“Cada pessoa tem a sua historia. - Cada pessoa tem uma familia. - Cada familia tem origems. - Você não é apenas o que você imagina que é!"


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Luiz Vicente de Souza Queiroz

"Ninguém doa nada que não lhe tenha sido dado para doar”




Attualizado: 7.12.2012

Um pouco de genealogia e historia 

Luiz Vicente de Souza Queiroz era por sua avó paterna tambem membro de familia Paes de BarrosEra neto de Genebra Leite de Barros e Brigadeiro Luiz Antonio de Souza. 
Genebra de Barros Leite era filha de Antonio de Barros Penteado (filho de Fernão Paes de Barros e Angela Ribeiro Leite) casado com Maria Paula Machado (descente de familia dos Jorge Velhos), ambos de Itu, vila riquissima com rivalidades com a Capital São Paulo. Salvador Jorge Velho e sua mulher legaram ä sua descendência aos tradições dos Jorge Velho. aos Penteados e aos Paes de Barros. Por todos essos troncos, os filhos de Antonio de Barros e Maria Paula Machado, participavam da nobreza paulista, costituida da essa casta dos descendentes dos primeiros povoadores portugueses e das 'indias guaianazes que os desposaram.

Antonio de Barros Penteado e Maria Paula Machado foram pais de: 1)  Angela Ribeiro de Cerqueira, 2) Joaquim Floriano de Barros, 3) Genebra de Barros Leite,  4)Escholastica Joaquina de Barros, 5)  Barão de Itu Bento Paes de Barros (meu 4° avô), 6) Barão de Piracicaba Antonio Paes de Barros, 7) "capitão Chico de Sorocaba" Francisco Xavier Paes de Barros (outro meu 4 avô), 8) Anna Joaquina de Barros, 9) Maria de Barros Leite.

Genebra de Barros Leite e Luiz Antonio de Souza Queiroz foram pais de 6 filhos:


1) Francisca Miquelina de Souza Queiroz (faleceu depois 1830) Francisca Miquelina de Sousa Queiroz foi casado com seu primo o coronel Francisco Ignacio de Sousa Queiroz, f.º do coronel Francisco Ignacio de Sousa (o que da “Bernarda” e irmão do brigadeiro Luiz Antonio de Sousa, pai de Miquelina ) natural de Portugal, e de Izabel Ignacia da Conceição, natural de S. Paulo

2.) Marquesa de Valença Ilidia Mafalda de Souza Queiroz, (1805-1877) casada com Dr..Estevao Ribeiro de Rezende, barão e Marquês de Valença. Era dama de honra de Imperatriz Dona Teresa Cristina.

3) Barão de Souza Queiroz, senador Francisco Antonio de Souza Queiroz, (1808-1891) casado com a filha do senador Vergueiro, Antonia Euforzina Vegueiro. Tambem uma sua prima: Sua bisavó Maria Rosa de Cerqueira, foi irmã de Antonio de Barros Penteado (meu 5° e avó do Barão de Souza Queiroz )


4) Comendador Luiz Antonio de Souza Barros (1809-1887 ) casado 1. com sua sobrinha, a filha de Marquesa Valença, Ilida Mafalda de Souza Barros, (falecida em 1847) 2. com Felicissima de Almeida Campos.

5) Barão de Limeira, Vincente de Souza Queiroz, (1813- 1872) casado com sua prima Francisa de Paula Souza, filha de Maria Leite, irmã de Genebra de Barros Leite,

6. Maria Innocencia de Souza Queiroz.

LUIZ VICENTE DE SOUZA QUEIROZ 

nasceu em São Paolo 12.6.1849. Era o 5° filho do Barão de Limeira, Vicente de Souza Queiroz e de Francisca de Paula Souza, que foram pais de 15 filhos.

Luis Vicente de Souza Quiroz foi entre outros primo
- primo em primeiro grau de Antonio Francisco de Paula Souza, o fundador de escola Politécnica em São Paulo.
- primo do Barão de Rezende (Estevão Ribeiro de Souza Rezende)
- primo do Marques de Itu (Dr. Antonio de Aguiar Barros, filho do Barâo de Itu,meu 4° avô)
- 4. primo de Dr. Prudente Moraes de Barros (presidente do Brasil), entre muitos outros.

Desde os tempos coloniais os Souza Queiroz estâo ligados a Vale Medio do Tiete por parentesco e interesses materiais. As suas propriedades se localizavam em Sao Paulo, Campinas, Piracicaba, Limeira Sao Carlos e Pinhal. Quando morreu seu avô, o brigadeiro Luiz Antonio de Souza, em 1819, os seus bens foram partilhados, alguns deles em Piracicaba.

