“Cada pessoa tem a sua historia. - Cada pessoa tem uma familia. - Cada familia tem origems. - Você não é apenas o que você imagina que é!"


sábado, 26 de novembro de 2011

Barão de Tatui, meu triavô, o primeiro Viaduto do Chà, e a historia em São Paulo

atualizado 13 de dizembre 2013

Breve Biografia do Barão de Tatui

1831 nasce Francisco Xavier Paes de Barros na cidade de Sorocaba, em 24 de maio.
Filho do capitão Francisco Paes de Barros, "o Capitão Chico de Sorocaba" e de sua primeira esposa Rosa Candida de Aguiar, sua prima, irmã do Brigadeiro Raphael Tobias de Aguiar.


1853 bacharel em direito, formado pela Academia de SP.

Casou-se 1° vez com sua prima Getrudes Aguiar Paes de Barros, filha de seu tio, Bento Paes de Barros, Barão de Itu e Leonarda de Aguiar Barros, irma do Brigadeiro Raphael Tobias de Aguiar. Depois viúvo casou-se 2a vez com Cerina de Sousa e Castro, viuva do Cadete de Santos, Barao de Itapetininga, Joaquim José dos Santos Silva. Foi sem geração com o meu triavô, o Barão de Tatui, mas tive com o seu pirmeiro esposo 3 filhas. Uma delas casou com o Condé de Prates.

1879 em 19 de agosto recebe o título de BARÃO DE TATUI.

Foi influente membro politico e deputato por várias legislaturas.
1889, juntamente com outros aristocratas  e com o condé de Pinhal, cunhado de esposa do seu primo, o 2° Barão de Piracicaba, funda o BANCO DE SÃO PAULO.

Ele morreu em 6 de dezembre 1914 na sua residencia na Rua Florencio de Abreu.


 Viaduto do Chà

 texto de: 450 anos Sao Paulo

"NUMA tarde de maio de 1889, tôda a cidade de São Paulo alvoroçou-se e veio para a rua. Uma notícia correra como um raio: os Tatuí tinham perdido a causa.

Moravam êles num sobradão que ficava na Rua de São José (hoje Líbero Badaró), exatamente na entrada do Viaduto do Chá. Por trás do prédio desenrolava-se a grande chácara do "cadete Santos", Barão de Itapetininga.

O Barão de Tatuí, Francisco Xavier Paes de Barros (meu 3° avô, ou triavô) e a sua 2. espôsa, viúva do Barão de Itapetininga, opuseram-se sistemàticamente à desapropriação da casa, e conseqüente demolição, necessária à execução de uma obra pela qual o paulistano estava ardentemente interessado: a construção do Viaduto do Chá. Levando a juízo a questão, foram derrotados e a obra executada.

Desde outubro de 1877, começara a tomar vulto, com a aprovação do povo, a idéia já bastante divulgada de se levantar um viaduto sôbre o Anhangabaú, com a proposta apresentada pelo cidadão Jules Martin à Intendência Municipal, comprometendo-se a lançar uma ponte sôbre aquèle vale, onde passava o córrego do mesmo nome, isto a tròco de determinadas regalias, entre as quais a de poder cobrar uma taxa de passagem, com a qual cobriria as despesas.

Afinal, após mil dificuldades de ordem financeira, com a fundação da Companhia Paulista Viaduto do Chá, a coisa tomou vulto. Logo no primeiro dia, subscreveram-se 676 ações da Companhia, número que subiu, no ano seguinte, a 800. Segundo o primeiro cálculo feito, as obras montaram de 600 a 800 contos.

Depois disso, encomendou-se a armação metálica do Viaduto na Alemanha.

Os trabalhos rolaram morosamente. Em conseqüência o dinheiro foi-se acabando. A Companhia Paulista do Chá quase foi à falência. Por insuficiência de capital, a diretoria resolveu transferir os seus direitos à Companhia de Ferro Carril de São Paulo, que conseguiu terminar com êxito o audacioso projeto Jules Martin.

Entre a idéia da construção do viaduto (1877), a demolição da casa do Barão de Tatuí (1889), o início das obras (1888) e a inauguração (1892), decorreram 15 anos... o Diário Mercantil, de 15 de março de 1887, estampando uma sepultura, glosava o caso chistosamente com êste epitáfio:



Por alma do miserando 
que jaz nesta cova fria,
Oh! mortais que ides passando
Rezai uma Ave-Maria! 

