“Cada pessoa tem a sua historia. - Cada pessoa tem uma familia. - Cada familia tem origems. - Você não é apenas o que você imagina que é!"


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Paes de Barros - Raizes de familia em Bruges, Belgica, ascendencia de Luzia Leme casada com Pedro Vaz de Barros

Esta attualizaçâo de hoje, 13.09.2017 sostitui o postagem do 6.10.2011


OS LEME família de mercadores de origem flamenga

Entende o caso : Pedro Vaz de Barros, 10° avó de Tiffany, foi casado con Luzia Leme ou Fernandes. Este ultima (segundo Silva Leme na genealogia paulistana) seria descendente da familia Leme de Bruges e Madeira.

A família Leme, de São Paulo, originária a partir de Pedro Leme (nascido no Funchal, Madeira), deixou um legado significativo para o Brasil colônia. Seus descendentes ajudaram a construir não apenas a capitânia de São Vicente, mas todo o estado de São Paulo, e as regiões Sudeste e Sul. Seus descendentes constituem-se em grande parte de brasileiros, de todas as origens.

A familia dos Leme no Brazil e na Europa ou seja as suas origens são objeto de estudo de muitos genealogistas e historiadores. Ainda existem mais de um aspecto que até hoje não e claro sobre os patriarcas dos Lemes brasileiros : Antão Leme (pai) e Pedro Leme (filho).


Tambem tem variàs pontos de polèmica sobre a ascendência de Antão Leme até os Lem, de Bruges (Flandres), hoje Belgica. As poucas fontes bibliográficas sobre as filiações em Portugal e Ilha da Madeira não deixam uma cronologia exacta. A origem flamenga ainda è claro, mas não há consenso entre histoiradores e genealogistas em Belgica, Olanda e Inglaterra e Lisboa entre as varias téorias sobre os 2 Martim Lem (pai e filho) ou Martim ou comerciante e Maertin o politico em Bruges.

Esta disscussão nasceu sobretudo após a publicação do ensaio em 2006 de Margarida Ortigão Ramos Paes Leme, Lisboa : “Os Lemes - a Percurso familiarizado de Bruges a Malaca “ , no qual ela escreveu de apenas um Maertin Lem em Portugal e Bruges.



1. Objecto da disscução: comerciante em Lisboa e Bruges no século XV

Martin I era um comerciante, nascido em Bruges. viveu a partir de ca 1450 em Lisboa e tive filhos com Leonor Rodrigues. Deixou Portugal em 1466 para Bruges.

Martin II (filho) viveu em Bruges, casou com Adrienne van Nieuwenhove e foi 'burchmeester' (burgomestre) de Bruges e em 1479 conselheiro de Maximilian da Áustria.

A grande questão é ; qual é a relação entre Martin o commerciante e Martin o burgomestre?


Teoria A : Martin  o comerciante e Martin o burgomestre  são pai (Martim I)  e filho (Martim II).
Martin Lem I nasceu antes de 1385 e foi filho de Willem. Por volta de 1440 entre a Bélgica e Portugal; casou com “Joanna de Barroso” e viveu na Bélgica .O seu filho Martin II nasceu em Portugal ou a Bélgica.
Após a morte de sua esposa “Joanna” em Bruges, Martin I voltou para Lisboa e tem 7 filhos para fora de sua relação com Leonor Rodrigues. Essas crianças foram legitimados em 1464; as cartas de legitimação estão descansando nos arquivos reais. Em 1466 Martin voltou para Bruges.

Seu filho Martin II deveria ter ficado em Bruges, após a morte de sua mãe, onde ele obteve sua educação. mas até hoje nenhuma fonte em Bruges foi encontrada por essa teoria.

Um Martin Lem foi menzionado pela primeira vez em Bruges, Bélgica, em registros do ano 1467 quando se casou com Adrienne van Nieuwenhove e diventou burgomestre/ prefeito de Bruges.

Este teoria diz que Martim Lem I o pai tive dois filhos do mesmo nome. Um Martim IIa com Joana em Bruges e outro Martim IIb com Leonor Rodrigues em Portugal. A teoria diz tambem que Martim IIa foi o burgomestre de Bruges. Não tem nenhuma prova para um casamento com Joana e nascimento de Martim IIa.

A1). Esta teoria baseia-se em uma única pessoa, “Joanna Barroso”
Mas uma pessoa com este nome não foi encontrada em outros documentos !