Breve historia de Piracicaba

Em 1766, o capitão-general de São Paulo, D. Luís Antônio de Souza Botelho Mourão, encarregou Antônio Corrêa Barbosa de fundar uma povoação na foz do rio Piracicaba. No entanto, o capitão povoador optou pelo local onde já se haviam fixados alguns posseiros e onde habitavam os índios Paiaguás, à margem direita do salto, a 90 quilômetros da foz, no lugar mais apropriado da região. A povoação seria ponto de apoio às embarcações que desciam o rio Tiête e daria retaguarda ao abastecimento do forte de Iguatemi, fronteiriço do território do Paraguai.


Oficialmente, o povoado de Piracicaba, termo da Vila de Itu, foi fundado em 10. de agosto de 1767, sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres. Em 1774, a povoação constitui-se freguesia, com uma população estimada em 230 habitantes, desvinculando-se de Itu em 21 de junho.

Em 1784, Piracicaba foi transferida para a margem esquerda do rio, logo abaixo do salto, onde os terrenos melhores favoreciam sua expansão. A fertilidade da terra atraiu muitos fazendeiros, ocasionando a disputa de terras. Em 29 de novembro de 1821, Piracicaba foi elevada à categoria de vila, tomando o nome de Vila Nova da Constituição, em homenagem à promulgação da Constituição Portuguesa, ocorrida naquele ano.


A partir de 1836, houve um importante período de expansão. Não havia lote de terra desocupado e predominavam as pequenas propriedades. Além da cultura do café, os campos eram cobertos pelas plantações de arroz, feijão e milho, de algodão e fumo, mais pastagens para criação de gado. Piracicaba era um respeitado centro abastecedor.


Em 24 de abril de 1856, Vila Nova da Constituição foi elevada à categoria de cidade. 
Em 1877, por petição do então vereador Prudente de Moraes, mais tarde primeiro presidente civil do Brasil, o nome da cidade foi oficialmente mudado para Piracicaba, "o mais certo, o correto e como era conhecida popularmente".


A tia de Luiz Vicente, Ilidia Mafalda casou-se com o Estevão Ribeiro Resende foram Marquesa e Marques de Valença,foram pais do futuro Barão de Rezende, Dr. Estevão Ribeiro de Souza Resende, primo de Luiz Vicente. O Barão de Rezende foi chefe politico, parlamentar do Império, vereador na Camara Municipal de Piracicaba, representante do Partido Conservador até a Republica. O Barão de Rezende foi para instalar-se perto de Piracicaba com a fazenda Sao Pedro. 1882 ele fundou o Engenho Central, com o objetivo de substituir o trabalho escravo pelo assalariado e pela mecanização. Vendido em 1899 à Societè Française des Sucrèries Brèsiliennes, devido as dificuldades de manutenção das máquinas importadas, foi transformado em um importante Engenho de Açúcar, com uma produção anual de 100 mil sacas de açúcar e três milhões de litros de álcool, incorporando-se a outras seis usinas.

A familia Souza Queiroz foi liberal até os meados do sec. XIX, mas não participou direitamente na Revoluçao do 1842 como o futuro Barão de Itu e o capitão "Chico de Sorocaba", ambos meus 4° avô e irmãos de Genebra de Barros Leite. O Barão de Itu e o Cap. chico de Sorocaba foram ambos casados com as irmães do Brigadeiro Raphael Tobias de Aguiar de Sorocaba que chefiara a revoluçâo do 1842 acompanhado dos seus cunhados.

Ainda em 1819 Genebra de Barros Leite era viuva, uma primeira dama da sociedade paulista que casou o mais jovem Jose de Costa Carvalho, que mais tarde (depois a morte de Genebra em 1836) era barâo, visconde com grandeza e marques de Monte Alegre em 1854. Ele collaboro com o cunhado de Genebra, Francisco Inacio de Souza Queiroz emtorno 1820.

José de Costa Carvalho, após a abdicação de D. Pedro I, em 1831, foi eleito para a Regência Trina Permanente, com o Brigadeiro Francisco de Lima e Silva e João Bráulio Muniz.

Documentos historicos parecem indicar que nunca mereceu simpatia dos de Barros de Itu e irmâos de Genebra os quais foram, cunhados do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar que em 1842 casou com a Marquesa de Santos.