O dia da inauguração do Viaduto - 6 de novembro de 1892 - foi um dia de festa para o paulistano. A solenidade foi, de fato, imponente, segundo o noticiário dos jornais da época.

Amanheceram, naquele dia festivo, enfeitadas de flores naturais as Ruas "Direita" e "Barão de Itapetininga". O Viaduto, também, foi vistosamente adornado com bandeiras, lâmpadas, arcos, e flores em abundância. Tudo parecia catita, tudo a capricho.

Muito antes da hora aprazada, começou a juntar gente. As autoridades apareceram de fraque e cartola. Nos lugares de honra, o Presidente do Estado, Dr. Bernardino de Campos, o Bispo Diocesano, D. Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, os funcionários da administração, da milícia e do clero paulistano. Bandas de música tocaram o hino nacional, houve discursos.

D. Lino procedeu à bênção do notável empreendimento. O Dr. Bernardino de Campos cortou a fita verde e amarela e atravessou, acompanhado por todos, sob vivos aplausos da multidão, o Viaduto, assim o inaugurando. As bandas tocaram novas marchas.

Importaram os gastos com essa solenidade em 4:845$000, quantia obtida em subscrição popular.

E o povo paulistano, não escondendo a sua satisfação, começou a passear sôbre a ponte. E aquilo assinalou um acontecimento que empolgou a opinião pública.

Aconteceu, porém, que todos tinham que pagar. No primeiro dia, no dia da inauguração, não. Mas, já no dia seguinte, sim. Conforme contrato firmado com o Govèrno, fôra criado um direito de pedágio, a cobrar dos traseuntes e veículos: 60 réis por pedestre; 200 réis por bonde" 



Quais foram as razões que a casa foi demolida?

Historia de São Paulo

No ano de 1822, a maioria das terras situadas no Vale do Anhangabaú eram propriedades do Brigadeiro Francisco Xavier dos Santos. A região na época era chamada de Morro do Chá ou de Chácara do Brigadeiro Xavier. Com o falecimento do Brigadeiro as suas propriedades passam ser administradas pelo seu sobrinho Joaquim José dos Santos Silva, que as nomeou como Chácara do Cadete Santos, espaço que se estendia do Acu (atual Av. São João) até o Piques (atual Praça da Bandeira), incluindo também parte das atuais Ruas Líbero Badaró (aberta em 1787 como Rua Nova de São José, que mais tarde passou a ser chamada apenas de Rua de São José) e 24 de Maio, até a Praça da República.

Desde de 1841, até a data de seu falecimento, em 11 de junho de 1876, Joaquim José dos Santos Silva era considerado o homem mais rico da cidade. Com o decreto imperial de 7 de junho de 1864 recebeu o titulo de Barão de Itapetininga.


Joaquim José dos Santos da Silva, o Barão de Itapetininga, tinha este enorme chácara que ia desde a atual rua Líbero Badaró até a atual Praça da República. A horta do Barão de Itapetininga virou a rua Formosa em 1850. Cruzando com São João o coração do S.Paulo que começou a virar boêmio lá por 1890. Morreu o cadete dos Santos em 1876 e na sua casa viviam a sua viúva que se casou em 2° nupcias com o Barão de Tatui, Francisco Xavier Paes de Barros.  


(O Barão de Tatuí tinha cumprado em 1869 do Barão de Itapetininga também a fazenda em Araras que até aos meados do sec. XX pertenceu aos descendentes do Barão de Tatuí, onde faleceu 1956 a sua bisneta Maria de Barros, filha de Tito Paes de Barros que foi neto do Barão de Tatui).

Em 1874 a cidade de São Paulo tinha uma população de apenas 23' 253 habitantes !!! Em 1886 44' 033. Transformar a cidade num primeiro momento parece ser sido a fixação de élite de Sao Paulo :transpor ou urbanizar os vales, de "urbanizar e embelezar" e de sanear a cidade segundo as praticas vigentes na Europa oitocentista. A justificação de eliminação de estruturas coloniais foi doada  em parte tambem pela questão de salubridade dos ambientes, mas de seguro foi muito importante a aplicação de capitais num ambito ainda inédito.