Nada é documentado em fontes primárias históricos. Toda a informação que temos em varias sites genealogicos vem de genealogistas e historiadores posteriores de Sueyro, cujas fontes são desconhecidas.Ele - Sueyro- foi o primeiro a escrever em 1625 sobre Martim e Antonio Leme, filhos de outro Martim Lem. Isso mais de 150 anos depois a morte do primeiro Martim Lem (1485).
A s suas informações foram copiados ainda em modo incorreto tambem por Taques e Silva Leme e depois de todos os outros. A confusao é ainda major porque também muitos filhos, netos, bisnetos etc. do primeiro Maertim Lem tem o seu mesmo nome e sobrenome.


A2). Mais tarde em 1850 Jean Jacques Gaillard, genealogista em Bruges no sec. XIX (!), escreveu a genealogia da família Lem em Bruges onde ele menziona que este Martim que foi em Portugal por algum tempo, foi casado com uma Jeanne, "natif de Portgual" = é frances e significa :Joanna natural de Portugal. Não se sabe nada sobre a fonte de Gaillard para este nome Jeanne, natural de Portugal !
E de seguro assim que outros pesquisadores após Gaillard, copiaram e ainda formaram este nome fantomatico de “Jeanne Barroso”.

Mas Sueyro nunca escreveu este nome.na sua obra "Anales das Flandres" !
Ele escreveu que a esposa de Maertim foi uma senhora do linhagem da família Barroso,

Isso nunca pode fazer dela Joanna Barroso com vem ainda hoje referido em muitos sites. Seguindo as genealogias portuguesas sabemos que em esta epoca não existiam sobrenomes….Em um linhagem encontram-se também hoje muitos sobrenomes differentes. Um linhagem significa ser membro de uma família com um ancestral comum, mas não siginifica ter o mesmo sobrenome.


Em Portugal até 1911, com efeito, a dos sobrenomes era liberal, isto é, as pessoas eram apenas batizadas com o nome próprio, e escolhiam livremente mudar esse nome próprio ao entrar na adolescência, época em que recebiam o sacramento do Crisma, considerado um novo batismo, e que permitia, e permite, mudar o nome próprio, ou acrescentar-lhe outro. Até 1911, pois, por conselho da família ou vontade própria, o crismado escolhia qual ou quais os sobrenomes de família que iria assinar como adulto. Esses registos eram exclusivamente os da Igreja Católica, que serviam oficialmente quando preciso na vida civil.

No século XIV é adotada em Portugal a língua portuguesa para os registos oficiais, abandonando-se o latim bárbaro até então utilizado para esse efeito. Isto paralelamente a outras nações europeias, onde pelos anos de 1370 já se encontra a palavra "sobrenome" em documentos, nas respectivas línguas locais.

Mas um sobrenome significando ainda e apenas, então, um segundo nome mais distintivo, livremente atribuído ou escolhido, não necessariamente transmissível. Ou seja, não o sobrenome no sentido contemporâneo do termo.- 
A necessidade de adicionar outro nome para distinguir as pessoas de mesmo nome veio a partir de certa altura a ganhar popularidade. Então elas passaram a adicionar ao nome que declaravam, ou que assinavam, o apelido (sinónimo em português de alcunha) por que os outros as distinguiam, ou então a sua terra de origem, por exemplo. Assim, o João Anes, filho do ferreiro, se diria João Anes Ferreiro, podendo passar essa alcunha/apelido aos seus descendentes. O filho de João Anes, de Guimarães, que passasse a residir em Barcelos, dir-se-ia João Anes de Guimarães. Este processo é paralelo e análogo ao da nobreza, que em muitos conhecidos se assina pelo nome das terras de senhorio da respectiva família (João Anes de Sousa, ou seja: João, filho de João, senhor ou dono das Terras de Sousa), ou Afonso Vaz Correia (Afonso, filho de Vasco, da linhagem tornada conhecida pelo epíteto/alcunha/apelido Correia). - Assim há dois tipos básicos de sobrenomes, os que eram dados, ou chamados pelos de fora a alguém, para o distinguir (apelido, o mesmo que alcunha), e aqueles que são escolhidos pelo próprio para se afirmar, ou distinguir perante os outros (toponímicos).No século XI, época da Revolução Urbana na Europa, com a explosão da população nas até então pequenas cidades medievais, pouco mais do que aldeias, o uso de um segundo nome se tornou tão comum nessas urbes subitamente crescidas, e onde as pessoas passaram a ter mais dificuldade em conhecerem-se todas, que em alguns lugares era mal considerado não se ter um sobrenome. Mas mesmo tendo sido este fenómeno o começo para todos os sobrenomes que existem atualmente, grande parte dos nomes usado nas Idades Média e Moderna não tem a ver com a família, isto é, nenhum era obrigatoriamente hereditário, até à implantação do registo civil com força de lei em Portugal, no ano de 1911. Note-se que até ao século XVII nem sequer a Família Real dispunha de sobrenome, sendo apenas os seus membros tratados pelos seus nomes próprios e seus respectivos títulos distintivos.E com isso estou convencida que este „Jeanne ou Joana“ não tive o appelido Barroso , mas, era talvez membro ou descendente de nobre familia Barroso com outro appelido ou sobrenome que não sabemos. Attenção : a familia Barroso nao tem nada a ver com a familia de Barros !!