Os Senhores de engenhos e do Café seguiam o modelo dos Paula Souzas e dos Almeida Prados e eniviaram os filhos na Europa a estudar. Você immagina: Luiz Vicente com ca. 8 anos foi enviado em 1857 com o irmão na escola de agricultura e veterinária de Grignon, na França, instalda num antigo castelo do século XIII e tambem à Escola Politécnica de Zurique, então na Suiça Alemã onde estudou tambem o seu primo Antonio Francisco de Paula Souza. Em todo foi para 16 anos fora do Brasil!!!

Ele viveu assim o començo da Revoluçao industrial e o rearranjo dos estados em Europa depois a Guerra Franco-Prussiana em 1848 e  a criaçao do Reino da Italia 1861. Ví tambem a evolução dos sistemas bem organizadas de ensino de agricoltura em França e na Europa que de certo influenzavam mais tarde a sua vida em Brasil.

Essas escolas de agricoltura expressavam o fenomeno expansivo de Revoluçao Industrial, as demandas de mercado para os generos alimentares, do crescimento das cidades e fabris e das populaçoes operaias. Essos ultimos muito importantes, porque na Europa não tive escravadura, mas uma grande casta de operaios. A classe dos proprietàrios assim devia ser o portador do conhecimento téorico-pratico para o bom gerenciamento de uma propriedade  e de um bom rendimento de agricoltura no mercado. Essos "agronomos" foram formados em:
- economia e legislação rural, -agricultura, -zootecnica e economia do rebanho, -silvicultura e botanica, -fisica-quimica-geologia e -engenharia rural. 
Enquanto o simple agricultor e o compones obreiro deviam ser submetidos ao treinamento exclusivamento pratico, em outro tipo de aprendizato.
Em 1871 o comum de Paris impediu a retirada de muitos estudantes brasileiros para a Suiça.

Com 24 anos retornou Luis Vincente 1873 em Brasil e havia cursado Agronomia e Veterinaria.
1872 faleceu o seu pai e quando ele retornou em 1873 em Brasil recebeu por herança paterna, entre outros bens, a Fazenda Engenho d'Agua, localizada, entre Piracicaba e Limeira. 
Sendo sido para 16 anos na Europa havia assimilado costumes e sciencias de Paris, Suiça e Alemanha. Diventou assim pinoeiro e defensor da nova tecnica e educaçao para agricoltura que començou a tomar forma em 1880 em Piracicaba. 

Na cidade de Piracicaba, Luiz instalou uma empresa movida do vapor, a fábrica de tecidos, Santa Francisca, (nome em homenagem de sua mae) aproveitando parte das águas do salto do Rio Piracicaba como potencial hidráulico para mover suas máquinas. Em breve, com a fazenda fornecendo o algodão e a fábrica produzindo tecidos, conseguiu apreciável fortuna. A cultura do algodeira não vingou em Piracicaba, porém, a enorme demanda por sacos par embalagem do açugar permitiu a sobrevivência desse unica industria textil em Piracicaba. A cidade, a essa época, era a terceira cidade da Província de São Paulo em número de escravos (5.339, dos 174.622), superada apenas por Bananal e Campinas. Mas, nas propriedades de Luiz de Queiroz, nunca houve mão de obra escrava. Em seu dinamismo, utilizou o transporte fluvial para sua produção, adquirindo barcos que navegavam pelos rios Piracicaba e Tietê até São Pedro, Dois Córregos e Jaú, na margem diretia, e Botucatu e Lençóis, na esquerda.  
E não foi a unica iniciativa de Luis Vincente:
Em 1878 instalou uma linha telefonica entre a sua fabrica e a Fazenda Santa Gertrudes,
em 1880 importou da França um carro de traçao animal, e em 1893, jà na Republica, foi responsavél pela illuminação eltrica da cidade de Piracicaba.

Intencionava edificar a fabrica de tecido nas margens do rio Piracicaba. Luiz de Queiroz
Fazenda Santa Genebra 
(Campinas) em 1880
precisava fechar algumas ruas, que não mais chegassem ao rio, especialmente a rua Flores. O seu primo, Dr. Estevão Ribeiro de Souza Rezende, depois Barão de Rezende, advogava a causa perante a Câmara..
Em 1874 foi assentada a primeira pedra do edificio tecelagem e entre os presentes o poderoso Barâo de Serra Negra, sogro do seu primo Barâo de Rezende.
Em 1878, Luiz de Queiroz instalou uma linha telefônica ligando a fábrica e a sua residência, Fazenda Santa Genebra sendo a primeira a funcionar em Piracicaba. Santa Genebra foi a mansão de seus tios, os Marqueses de Valença - hoje conhecida como Chácara Nazareth adquirida em 1850 pela família do Marquês de Valença. Após a morte deste, a fazenda foi herdada por seu filho mais novo, Geraldo Ribeiro de Sousa Resende, que se instalou no local em 1876.


