“Cada pessoa tem a sua historia. - Cada pessoa tem uma familia. - Cada familia tem origems. - Você não é apenas o que você imagina que é!"


sábado, 29 de outubro de 2011

Os Paes de Barros de Sâo Paulo tem primos em Jau, SP.


O parentesco com o ramo dos Paes de Barros em Sao Paolo se forma através os irmãos Josè de Barros Penteado (ramo em Jau que tive com agregados a familia de-Almeida Prado) e Antonio Paes de Barros Penteado (ramo em Sao Paolo, tive agregados de familias Aguiar, Sousa Barros, Mesquita).

Ambos filhos de 
Fernão Paes de Barros natural de Parnaiba (1711-1755) e Angela Ribeiro Leite.

Segundo a Genealogia Paulistana de Luiz Gonzaga da Silva Leme (baseia-se em Nobiliarquia de Pedro Taques de Almeida) a ascendencia deles compoe-se assim:

Vol III - Pág. 368 a 404 ,Tit. Penteados e
Vol III - Pág. 442 a 478 Tit. Pedrosos Barros e Tit. Penteados

Pedro Vaz de Barros e seu irmão Antonio Pedroso de Barros foram pessoas de qualificada nobreza e vieram ao Brasil providos Antonio Pedroso de Barros em capitão-mor da capitania de S. Vicente e S. Paulo, e o irmão Pedro Vaz de Barros em ouvidor da mesma capitania, como se vê da carta patente passada em Lisboa em 1605, pela qual tomou posse Antonio Pedroso na câmara de S. Vicente em 1607, que está registrada no arquivo da câmara de S. Paulo..
O capitão-mor governador Pedro Vaz de Barros faleceu com testamento em 1644 e foi casado com Luzia Leme, falecida em 1655, f.ª de Fernando Dias Paes e de Lucrecia Leme.  Teve:

  • Cap. 1.º Valentim de Barros
  • Cap.2.º Antonio Pedroso de Barros
  • Cap. 3.º Luiz Pedroso de Barros
  • Cap. 4.º Pedro Vaz de Barros
  • Cap. 5.º Fernão Paes de Barros
  • Cap. 6.º Sebastião Paes de Barros
  • Cap. 7.º Jeronimo Pedroso
  • Cap. 8.º Lucrecia Pedroso de Barros

Leia sobre eles em esso blog: descendentes de Pedro Vaz de Barros

Cap. 2.º
Antonio Pedroso de Barros, faleceu em 1652 com testamento(1). Foi potentado pelo número de 600 índios que possuía nas suas fazendas de cultura.

(1) No V. 2.º. pág. 127, tratando do assassinato praticado por Alberto Pires na pessoa de seu cunhado Antonio Pedroso de Barros (segundo a tradição), concluímos, de acordo com Pedro Taques, que não foi Antonio Pedroso a vítima, e sim um outro qualquer cujo nome não descobrimos. Do contexto das declarações que seguem se evidencia que não foi vitimado pelo bacamarte numa emboscada como diz a tradição, e sim morreu, com tempo de fazer seu testamento, em conseqüência de ferimentos recebidos numa revolta de seus índios, na sua fazenda na paragem denominada Apoterebu.

Como consta do seu inventário com testamento (C. O. de S. Paulo) faleceu em 1652, sendo seu testamento escrito por seu concunhado Francisco Dias Velho, por estar o testador em artigo de morte.

Nele declarou ser f.º de Luzia Leme, ser irmão dos capitães Fernão Paes de Barros e Pedro Vaz de Barros, e ser genro de Ignez Monteiro.
Casou em 1639 em S. Paulo com Maria Pires de Medeiros f.ª do capitão Salvador Pires de Medeiros e de Inez Monteiro de Alvarenga, a matrona V. 2º pág.129.Teve 4 f.ºs. legítimos e 4 bastardos:.

Os legítimos:
1-1 Pedro Vaz de Barros §1.º
1-2 Antonio Pedroso de Barros §2.º
1-3 Ignez Pedroso de Barros §3.º
1-4 Luzia Leme de Barros §4.º


Os bastardos:
1-5 Sebastiana, f.ª de Maria pequena.
1-6 Paulo, f.º de Maria pequena
1-7 Paschoal, f.º da índia Victorina
1-8 Ventura, f.º da índia Iria