Teoria B -    Martin I, o comerciante em Portugal é também Martim II, o burgomestre em Bruges depois 1467.
Em esta teoria, Martin Lem I foi por volta de 1450 em Lisboa Portugal, Sobre um Martim Lem se podem encontrar documentos em Portugal que contam que ele a partir de 1456 tive o monopólio sobre a compra e venda de cortiça contra o pagamento de 2.000 ‘dobrões’ de ouro.. Obtive este monopoloio do rei D. Afonso V por um período de 10 anos, Metade da cortiça comprado foi exportada para a Flandres.. Os historiadores supoem que Maerten Lem I falava Português, bem como a idioma flamenga e francesa, e se tornou um porta-voz dos comerciantes ambulantes e capitães dos barcos flamengos, holandeses e da ZelândiaComo referem documentos registrados na Chancelaria de D. Afoso V ele tive activiade em Portugal sempre ligada ao comércio. Ao chegar a Lisboa, tras tambem uma procuraçao de Rombout de Wachtere , outrossim comerciante flamengo, para lhe resolver um assunto relacionado com a venda de joias. Mas tarde, em 1466-1567, terà uma questão juricial a este respeito em Bruges, com o dito Wachtere.
Não se sabe quando ele teve com Leonor Rodrigues os 7 filhos que foram legitimados em 1464, ano em qual ele tambem foi comdecorado com brasão cavaleiro da casa real portuguesa. ( Cartas de legitimaçao datadas de Tentugal, 6.9.1464, em ANTTT- Chancelaria de D. Afonso V, liv. 8, fls. 66v-67)
São 7 cartas, uma para cada um dos fihos, diferindo apenas o nome do respectivo legitimado, sem data de nascimento).

Martim I foi bem conhecido em Portugal porque havia emprestado também dinheiro ao rei.Em 1466 Martin regressa à Bruges e parece levar com ele o filho Antonio e talvez tambem o filho Martim . (Apenas Sueyro em 1624 (!) diz que Martim tambem vai com o pai para Bruges ). 
Em Bruges Martim Leme casa em 1467 com Adrienne van Nieuwenhoven . Nasceram outros filhos e ele toma parte na vida polticial e municipal em Bruges.
Até hoje não foi encontrada uma conexão entre Martin I e Martin II nas fontes em Bruges . Este téoria diz que Martim Lem o comerciante em Portugal e Martim Lem o burogmestre em Bruges são a mesma pessoa, Martim Lem I,pai de Martim Lem II que foi negociante, com registros na Ilha da Madeira, o qual ele tive com Leonor Rodrigues, dama solteira, em Lisboa no periodo entre 1450-1466.



Escudo de Martim Lem I ,concedido por D. Afonso V de Portugal em 1464,

A merleta (ave héraldica) não aparece na héraldica medieval portuguesa mas foi bastante comum na héraldica flamenga e inglesa.


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2. Antão Leme, o patriarca em Brasil

Alguns genealogistas, discutem se Antão Leme era filho de Catarina de Barros, em razão de uma suposta cronologia conflitante. Além disso, o Nobiliário da Ilha da Madeira, de Henrique Henriques de Noronha, escrito em 1700, não apresenta Antão Leme descrito no título dos Lemes. Ambas as ressalvas, constam no site “Capitão Domingos da Silva e Oliveira”, indicado nas referências.