Jules Martin parece ter simbolizado o espirito do empreendimento capitalista. Aluno de "école des beaux arts de Marseille" em 1848, chegou 1868 em Sorocaba (cidade natal de muitos membros de familia Paes de Barros !). No ano seguinte estabeleceu-se em São Paulo com sua oficina. Jà em 1877 Jules Martin propunha a construção de um viaduto e a criação de uma companhia para este objetivo.

Casarão dos Barões de Tatuí em ca. 1889, onde hoje é a atual Praça do Patriarca.

Fotografia da Rua Líbero Badaró, tomada da esquina da Rua Direita, aproximadamente entre 1870 e 1880. O prédio da esquerda era o antigo solar dos Barões de Itapetininga (mais tarde dos Barões de Tatuí), demolido em 1889 para a construção do Viaduto do Chá.

Os prédios da direita ficavam onde hoje abre-se a Praça do Patriarca. Primitivamente, a Rua Líbero Badaró chamava-se Rua Nova de São José e, posteriormente, apenas Rua São José, por ter sido aberta pelo Capitão General Marechal Frei José Raimundo Chichorro da Gama Lobo, que governou a Capitania de São Paulo de 5 de maio de 1786 a 4 de junho de 1788. Essa rua, até 1911, era uma viela estreita, com menos de 8 metros de largura. Seu nome foi mudado para Líbero Badaró por uma proposta popular, que foi aceita pela Câmara Municipal em 19/11/1889, quando Antonio Prado era o presidente da Casa. Determinou-se seu alargamento em 27/10/1910, realizado na administração do prefeito Raymundo da Silva Duprat (1911 a 1914), e vários melhoramentos foram empreendidos de acordo com o Plano Bouvard, aprovado em 09/09/1911.




Na segunda metade do século XIX, a cidade de São Paulo passou por um processo de crescimento que iria formar a sua paisagem urbana, fazendo-lhe uma importante capital do Brasil Império. O progresso veio com o ciclo do café, produto que por décadas garantiria a economia do país. 

A emergente cidade tinha no seu coração ruas de terra batida, quintais baldios e grandes chácaras, contrastando a paisagem urbana com o bucolismo rural. No meio daquele cenário bucólico estendia-se um vale de chácaras, local preferido para as crianças da época praticarem a caça aos passarinhos, onde eram cultivados hortaliças e o chá, ali introduzido por José Arouche de Toledo. Por este motivo o local passou a ser denominado Morro do Chá.

O aspecto bucólico do Morro do Chá foi aos poucos, sofrendo alterações com o progresso iminente, sendo abertas ali vielas e novas ruas como a Barão de Itapetininga, Formosa, 7 de Abril e Xavier de Toledo, transformando-se assim, em um novo bairro, que ficou conhecido como Cidade Nova.


Opondo-se à Cidade Nova, ficava do outro lado do Vale do Anhangabaú o núcleo tradicional do centro paulistano, a Cidade Velha, no qual se encontravam as principais ruas de comércio da cidade, desembocando no famoso Triângulo, delimitação das ruas 15 de Novembro, São Bento e Direita.
Constituído de ruas estreitas e irregulares, ladeado por pequenos largos e acentuadas ladeiras, o centro urbano velho da cidade passou a ser delimitado pelo excesso de atividade comercial que desenvolveu, ficando asfixiado pela falta de saída e interligação com o núcleo novo. Aos poucos, a idéia de uma ponte que pudesse unir a Cidade Nova à Cidade Velha passou a ser cogitada, fazendo-se cada vez mais necessária em face da grande cidade que ameaçava emergir a qualquer momento.

Para atender às necessidades de crescimento do centro paulistano, foi apresentado, em setembro de 1877, um projeto do engenheiro francês Jules Martin, para a construção de um viaduto de 180 metros de extensão sobre o Vale do Anhangabaú, unindo os dois núcleos, ou seja, a Cidade Velha à Cidade Nova.
O projeto de Jules Martin consistia em estabelecer a ligação entre a Rua Direita e a Rua Barão de Itapetininga, atravessando os terrenos de cultivo de chá da Baronesa de Itapetininga, sendo executado mediante a cobrança de pedágio pela passagem, através da Companhia Paulista Viaduto do Chá.
 

Às primeiras menções do viaduto do Chá, a Baronesa de Tatuí se opôs completamente à idéia, pois sua construção implicava a demolição da casa. 