§ 1.º
1-1 Pedro Vaz de Barros, que tinha 6 anos em 1652 quando se começou o inventário de seu pai, foi rico em cabedais. Foi morador no sítio ou fazenda de Cataúna que, pelo número de casas e seu arruamento, parecia uma vila, com uma capela onde se administrava os sacramentos a mais de 600 almas. Foi casado com Maria Leite de Mesquita f.ª de Domingos Rodrigues de Mesquita e de Maria Dias; por esta neta de Pedro Dias Leme e de Maria Leite. V. 2.º. pág. 465
Teve pelo inventário de Maria Leite de Mesquita, falecida em 1732 em S. Paulo, a filha

2-1 Beatriz de Barros que foi casada com Manoel Correa Penteado f.º de Francisco Rodrigues Penteado e de Clara de Miranda. Neste à pág. .375. Com geração.
Manoel Corrêa Penteado, natural de S. Paulo, que foi morador em Araçariguama, adquiriu riqueza com a exploração de minas de ouro nas Minas Gerais, e foi proprietário de grande fazenda de cultura em Araçariguama termo de Parnaíba onde teve as rédeas do governo e foi pessoa de autoridade e veneração. Faleceu em 1745 e teve (C. O. de S. Paulo) os 6 f.ºs:
1-1 Padre José de Barros Penteado § 1.º
1-2 Capitão Fernão Paes de Barros § 2.º
1-3 Manoel Corrêa de Barros § 3.º
1-4 Anna Pires § 4.º
1-5 Maria Leite da Escada § 5.º
1-6 Maria Dias de Barros § 6.º
1-7 Luzia Leme Penteado § 7.º

§ 2.º
1-2 Capitão Fernão Paes de Barros foi morador em Parnaíba onde faleceu em 1755, e foi casado em 1731 em S. Paulo com Angela Ribeiro Leite, falecida em 1749, f.ª de Francisco Leite Ribeiro e de Maria de Cerqueira. Neste V. à pág. 112. É tradição corrente entre seus descendentes que foi o capitão Fernão Paes fiador de um espanhol que, tentando desviar o rio Tietê, no lugar denominado Rasgão, abaixo da capela de Pirapora, perdeu todo o seu trabalho comprometendo ao mesmo tempo os haveres do seu fiador deixando-o em condições precárias de fortuna. Entretanto, seus filhos se dirigiram às minas e adquiriram grande cabedal em ouro como veremos adiante. Teve 7 filhos: (C. O. de S. Paulo): Entre eles:


2-5 Capitão José de Barros Penteado, natural de São Roque, foi às minas onde demorou-se três anos e por doente voltou a S. Paulo, trazendo boa soma de ouro com que comprou terras na vila de Itu onde se estabeleceu e casou-se em 1775 com Maria Dias Leite f.ª de José Gonçalves de Barros e da 1.ª mulher Maria Dias Leite. Neste Tit. adiante. Faleceu o capitão José de Barros Penteado em 1789 com testamento em Itu (óbitos de Itu) e teve (C. O. de S. Paulo) os 6 f.ºs. (Declarou no testamento 4 f.ºs. legítimos José, Anna, Maria e Fernando):



O ramo de Sao Paolo foi do irmâo :

2-6 Capitão Antonio de Barros Penteado, f.º do capitão Fernão Paes § 2.º foi às minas com seu irmão o capitão José de Barros n.º 2-5 e, na exploração da mina da Melgueira, conseguiu tirar em alguns anos uma arroba de ouro, com o que, voltando para S. Paulo, comprou terras em Itu onde ficou estabelecido. Casou-se em 1778 em Itu com Maria Paula Machado f.ª do capitão-mor Salvador Jorge Velho e de Genebra Maria Machado. Tit. Jorges Velhos. Faleceu o capitão Antonio de Barros em 1820 em Itu e teve 9 f.ºs: Angela Ribeiro de Cerqueira, Joaquim Floriano de Barros, Genebra de Barros Leite, Escholastica Joaquina de Barros, Bento Paes de Barros futuro Barão de Itu, Antonio Paes de Barros futuro 1° Barão de Piracicaba, capitão Chico Francisco Xavier Paes de Barros, Anna Joaquina de Barros, Maria de Barros Leite.