Como “contra-argumento” ás indagações acima apresentadas, há apenas a petição de Pedro Leme, em 02 de Outubro de 1564, perante o desembargador Braz Fragoso. No documento apresentado por Taques, e, posteriormente, Silva Leme, consta:


'Diz Pedro Leme, que ele quer justificar que é filho legítimo de Antão Leme, natural da cidade do Funchal da Ilha da Madeira, o qual Antão Leme é irmão direito de Aleixo Leme e de Pedro Leme, os quais todos são fidalgos nos livros de El-rei, e por tais são tidos e havidos e conhecidos de todas as pessoas que razão têm de o saber; e outrossim são irmãos de Antonia Leme, mulher de Pedro Affonso de Aguiar, e de Leonor Leme, mulher de André de Aguiar, os quais outrossim são fidalgos, primos do capitão donatário da Ilha da Madeira; os quais Lemes outrossim são parentes em grau mui propínquo de Dom Diniz de Almeida, contador-mor, e de D.Diogo de Almeida, armador-mor, e de Diogo de Cablera, f.° de Henrique de Sousa, e de Tristão Gomes da Mina, e de Nuno Fernandes, veador do mestrado de Santiago, e dos filhos de Claveiro por ser a mãe deles outrossim sobrinha dos ditos Lemes, tios e pai dele suplicante, os quais são tidos e havidos e conhecidos em o reino de Portugal por fidalgos; pede a Vmce. lhe pergunte suas testemunhas, e por sua sentença julgue ao suplicante por fidalgo, e lhe mande guardar todas as honras, privilégios e liberdade que às pessoas de tal qualidade são concedidas. E. R. M.'

Primeiramente, devemos questionar: o que é “irmão direito”? De acordo com a enciclopédia Larousse Cultural, dentre as definições de “direito” (adjetivo), especialmente, em heráldica, significa “das armas do chefe de geração ou linhagem, sem quebra nem diferença; diz-se também do brasão apresentado em sua posição normal. Portanto, creio que podemos entender que Antão Leme foi apresentado como irmão “direto” dos demais.

Como reflexão, é importante revisarmos e enfatizarmos o parentesco com os irmãos Almeida, exposto por Taques. D. Diogo de Almeida, e D. Diniz de Almeida (contador-mor do reino), eram filhos do casal Antônio de Almeida (contador-mor do reino) e Maria Paes, sendo esta filha de João Rodrigues Paes (também contador-mor do reino) e Catharina Leme. Esta última era irmã de Antônio Leme, bisavô de Antão Leme, conforme exposição de Pedro Taques.


Além da citação de parentesco com os Almeidas, Pedro Leme, em sua justificação, apresentou como tias Antônia Leme e Leonor Leme, casadas respectivamente com Pedro Affonso de Aguiar e André de Aguiar, primos dos donatários da Ilha da Madeira. No Nobiliário das Famílias de Portugal (Felgueiras Gayo), no título dos Aguiares (arquivo 40102 – página 197), consta o casamento de André de Aguiar com Leonor Leme, sendo esta descrita como filha de Antônio Leme, neta de Martim Leme e bisneta de Antônio Leme, o flamengo. A descrição é compatível com a apresentada por Montarroyo in Pedro Taques. Quanto a André de Aguiar, o mesmo era, de fato, ligado aos Câmaras; sua avó era Isabel Gonçalves da Câmara, filha de João Gonçalves Zarco.

É interessante notar que Pedro Leme comprovou sua nobreza não apenas pela ligação com os Lemes, e não descreveu com detalhes sua genealogia; sua comprovação foi totalmente embasada em parentescos relativamente recentes e colaterais, em especial, com os Almeidas, Aguiares e Câmaras.


De acordo com Montarroyo in Taques, Martim Leme II é o formador do tronco dos Lemes na Ilha da Madeira, citando, inclusive, o ano de 1483 como data de sua mudança para a ilha. Portanto, Antão Leme seria seu neto, e, Pedro Leme, seu bisneto.

Silva Leme, no título de Lemes, cita:


F-1 Pedro Leme, que passou da dita ilha a S. Vicente com sua f.ª Leonor já casada com Braz Teves, como escrevemos adiante. Pedro Taques menciona a este Pedro Leme como o 1.º chegado a S. Vicente, porém frei Gaspar da Madre de Deus assevera ter visto o livro mais antigo de termos de vereança de S. Vicente (não consultado por Pedro Taques) onde consta que Antão Leme foi juiz ordinário na dita vila em 1544; portanto, este (e não seu f ° Pedro Leme) deve ser considerado como o tronco dos Lemes em S. Paulo.