Em 1880, Luiz de Queiroz casou-se com Ermelinda Ottoni, filha de Bárbara Barros Ottoni e Cristiano Ottoni, Conselheiro do Império. O casal vai morar na mansão que Luiz de Queiroz construíra entre as ruas do Vergueiro, das Flores e Pescadores, com vista para o salto do Rio Piracicaba e junto ao tecelagem. Várias espécies de plantas de origem européia são levadas para o jardim da mansão. Luiz Vincente de Souza Queiroz e Ermelinda não tiveram filhos e Luiz de Queiroz -- cujo apelido era Lulu -- dedicava-se , nos momentos de lazer, às plantas, desenvolvimento de parques e jardins e a obras de benemerência. Dona Ermelinda viveu sua existência doando-se às obras pias, ao catecismo e preparação de crianças para a primeira comunhão. De temperamento alegre e sociável, Luiz de Queiroz arborizou praças e grande número de ruas, oferecendo plantas ornamentais a conhecidos e amigos. Monta a Serraria Água Branca. Próximo à sua casa, Luiz de Queiroz constrói uma vila para os operários de sua fábrica.



Luiz Vincente decidira explorar as águas do rio para criar uma usina elétrica, acabando por oferecer, à municipalidade, sob contrato, a instalação da usina que forneceria energia a toda a cidade. Para isso, traz dos Estados Unidos toda a maquinaria e um engenheiro eletricista.

O prédio é construído inteiramente de pedras, em estilo estadunidense, à margem esquerda do Rio Piraciacba, defronte à Ilha dos Amores (atual Museu d´Água.) A usina teria duas turbinas com 250 cavalos de força e três dínamos Thompson & Houston.  O maior deles é destinado à iluminação particular, desenvolvendo 1.200 ampères e os dois outros, com 770 ampères, à iluminação pública. A usina é inaugurada em 6 de setembro de 1893 e, graças a ele, Piracicaba teve luz elétrica antes de qualquer nação sul-americana e de muitos países europeus, antes também de São Paulo e Rio de Janeiro.


Mas o seu abolicionismo radical començou a gerar desconforto entre os rapresentantes da classe dominante. A velha mentalidade agraria com base em escravidura foi chocada com o modelo de trabalho livre que Luiz Vicente introduzí em sua empresa. Ele manifestou-se um radical na questâo de escravismo e por sua formaçao européia era republicano vocacionado. Entre os anos 1885-1888 foi Presidente de Comissáo Abolicionista de Piracicaba, subindo a reação dos monarquistas e agrossenhores escravistas.

Concebeu um projeto de modernizaçao da agricultura brasileira recorrendo a subsidio oficial como da carta de 1891, mas não obteve a atençao esperada da parte do legislativo paulista, jà interessado em outros projetos. Tampouco, o seu primo, Antonio Francisco de Paula Souza, viria a conseguir os susidios oficiais para a escola de politécnica em São Paulo em 1893-1897.

Em 1889 ele arrematou em hasta pública  a sua Fazenda Sao Joao de Montanha pertencente a João Florêncio da Rocha. A proriedade tive 319 hectares e distante 3 km da cidade. Tendo vantajosa e pitoresca localização, com terras de excelente qualidade, e sendo banhada e contornada por dois mananciais de água – o rio Piracicaba e o ribeirão Piracicamirim -, a propriedade reunia boas condições para a prosperidade das culturas e o fim colimado.

Para a realização de seu ideal, Luiz de Queiroz embarcou para a Europa e a América do Norte. Na Inglaterra, encomendou a dois arquitetos o projeto para uma escola agrícola e fazenda modelo, e dos Estados Unidos trouxe um professor de Agricultura e dois arquitetos de nacionalidade espanhola. 
Ao retornar, pôs mãos a obra: duzentos trabalhadores entregaram-se febrilmente à construção da futura escola. Em 1892, já funcionavam no local duas olarias e uma serraria a vapor, a primeira de gênero na cidade.


Na perseguição de seus sonhos, Luiz de Queiroz pediu ao Governo do Estado uma subvenção para a construção da sua escola, a qual foi negada. Em vista da recusa, pediu pelo menos que lhe fosse concedido frete gratuito para os materiais destinados à construção do estabelecimento. Recebeu nova recusa. Durante 1890 -1905 em São Paulo, as escolas agricolas não foram fundados para falta de interesse politico. A classe dominante ligava-se pela agroexportação ao mercado international.Os resistentes as innovações dizem com ironia: "....Qual escola! para plantar batatas, não é preciso de estudar.."

