“Cada pessoa tem a sua historia. - Cada pessoa tem uma familia. - Cada familia tem origems. - Você não é apenas o que você imagina que é!"


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Capitão Mor Bento Paes de Barros - 1° Barão de Itu, 4° avô de Tiffany, e os fundadores de ARARAQUARA

O barão de Itu foi um dos meus tetravôs (4°avô). Gostei muito de seguinte biografia escrito por Beto Caloni, de Ararquara. Ele conte um pouco "diferente" do que se pode ler sobre os fundadores de Araraquara. Muito interessantes as conexões historicos com outros membros de famila Paes de Barros de Itu que podem explicar mais sobre essos entrelaçamentos politicos entre os varios "protagonistas" em essa epoca.


Caminhando para o bi-centenário de fundação da Freguezia de São Bento de Araraquara, que acontecerá em 2017, convém iniciarmos uma revisão da história regional e, antes de mais nada, corrigirmos injustiças. Por exemplo, dando os devidos créditos aos verdadeiros fundadores.
por BETO CALONI :

<<Há 124 a imprensa local repete a mesma lenda do suposto fundador Pedro José Neto que no final do século XVIII, fugindo da justiça de Itu aqui chegou e encontrou essa
região desabitada. A fundação da Freguezia foi obra de influentes latifundiários que usaram seus prestígios e juntos, idealizaram uma forma de iniciar a ocupação do Planalto e com isso valorizarem as terras obtidas gratuitamente da Coroa. O Padre Duarte Novaes doou o terreno – 400 braças quadradas (43,56 ha) que foram demarcadas no canto oeste da Sesmaria do Ouro por alguns moradores locais, entre eles Pedro José Neto e o Bento Paes de Barros, futuro 1° Barão de Itu. A legalização foi obtida pelo capitão comandante de Piracicaba, Domingos Soares de Barros e pelo padre Manuel Joaquim Amaral Gurgel, autoridade de destaque em Itu, ambos detentores de sesmarias aqui. A empreitada contou ainda com a colaboração imprescindível de Nicolau Pereira de Campos
Vergueiro, um dos mais importantes políticos da época e também proprietário da Fazenda do Monjolinho, nesta região. Pedro José Neto figura como o principal construtor da capelinha erguida no interior da quadra demarcada (atual praça da Matriz). Ele nunca morou no local, não tinha posse e prestígio para liderar a criação de uma Freguezia e nem fez nada nesse sentido. Além de entrar pra estória por um crime que nunca aconteceu, Pedro ofusca a verdadeira História e os demais fundadores que, de fato, iniciaram a ocupação do planalto.>>

 cap. mor Bento Paes de Barros, 1° Barão de Itu 



O Capitão Mor Bento Paes de Barros era filho do capitão Antonio de Barros Penteado, natural de Parnaíba e de Maria de Paula Machado, casados em 1778. Seu avô materno era Salvador Jorge Velho, que foi capitão mor de Itu. Em 1819 casou se com Leonarda de Aguiar, filha do Coronel Antonio Francisco de Aguiar e de Gertrudes Euphrosina Ayres. Quando jovem morou na Estrada do Pinhal e sempre excursionava nos Campos de Araraquara para caçar antas. Por isso ajudou na criação da Freguezia de São Bento de Araraquara, intercedendo junto às autoridades, demarcando as 400 braças quadradas no terreno doado pelo Padre Duarte Novaes para a construção da capelinha que deu origem ao povoado e também doou a primeira imagem sacra que ornamentou o humilde altar – São Bento – que ficou sendo o orago (padroeiro) da localidade. Foi ele também quem alinhou as primeiras ruas do nascente povoado e é, por isso o responsável pela posição geográfica da cidade. Usou como orientação o córrego Formoso que passava no pé da colina e o “picadão” (atual rua 9 de Julho) que passava próximo, demandando ao sertão. 
Homem de ação, caráter austero, coração nobre e generoso, gozou de grande stima e prestígio entre os seus conterrâneos. Foi o principal fundador da Santa Casa de Misericórdia de Itu, onde também foi vereador, juiz ordinário e juiz de paz. 

O imponente sobrado que construiu para sua residência ainda existe na rua Paula Souza, no centro histórico da cidade de Itu que outrora foi conhecida como “Ouro Preto Paulista”. No local posteriormente funcionou uma escola e hoje abriga o Espaço Cultural “Almeida Júnior”.











Integrou o grupo de rebeldes que ficou conhecido como “bernardistas” no episódio da independência do país. - (foi chefiada por o seu cunhado, o Brigadeiro Raphael Tobias de Aguiar e loutou tambem o irmão, o capitão Chico de Sorocaba, tambem cunhado do Brigadeiro, griffo Tiffany) -
Contestando o autoritarismo do ministro José Bonifácio de Andrada e Silva, motivaram a vinda do príncipe Pedro à São Paulo que os puniu com deportações para localidades dentro do país. Pouco tempo depois foram anistiados e se sentiram orgulhosos por terem demonstrando a união dos fazendeiros paulistas e servidos de pivô no Grito do Ipiranga.
Bento pertenceu ao Partido Liberal e na Revolução de 1842 foi o Presidente da Junta Militar de Itu. Em 1846 recebeu do Imperador o título de Barão de Itaim e depois alterou seu baronato para Barão de Itu. Bento era irmão do também liberal Antônio Paes de Barros, que em 1854 se tornou o 1º Barão de Piracicaba e pai do futuro Marques de Itu. Não se conhece a data de nascimento do Barão de Itu, mas sua morte ocorreu em sua terra natal em 9 de fevreiro de 1858.