Há testemunhos de Antão Leme ser juiz em São Vicente em 1544 (conforme informação seguinte), sendo que Pedro Leme, seu filho, já estava em 1550 em São Vicente com sua mulher, Luzia Fernandes, e filha, Leonor Leme (neta de Antão), já casada com Braz Esteves, e justificou sua fidalguia em 02 de outubro de 1564, é possível supormos:

- Leonor Leme, talvez, seria nascida por volta de 1530, ou pouco depois.

- Pedro Leme seria nascido por volta de 1505-1510, ou depois [faleceu em Março de 1600]

- Antão Leme poderia ter nascido, por volta de 1485.


Se Antão Leme é realmente neto de Martim Leme, que imigrou para a Madeira em 1483, de fato, a cronologia só é pertinente se Martim Leme levou para a ilha seu filho Antônio, já com idade para casamento. Se Antônio nasceu na Ilha da Madeira, há equívocos na apresentação da linhagem.

No entanto, no magnífico trabalho de Margarida Ortigão Ramos Paes Leme foi realizada a reconstituição da genealogia e cronologia dos Lemes
De acordo com suas ponderações, a linhagem correta dos mesmos seria :

1- Martim Lem, cavaleiro flamengo, mudou-se para Lisboa, em ca 1450. Com Leonor Rodrigues, dama solteira segundo Taques, tiveram 6 filhos que foram leigitimados em 1464. Em 1466 Martim voltou em Bruges onde ele casou com Adrienne Nieuwenhoven, com a qual tive outros 6 filhos.
Os filhos com Leonor Rodrigues são :
1.1. – Luís Leme;

1. 2 – Martim Leme, o moço….Negociante, com registros na Ilha da Madeira; talvez, participou da conquista de Tanger, em 1471. Falecido antes de 13/08/1485, mesmo ano do pai e isso tambem è ainda polemico. !!!!

1.3 – Antônio Leme, o flamengo. Assim como o irmão, participou da conquista de Tanger, em 1471. Obteve carta de fidalguia em 12/11/1471 com proprio brasão. Em 1483, foi para a Ilha da Madeira. Casou-se segundo Henrqiue Henriques de Noronha com Catharina de Barros, . Seus filhos seriam:

    1.3.1 – Antão Leme - imigrou para São Vicente com sua filha Leonor Jà casada com Braz Esteves. Antão faleceu 1560.
    1,3.2 – Pedro Leme - sem maiores informações.
    1.3.3 – Martim Leme - sem maiores informações.
    1.3 4– Aleixo Leme, casou com Mécia de Melo.
    1.3.5 – Ruy Leme; casou com Leonor Vieira (1º) e Maria Franco Cabreira (2º).
    1.3.6 – Antônia Leme, casou com Pedro Afonso de Aguiar.
    1.3.7 – Leonor Leme, casou com André de Aguiar da Câmara.

1.4.– João Leme. Foi para a Ilha da Madeira, sendo enterrado na Igreja do Convento de São Francisco.

1.5. – Rui (Rodrigo) Leme, testemunha, em 1497, do Tratado de Tordesilhas. Cavaleiro de D. Manoel em 19/09/1497. Rendeiro da Alfândega de Funchal em 1506.

1.6 – Catarina Leme. Casou 1 vez com Fernão Gomes da Mina, cavaleiro de conselho, 2.vez com João Rodrigues Paes (2º), contador-mór do Reino. Deste casamento, foram descendentes os irmãos Almeidas, citados na justificação de Pedro Leme.

1.7. – Isabel ou Maria Leme casou com Martim Dinis – mãe de Henrique Leme, este ultimo nomeu toda a sua familia no seu testamento que foi......


3. Antonio Leme, patriarca dos Leme no Brasil.




Para a ingestão de Arzila em 24 de Agosto 1471e a ocupação de Tânger em 29 de Agosto 1471, Antonio Leme foi condecorado pelo príncipe D. João I, por o seu heroísmo, de acordo com um documento que está localizado na Torre do Tombo, ANTT – Chancelaria de D. Afonso V, lv. 21, fl. 90.