No dia 11 de maio de 1892, a Câmara dos Deputados de São Paulo decidiu promulgar a lei nº 26, pela qual ficava, o Executivo paulista, autorizado a fundar uma escola superior de agricultura e uma de engenharia e a estabelecer, nos lugares que se julgassem apropriados, dez estações agronômicas com seus respectivos campos experimentais.  
Diante desse revoltante contraste, e com graves dificuldades financeiras Luiz de Queiroz recorreu a um estratagema : resolveu doar ao governo sua querida Fazenda São João da Montanha com todas as benfeitorias existentes na ocasião, com a condição de que, dentro do longo prazo de dez anos, fosse concluída e inaugurada sua sonhada Escola. Pelo Decreto nº 130, de 17 de novembro de 1892, o então Presidente do Estado, Bernardino de Campos, aceitou a doação da fazenda com todas as suas benfeitorias, “para nela ser levada a efeito a idéia do estabelecimento de uma escola agrícola ou instituto para educação profissional dos que se dedicam à lavoura”.

Em novembro de 1894, depois de vender tudo o que tinha em Piracicaba, á exceçăo da usina elétrica, Luiz de Queiroz muda-se para Săo Paulo. Na mesma época, compra grande extensőes de terra no norte do Paraná. As obras da construçăo da Escola Agrícola continuam caminhando a passos lentos, até que veio um tiro de misericórdia, quando o Peixoto Gomide, no Governo do Estado, resolve comprimir as despesas, paralisando totalmente as obras.
No governo do cel. Fernando Prestes de Albuquerque, tendo como Secretário da Agricultura Alfredo Guedes, foi promulgada a Lei nº 678, de 13 de setembro de 1899, do Serviço Agronômico do Estado, concedendo verba para continuação das obras, aquisição de móveis e material escolar. Mas é seu sucessor, Antônio Cândido Rodrigues, que decreta a Lei nº 863/A, de 29 de dezembro de 1900, criando a Escola Prática São João da Montanha, em Piracicaba

O prazo para a inauguração estipulado por Luiz de Queiroz estava prestes a findar-se. Como o prédio principal não estava acabado, Cândido Rodrigues mandou que se alugasse uma casa na cidade para a Escola nela funcionar provisoriamente.

Em março daquele ano, Cândido Rodrigues foi a Piracicaba para conhecer de perto o andamento que tomava a Escola Prática São João da Montanha. Ficou tão impressionado com o vulto da empresa a que se entregara seu idealizador que, de volta a São Paulo, oficiou ao Presidente do Estado, Francisco de Paula Rodrigues Alves, fazendo uma série de elogiosas considerações ao doador da fazenda e propondo a alteração do nome do estabelecimento para Escola Prática Luiz de Queiroz. Com muita justiça, o Decreto 882, de 18 de março de 1901, promoveu a modificação pleiteada. 

No dia 1o de maio de 1901 abriu-se a matrícula aos futuros alunos; vinte dias depois, iniciaram-se os exames de admissão. Foram aprovados onze alunos e três ouvintes. Finalmente, no dia 3 de junho de 1901 a cidade amanheceu em festa.O primeiro diretor da escola e respectivos professores, tomaram posse no dia 22 de janeiro de 1901. A inauguraçăo oficial, contudo, só se deu no dia 3 de junho. Grande festa com rojőes, banda de música, gente importante de fora e daqui e, entre elas, a mais digna: D. Ermelinda Ottoni de Souza Queiroz, esposa do falecido Luiz de Queiroz. 
Por decreto de 18 de fevereiro de 1905, reorganizaram a escola e deram-lhe novo regulamento. Terminaram o edifício principal, e a casa do Diretor foi reformada; construíram o lindo parque que circunda a escola, projeto do paisagista Arséne Puttmans. Em 14 de maio de 1907, o novo edifício e demais benfeitorias foram solenemente inaugurados. O edifício principal comportaria um internato, obrigatório para os alunos do curso fundamental e facultativo para os do complementar. Com essas inaugurações iniciou-se um período áureo para a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz".
Em 12 de junho de 1964, os restos mortais de Luiz de Queiroz e Ermelinda foram transladados para o campus da ESALQ, onde estão em mausoléu, defronte ao prédio principal do estabelecimento, projetado pelo artista piracicabano Archimedes Dutra.Tem a seguinte inscrição:

A Luiz Vicente de Souza Queiroz

o teu monumento é a tua Escola.

textos citados
ESALQ
Revista eletronica de historia do Brasil 2007 elites politicas de Piracicaba na I. Republica.
Os Passos do saber por Marly Terezinha Germano Percin