As obras só se iriam iniciar em 30 de abril de 1888, já no fim da monarquia, sendo interrompidas um mês depois, devido à resistência de alguns moradores dos arredores. Moradores próximos não aceitavam ter seus imóveis desapropriados.
Entre eles estava o Barão de Tatuí e sua esposa, que possuíam, além de uma nobre casa, plantações de chá na região.
As obras para o Viaduto foram retomadas em 1889, após um longo e arrastado processo de desapropriação do sobrado do Barão de Tatuí, localizado em uma das cabeceiras do vale. Conta-se que o Barão recusava-se a sair da sua casa, só o fazendo quando a população paulistana, favorável à construção do viaduto, lançara às mãos picaretas e começou a atacar as paredes do sobrado.

Diante da pressão popular e com "argumentos" tão convincentes, o Barão de Tatuí decidiu abandonar a casa, pondo fim ao último empecilho para a construção do viaduto.



Fotografia tomada entre 1889 e 1891. Em 1º plano, a casa do barão de Tatuí, parcialmente demolida em virtude da Desapropriação judicial, a fim de dar passagem ao Viaduto do Chá. O espaço existente entre os telhados do 1º plano, e o leito Rua Nova de São José, hoje Rua Líbero Badaró, antes de seu alargamento. No vale, distinguem-se as primeiras fundações do Viaduto; a esquerda, Vê-se o correr de pequenos sobrados que davam frente para a Rua Formosa, havendo sido demolidos em 1935-1936, por ocasião da construção do novo Viaduto do Chá. Ao fundo a Rua Barão de Itapetininga.

O sobrado de taipa veio abaixo em 1889 e no que sobrou do terreno, junto da cabeceira do viaduto, o Barão de Tatuí mandou edificar um elegante palacete pelo escritório de Ramos de Azevedo (c.1894-1896), por sua vez demolido em 1912, em razão das remodelações urbanas ocorridas na região do Vale do Anhangabaú (alargamento da Rua Líbero Badaró)

Jules Martin, o idealizador do viaduto do Chá, odiava o Barão e a Baronesa de Tatuí, em função da oposição de ambos ao projeto do viaduto E, como uma das suas armas, nessa briga usou os seus talentos plásticos. Cartógrafo, desenhista, litógrafo, construtor, Martin abrira a primeira oficina litográfica da Provincial de São Paulo, chamada de Litografia Imperial.


Litografia de Jules Martin registrando a casa do Barão de Tatu´E a casa Prates semidemolidas. Em primeiro plano, o Vale do Ahangabaú.


Jules Martin ridiculizando os Barões de Tatui. Martin  assinava como "Formigas Tanajuras".
.Observação. "A tomada de bastilha" e a esquerda no inferior: "A Sra. Baroneza chorando a morte do Gallo de Torre".

Litografia de Jules Martin distribuída aos acionistas da Companhia do Viaduto do Chà.

Caricatura no jornal "A Platéa" do 21 de outtobre 1888- Referia-se ao problema criado pelo Barão de Tatuí que lutava contro a desapropriação de sua casa !


Com a derrota do casal na Justiça, que determinou a desapropriação do seu casarão, Jules Martin vingou-se, fazendo uma charge satirizandoa derrubada do casarão e a ridicularizar o Barão e sua mulher, publicando caricaturas de ambos.

As obras só seriam concluídas já na época da República. Em 6 de novembro de 1892, os paulistanos assistiram à inauguração daquele que se tornaria um dos símbolos míticos da cidade, o Viaduto do Chá. Era originalmente, uma estrutura metálica de 180 metros, importada da Alemanha, sendo a balaustrada decorada aristocraticamente em ferro.

Inaugurado esse primeiro viaduto do Chá, cobrava-se três vinténs de pedágio para quem desejasse atravessá-lo. Havia no centro um grande portão que se fechava à noite. A cidade era pacata, pois ninguém queria trafegar depois das dez horas por ali. Só a partir de 1897 com o Ato da Municipalidade, o trânsito teria tornado-se livre e gratuito. Esse primeiro viaduto durou até 1936. Com o crescimento da cidade, o intenso tráfego de bondes e automóveis, a velha estrutura já não atendia ao que dela se solicitava. 