Na carta de armas do 1471 o rei D. Afonso V de Portugal declara que concede as referiias armas:

Chancelaria de D. Afonso V, lv. 21, fl. 90
>>Amtonio Leme carta por que lhe foy dado huum escudo tymbrado d’armas novas
“”e para todos aquelles que delle deçenderem por legitimo matrimonio”” (é o nosso caso).
Dom Afomso etc. A quamtos esta nossa carta virem fazemos saber que comsiramdo nos em como ho principe meu sobre todos muito preçado e amado filho de seu propio querer e vomtade por seus serviços fez Antonio Leme cavaleiro de sua cassa nos avemdo respeito aa sua booa vomtade e desejo com que nos veo de Framdes servir em a tomada da nossa villa d’Arzilla e çidade de Tamger com çertos espyngardeyros e homens em huuma hurca em a quall o seu pay Martym Leme o enviou a nos servir na dita guerra e queremdo mais aimda honrrar como theudo somos fazer aos que nos no semelhante bem servem como elle dez desy querendo lhe fazer graça e merçee de nosso propio querer vomtade e poder absoluto queremos e a nos praz darmos lhe huum escudo timbrado de novas armas .s.
huum escudo do quall o campo he d’ouro com çinquo merlletas de sable em santoir segundo he comtheudo em este escudo aquy em esta nossa carta patente blasonado e pyntado posto que nos bem em conheçimento somos que elle da parte de seu pay pode trazer armas com deferença mas porque elle verdadeiramente as tenha e possa trazer como chefe dellas sem deferença alguma como aquelle que por seus serviços e mereçimentos gaanhou nos lhe damos as dittas armas novamente para elle e para todos aquelles que delle deçenderem por legitimo matrimonio.
E por esta nossa carta mandamos ao nosso primeiro rey d’armas e ofiçiaes dellas que assy o notefiquem e em seus livros registem porque assy he nossa merçee e vomtade e por sua guarda e memoria e seer notorio para sempre como todo passou lhe mandamos dar esta nossa carta por nos asynada e scellada do nosso scello do chumbo.>>

Se trata de uma concessão muito honrosa sob a original forma de evitar - segundo as regras de héraldica - que o armigéro Antonio Leme tenha de usar as armas paternas (veja o escudo de Maertem Lem I) com a respetiva diferença do segundogenito e possa ostentar armàs proprias como verdadeiro chefe de linhagem. A diferença são os cores e o numéro das figuras, as merletas.

A conceder a Antonio Leme o brasão das cinque merletas (o que do pai tive três) D. Afonso procedia conforme o melhor conhecimento das regras héraldicas medieval e ao mesmo tempo como acrescimento honroso.

Segundo Margarida Ortigão, António Leme, foi o terceiro filho de Maertem Lem I e Leonor Rodrigues, seguindo as cartas da ordem das legimitações (Torre de Tombo).

Sobre Antonio Leme, filho de Martim Lem I 
" Durante os anos 80, encontramo-lo plenamente fixado na Madeira, para onde terá ido possivelmente como representante dos interesses da família naquela ilha vocacionada para o comércio do açúcar. Segundo notícias que nos chegam por via do cronista dos feitos de Cristóvão Colombo, Bartolomeu de las Casas, um dos informadores do descobridor da América foi “un Antonio Leme, casado en la isla de la Madera [que] le certificó que habiendo una vez corrido con una sua carabela buen trecho al poniente, había visto tres islas cerca de donde andaba...”
António instala-se no Funchal como cultivador de açúcar e toma parte na vida municipal, tendo sido vereador por diversas vezes entre os anos de 1485 e 1491. É, nos documentos que nos chegaram, chamado de “homem bom” e “cavaleiro”, o que o mostra plenamente integrado nos extractos superiores da sociedade madeirense.
Na Madeira Antonio Leme casou com Catarina de Barros, filha de Pedro Gonçalves da Clara e de sua mulher Clara Esteves de quem teve, pelo menos, sete filhos
1) Martim (III), 2) Antão, 3)Pedro, 4) Aleixo, 5) Rui, 6) Antónia e 7) Leonor.

Não sabemos quando Antonio morre, mas terá sido depois de 1514, ano em que assina um conhecimento de dívida de 15.000 rs de um moio de trigo recebido do feitor da terça parte da renda das Ilhas".

