo Paes de Barros (supraassumiu apenas o sobrenome de seu famoso tio-avô materno, da familia de sua mãe Beatriz de Barros e nenhum  dos Correa, Rodrigues ou  Penteado, que foram sua família paterna ! Efeitivamente no sentido de hoje ele é um "Penteado", nao Paes de Barros.

Ele era casado com sua prima Angela Ribeiro ou de Cerqueira em 2 de outobre 1731.
Deles descendem Antonio de Barros Penteado, meu pentavô,   e seus filhos que sâo os meus tetra- avós : o capitão Francisco Xavier Paes de Barros e seu irmão Bento Paes de Barros (o barâo de Itu).

Sâo o meu tronco dos varios ramos "Paes de Barros" ou "de Aguiar Barros" do seculo 19, quando mudou a moda francesa de usar os sobrenomes.
Ligaram- se assim ao "famoso" Fernão Paes de Barros em Sao Roque , um irmão do proprio tetra-avô deles que era Antonio Pedroso de Barros casado com Maria Pires de Medeiro. Ele tambem com grande fazenda em Itauna perto de Sao Paulo.
.

Assim sendo, eu concluo:
Por conta dessa prática aleatória de dar os sobrenomes fica tudo muito confuso na compreensão dos sobrenomes na minha pesquisa de genealogia no Brasil.

Leia mais curiosidades sobre os antepassados do meu ramo de Antonio de Barros Penteado :Beatriz de Barros e Manoel Correa Penteado

Se for com as regras de sobrenomes de hoje ou com as regras da Europa do Norte na epoca 1500-1800,  o sobrenome de estes "Barros" seria Penteado e não Paes de Barros, seguindo o sistema patriarcal da epoca. 
O conceito "da casa" no sentido de "nobre" como na Europa  nao existiu no Brasil colonial.

Na realidade, eram redes de parentesco complexas onde o sobrenome era usado de forma estratégica para manter o poder (terras, escravos) e o status de "Homem Bom" (quem podia votar e ser votado nas Câmaras = poder).
 

- nobiliarchia paulistana, Pedro Taques

- genealogia paulistana, Silva Leme