2-5 Capitão José de Barros Penteado tive:
3-1 Tenente Fernando Paes de Barros, ouvidor, cavaleiro da ordem de Cristo, proprietário de grandes fazendas de cultura em Itu e Capivari. Em seu palacete em Itu hospedou-se S. M. o Imperador Dom Pedro 2.º Casou-se em 1807 em Itu com Maria Jorge de Almeida Barros f.ª de Alexandre Luiz de Almeida Pedroso e de Anna Jorge de Barros. Tit. Bicudos. Faleceu em 1851. Teve os 11 f.ºs. seguintes (por informações):Entre eles :

4-11 Coronel Joaquim Fernando Paes de Barros, já falecido, foi 1.º casado com sua sobrinha Maria Fernandina, f.ª de seu irmão Fernando Paes de Barros n.º 4-5 e da 1.ª mulher; 2.ª vez com Clara Candida da Motta f.ª de Luiz Thomaz Nogueira da Motta, em Tit. Bicudos;Tivem:


5-3 Joaquim Fernando Paes de Barros casou-se com Francisca Eugenia f.ª de Vicente de S.Paio Góes e de Gertrudes de Almeida Taques. Tit. Arrudas.


 


Isso é quanto eu encontrei na Genealogia Paulistana. 
Segundo os informaçõees do primo em Jau, 
N°5-3 Joaquim Fernando Paes de Barros, tambem dito Coronel, nascido por volta 1855 e falecido em Campinas ao 82 anos, seria em 1931. Ele estudou medicina na Europa, mas ficou doente e retornou.
Foi casado com Francisca Eugênia Sampaio Paes de Barros, nascida 25.12.1868 e falecido 1970 ao 102 anos em Campinas. Foi filha de Ana Gertrudes Ferraz Goés, natural de Piracicaba e morte em Bocaina 28.2.1928. Tivem:

Joaquim Fernando Paes de Barros junior (2), nascido em 28.0.11885 em Capivari, casado com Anna Balbina de Almeida Prado Barros, nascida 16.7.1888, filha de João de Almeida Prado junior (22.2.1847 em Porto Feliz e morte 24.3.1934 em Jau) e Ana Gertrudes Ferraz (4.12.1852 em Piracicaba, morte 28.2.1928 em Bocaina, perto de Jau)

Os filhos de Joaquim Fernando Paes de Barros e Anna Balbina de Almeida Prado não adotaram este sobrenome de mãe Ana de Almeida Prado e tiveram só Paes de Barros.
Tiveram 7 filhos.

Tem um Blog de familia de Almeida Prado em Jau com muitas fotografias antigas e informaçoes tambem dos membros Paes de Barros.

Link Foto com Francisca Eugênia Sampaio de 1947:

JAU

Municípios limítrofes: Itapuí; Bariri; Bocaina; Dourado; Dois Córregos; Mineiros do Tietê; Pederneiras; Macatuba e Barra Bonita. Jaú é banhado pelo Rio Tietê e seus afluentes Rios Ave Maria e Jahu. Os demais cursos d'água que atravessam o município são córregos e ribeirões.

A LENDA

O nome Jaú vem do tempo das monções e tem ampla significação na língua Tupi-Guarani-Kaingangue.

Ya-hu quer dizer peixe guloso, comedor, um grande bagre comedor...

Mas também pode significar "o corpo do filho rebelde" segundo conta a lenda do peixe Jaú.



Ya-hu era um jovem guerreiro Kaingangue que não aceitou uma troca de cunhas entre seu pai e o chefe da tribo dos Coroados, a qual selava um acordo de paz.
Por causa de uma das moças, talvez a amada, o Ya-hu revoltou-se contra o pai e reagiu. Perseguiu os Coroados até próximo a Serra de São Paolo, onde encurralou e fez guerra, causando muitas mortes. Porém, bastante ferido, o jovem guerreiro volta para casa, mas desta vez foi seguido pelos Coroados.
Durante a caminhada acabou atingido duas vezes. Por fim, cercado pelo inimigo, e vendo que não tinha mais espaço para fuga, para que seu corpo não fosse comido e para que sua cabeça não fosse cortada e erguida como troféu, o jovem guerreiro Kaingangue preferiu afogar-se num ribeirão, de onde ressurgiu mais tarde, transformado em peixe.
Esse nome, dado pelo chefe Kaigangue e que mais tarde passou ao rio e ao Município, significa o corpo do filho rebelde, justamente porque o referido peixe mostrava no dorso uma mancha irregular na cor vermelha, iguais as que usava o jovem guerreiro, que jamais voltou de sua guerra contra os Coroados.

Historia de JAHU

Os bandeirantes que seguiam pelo rio Tietê, pescavam um peixe chamado Jaú, na foz de um ribeirão. O local, desde então, ficou conhecido como Barra do Ribeirão do Jaú. Motivados pela excelente qualidade da terra roxa, abundante na região, os primeiros habitantes oriundos de Itú, Porto Feliz, Capivari e do sul de Minas Gerais, aí se fixaram com suas famílias.