Sobre Pedro Leme, patriarca dos Leme em Brazil, e seu pai, Antão Leme, é referido em "Antão Leme e Pedro Leme Rumo ao Brasil", outro trabalho por Margarida Ortigão Ramos Paes Leme o seguinte:

" Em novmebro de 1542, em Lisboa, Pedro Leme e sua mulher Luzia Fernandez vendiam algumas propriedades que possuiam em Sáo Mamede, termo da vila de Obidos, Portugal, com o intuito de partir para o Brasil na companhia do pai dele, Antão Leme, que testemunha o ato, lavrado em Lisboa a 22 de novembreo de 1542. . (Torre de Tombo, Colegiada de Santa Maria de Obidos, mç, 17, doc 80, fl1 - Revista ASBRAP nr.22).Alguns dados preciosos nos transmite o documento que pai e filho partiram de Lisboa (e não da Madeira como se acreditava) para o Brasil, em finais de 1542, o mais tardar em principios de 1542. Em seguida sabemos que Luzia Fernandes não era madeirense (como todos os antigos genealogistas pretenderam) mas natural de São Mamede, termo de Obidos, onde vivera com o marido e onde a sua familia (mãe e irmão, pelo menos) ainda vivia. Leonor Leme, a filha de Pedro e Luzia (à data da escritura com cerca de dois anos) confirma aliàs, ter nascido em Obidos, quando em 1622, com mais de 80 aos, foi interrogada em Sao Paulo, no àmbito do processo de canonizaçáo do padre José Achieta..Entre as testemunhas que assinam a escritura da venda, encontra-se Roque Dias de Aguiar, expressamente designado <genro do dito Antão Leme>. Considerando o sobrenome de Roque, parece-nos que ele pertenceria aquela familia madeirense de que dois membros jà tinham casado com as irmãs de Antão, a saber: André de Aguiar com Leonor e Pero Afonso de Aguiar com Antonia..Antão Leme, pai de Pedro Leme, era filho de Antonio Leme e de Catarina de Barros, neto paterno de Martim Leme e de Leonor Rodrigues e materno de Pedro Gonçalves da Clara e de Isabel de Barros, todos moradores na Madeira. Tal como Pedro Leme, seu filho, informarà na petiçao que fez ao rei em 1564 para lhe ser justificada a fidalguia, Antão era irmão de outro Pedro Leme, do Aleixo Leme, de Antonia Leme e de Leonor Leme, mas tambem de Rui Leme e de Martim Leme. Antão não é referido entre os filhos de Antonio Leme, como tambem não o é este seu irmão Martim. (sabe-se da existencia deste Martim por um documento designado "Relação dos fidalgos e cavaleiros que aompanharam João Gonçalves da Càmara na expediçao a Azamor" - Torre do Tombo, Fragmentos, cx, 9, mç1, n° 18, publicado por FARINHA, Antonio Dias 1986).Antão Leme poderà ter vindo novo para o continente e portanto não ter deixado memoria nas genealogias da ilha. Pelo documento que é referido (ABRASP) ficamos a saber que de Lisboa partiu para o Brasil, na companhia do filho, da nora e certamente a neta ainda criança, reinava em Portugal D. João III e havia poucos anos que a Martim Afonso de Sousa fora doada a capitania de São Vicente, para onde Antão se dirigiu e onde em 1544, jà era juiz ordinario. (MADRE DE DEUS, Gaspar de) "

(fonte: Texto do trabalho de Margarida Ortigão Ramos Paes Leme, "Antão Leme e Pedro Leme rumo ao Brasil")

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4. CURIOSIDADES: As armas de Antonio Leme em Brasil:


4.1)  escudos do marquês de São João Marcos e do marquês Quixeramobim.