A residência do Barão de Tatuí era uma grande construção em estilo colonial, que ocupava a extensão correspondente hoje ao edifício Conde de Prates até o edifício Matarazzo, sede atual da Prefeitura. o lado impar do Libero Badaró, no alto da encosta do Ahangabaú, entre a Ladeira São João e a Ladeira Dr. Falcão, era ocupado por construções modestas, de aluguel, pertencente ao Barão de Tatui. A unica edificação vistosa existente na rua era a sua própria segunda residência em terreno remanescente do antigo casarão do Barão de Itapetininga edificada por Ramos de Azevedo no inicio dos anos 90. Foi, por sua vez demolido em 1912, em razão das remodelações urbanas ocorridas na região do Vale do Anhangabaú e o alargamento da Rua Líbero Badaró. 

O Conde de Prates,marido de filha de Baronesa de Tatui e o seu pirmo marido o Barao de Itapetininga era "genro" do Barão de Tatuí e herdou as suas propriedades. Mandou construir, na década de 1910, na Rua Líbero Badaró, de costas para o Vale do Anhangabaú, os famosos palacetes gêmeos e um outro palacete. Os primeiros foram ocupados um, pelo Automóvel Clube e o outro, pela Prefeitura e Câmara . Esses palacetes foram demolidos, respectivamente em 1951 e 1970.

Em 1902, o viaduto teve seu tabuleiro reforçado para poder suportar a passagem dos bondes elétricos.
A abertura da Praça do Patriarca estava prevista já para 1906, quando se percebeu que o trânsito vindo principalmente do Viaduto do Chá encontrava dificuldades de escoamento quando chegava nas ruas estreitas do Centro Velho. Havia necessidade de se ter uma passagem mais ampla para a Rua Líbero Badaró e para o outro lado do Viaduto do Chá. Era um cruzamento de várias ruas que precisava ser descongestionado. Foi em 1911 que começaram os trabalhos de alargamento da Rua Líbero Badaró, que até então tinha somente oito metros de largura. De 1924 a 1926, foi realizada a reforma urbana que criou a Praça do Patriarca.

Tive o Barão de Tatui , salvo os palacete na Rua Florençio de Abreu e o na Libero Badaró tambem uma terceira casa em Sâo Paulo, na Avenida Tiradentes.. Escriveu o primo Victor que a sua mãe ,filha de Tito Paes de Barros e neta do Barão de Tatui, nasceu 1920 no palacete na Avenida Tiradentes 114. Explicou-me o meu primo que esse palacete foi costruido tambem por o Barão de Tatui e tinha sido vendida para o Governo de S. Paulo, que a transformou em quartel.
O curioso para mim é que  em 1892, os meus bisavós, Bento Paes de Barros e Emma von Körmendy foram residentes na Avenida Tiradentes N° 15, depois a volta em São Paulo, vindo da Vienna, Austria. 

Pergunta a todos:
  1. Conhece mapas ou planos de costrução de essa casa  e ano de sua construção ?
  2. As antigas numerações de seguro foram diversos. Sabe algo mais ?
  3. Quando o governo comprou essa casa e ampliou-a em quartel ?





Inauguração do Viaduto do Cha com ao fundo, a casa dos Barões de Tatui em parte demolida.




Viaduto do Chá em 1912, visto em direção à rua Direita. Ao fundo,a torre da Igreja de Santo Antônio. Nesse ano, foi demolido o segundo casarão do Barão de Tatuí e também o Bar Viaducto. O quarteirão da esquerda seria eliminado em breve para ampliação da praça.Logo ao pé do viaduto, vê-se a rua Líbero Badaró e o prédio que serviu à Camisaria Colombo. À direita, parte do conjunto residencial do Conde de Prates, que serviu ao Hotel de La Rotisserie Sportsman e ao Bar Cidade München, entre outros estabelecimentos.


Obrigada 
Victor, Eudes Campos, Sampa Historica (Felipe),Ely Mendes

fontes: 

texto : 
  • Blog Virtualia Viaduto do Cha, e
  • Livro de Raimundo de Menezes: São Paulo dos nossos avós, Edição Saraíva 1969
  • Livro de Hugo Segawa: Prelùdio de Metrópole, arquiteitura e urbanismo em São Paulo na passagem do séc. XIX ao XX, Atelie Editorial 2000.
  • Arquiamigos, Eudes Campos


fotografias:
  • Saudade Sampa publicadas por a Sra. Ely Mendes
  • prefeitura de Sao Paulo
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