Rua Humaitá, Embarque de Café.











A fundação data de 15 de agosto de 1853, quando alguns moradores da região decidiram organizar uma comissão composta pelos cidadãos Bento Manoel de Moraes Navarro, capitão José Ribeiro de Camargo, tenente Manoel Joaquim Lopes e Francisco Gomes Botão para tratar da fundação do povoado. Por proposta de Bento Manoel de Moraes Navarro o povoado foi fundado sob a égide de Nossa Senhora do Patrocínio, tendo, inclusive, Bento Manoel mandado entalhar em Itu a imagem da referida santa, ofertando-a á sociedade local.
Depois de vários estudos, ficou decidido em uma reunião realizada na residência de Lúcio de Arruda Leme (localizada onde hoje se encontram as ruas Edgard Ferraz e Amaral Gurgel) que seria erguido um povoado na área de 40 alqueires, doados em partes iguais por Francisco Gomes Botão e tenente Manoel Joaquim Lopes. Estas terras eram aquelas compreendidas entre a margem esquerda do rio Jaú e a do Córrego da Figueira. Em 8 de abril de 1857, a lei nº 25 incorporou os Bairros de Tietê, Curralinho e Jacareí. A lei nº 11 de 24 de março de 1859 elevou a capela do Jaú no município de Brotas, à freguesia, a qual por sua vez foi elevada à vila pela lei nº 60 de 23 de abril de 1866 e em 15 de abril de 1868 é criado o Termo de Jaú, sedo o seu primeiro Juiz Municipal Antonio Ferreira Dias e primeiro delegado de polícia, o tenente Antônio Manoel de Moraes Navarro - filho de Bento Manoel de Moraes Navarro.
É elevado à município com a lei nº 6 de 6 de fevereiro de 1889.

O fato de o município estar situado em uma região de terra roxa, que possui uma alta fertilidade, contribuiu para que Jaú se tornasse um dos principais centros produtores de café do Estado de São Paulo e do país.

Por volta de 1870 a cultura cafeeira no município de Jaú solidificou-se, proporcionando o surgimento de uma elite de ricos fazendeiros. Com a chegada da "Companhia Estrada de Ferro do Rio Claro" (The Rio Claro Railway), em 1887, o escoamento da produção foi facilitada e as exportações cresceram vertiginosamente. De acordo com o relatório estatístico da mencionada companhia, “Jahu foi o município que liderou os embarques de café, para o Porto de Santos, no litoral paulista, desde 1895, gerando para a companhia ferroviária maior receita de carga, dentre os principais municípios produtores” (SANTOS, FELTRIN, 1990, p. 11). Em 1907 segundo dados da "Companhia Paulista de Estradas de Ferro" o município de Jaú, o mais rico e maior produtor de café da Zona da Paulista, ocupava o primeiro lugar nas estações da Companhia, tornando-se o centro produtor que mais exportava café em todo o mundo.
A riqueza obtida pela produção do café fez com que Jaú se tornasse um dos mais ricos municípios de todo o Estado, sendo importante ressaltar que naquela época Jaú, Ribeirão Preto e Campinas eram os únicos municípios do interior paulista a ter o privilégio de possuir calçamento urbano. Em 28 de setembro de 1901 deu-se a inauguração da "Companhia de Força e Luz do Jahú", sendo o quarto município do país a ter o benefício da luz elétrica.
O grande desenvolvimento econômico proporcionado pelo café, fez com que o município de Jaú ganhasse o título de “Capital da Terra Roxa”. Na época, os antigos fazendeiros queriam evidenciar a tamanha prosperidade do município de alguma forma e para isso, começaram a realizar construções suntuosas, que hoje formam o patrimônio arquitetônico do município:[...] o café mudaria para sempre também a paisagem urbana, dotando o município de toda a beleza arquitetônica que mistura vários estilos e que identifica de maneira original nosso meio ambiente urbano. Realmente foi graças ao glorioso período cafeeiro que Jahu acumulou um expressivo patrimônio arquitetônico. Naquela época foram construídos os edifícios mais importantes do município.(LEVORATO, 2003, p. 80).

Na década de 1929, com a crise econômica e a depressão mundial, o império cafeeiro perde rapidamente seu esplendor e glória. Os preços se aviltam e os fazendeiros, rapidamente, vão abandonando a cultura que lhes rendeu por tanto tempo, prestígio e riqueza.(CLARO, 1998, p. 26).

fonte: Wikipedia e Prefeitura Municipal Jau


Obrigada Pedro !