Eles foram ambos:

- trisnetos do "caçador das esmeraldas" Fernão Dias Paes Leme (filho de Pedro Dias Paes Leme e Maria Leite),

- bisnetos de Garcia Rodrigues Paes que em 1702 foi agraciado com o fora de cavalheiro fidalgo da casa real,-
- netos de Mestre de Campo Pedro Dias Paes Leme o qual tirou brasão de armas em 1750, que é o mesmo dos Lemes, (genealogia paulistana Silva Leme, e nobiliarquia paulstiana Pedro Taques).

escudo do Marquès de São João Marcos (Pedro Dias Paes da Câmara)
por decreto do Rei D. João VI de 5 de Fevereiro de 1818 :

escudo do Marquês Quixeramobim (Pedro Dias Paes Leme), Barão com grandeza por decreto de 12 de outubro de 1825. Visconde com grandeza por decreto de 4 de abril de 1826. Marquês por decreto de 12 de outubro de 1826 e primo do Marquês de São João Marcos

Escudo: Em campo de ouro, cinco melros negros, sem pés, sem bicos, póstos em santor. coroa: a do Marquês.Alvarã de 1471, confirmado em 20-XII-1750.
(fonte: Anuario genealogico brasileiro - titulares do Império)


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4.2. Na Fonte Luminosa de Belém, Lisboa, Portugal, tem a pedra de armas de Antonio Leme. Segundo informações na Internet, todos os 32 brasões em essa fonte rapresentam provincias do império de Portugal.

a minha pergunta é: porque o brasão de Antonio Leme ésta para uma provnincia (Madeira) ?

CoA de Antonio Leme, Fonte Luminosa, Belém, Portugal

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4.3Existe hoje em Sao Paulo este brasão da Rota de São Paulo e 1° batalhão choque de Tobias de Aguiar.


Este brasão foi criado por decreto Nº 20986 de 1º de Dezembro de 1951. 
Não tem nada a ver com nobreza ou genealogia. 
Encontramos aqui o escudo de Antonio Leme, alvarà 1471....

....talvez porque segundo a genealogia Paulistana por Silva Leme, a avó materna do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar 
 foi descendente de Leonor Leme,  (irmã de nossa Luzia Leme ) e tambem filha de Fernando Dias Paes e Lucrecia Leme a qual veio com seu pai Pedro da ilha Madeira para o Brasil ?

Gostaria, por meio deste texto, de incentivar discussões e investigações sobre as origens de uma família tão ilustre na história de São Paulo e do Brasil e de approfondir as pesquisas em nova forma sobre a descendencia em Brasil. Uma familia a qual entre muitos outras familias se ligou por casamento de Luzia Leme ou Fernandes aos antepassados dos Paes de Barros, o cap.Pedro Vaz de Barros,
Sobre este ultimo não foi encontrado NADA que poderia confermar ou elucidar o que escreveu Silva Leme na genealogia paulistana. !




OBRIGADA
Wil Lem, Maastricht, Lem family association com
(Margarida Ortigão (Uni, Lisboa), Jacques Paviot (Uni  Paris-Est Créteil),
Anibal de Almeida Fernandes (website genealogia historia)
Ruud Lem, Inglaterra
André Claeys



Fontes:

- Os Lemes – um percurso familiar de Bruges a Malaca. Margarida Ortigão Ramos Paes Leme. Seminário de História Política do Mestrado em História, área de História e Arqueologia Medievais, no ano letivo de 2005-2006. SAPIENS - Revista de História, Património e Arqueologia, n.º 0, 2008. Página 27. 

- Famílias da Madeira e Porto Santo. Câmaras de Lobos. AUTOR: Compilação de Carlos Agrela.

- Martin Leme, La Carte du Duc, le contrat de blé, Bruges e Madeira, Philppe Garnier

- Antão Leme e Pedro Leme Rumo ao Brasil, Margarida Ortigão Ramos Paes Leme
- Anibal de Almeida Fernandes, website« Genealogia historia »
- Wil Lem, Maastricht, Lem family association

- GAIO, Felgueiras, 1750-1831,Nobiliário de famílias de Portugal / Felgueiras Gaio. - [Braga] : Agostinho de Azevedo Meirelles : Domingos de Araújo Affonso, 1938-1941 (Braga : : Pax). - 17 v. : il. ; 30 cm; Digitalizado e disponível em: http://purl.pt/12151

- Genealogia Paulistana - Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919)Vol II - Pág. 179 a 229 - Tit. Lemes (Parte 1)

- Nobiliarquia Paulistana Histórica e Genealógica. Pedro Taques de Almeida Paes Leme. Tomo III. Título LEMES. Editora: USP. Ano: 1980. OBS: A obra original, é do Século XVIII.

- Ruud Lem, Inglaterra

- André Claeys

- Capitão Domingos da Silva e Oliveira (website)

- http://genealogiaeorigens.blogspot.it/2016/01/os-lemes-e-ligacao-aos-barros-e-camaras.html